Project Gutenberg's Educao nova, by Augusto Joaquim Alves dos Santos

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Title: Educao nova
       As bases

Author: Augusto Joaquim Alves dos Santos

Release Date: March 9, 2012 [EBook #39086]

Language: Portuguese

Character set encoding: ISO-8859-1

*** START OF THIS PROJECT GUTENBERG EBOOK EDUCAO NOVA ***




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    *Nota de editor:* Devido  existncia de erros tipogrficos neste
    texto, foram tomadas vrias decises quanto  verso final. Em caso
    de dvida, a grafia foi mantida de acordo com o original. No final
    deste livro encontrar a lista de erros corrigidos.

                                             Rita Farinha (Maro 2012)




BIBLIOTECA DE PEDOLOGIA NACIONAL

Dr. ALVES DOS SANTOS

Professor da Universidade de Coimbra

EDUCAO NOVA

AS BASES

I

O CORPO DA CRIANA

(Com 32 figuras, no texto)

[Figura]

Livrarias Aillaud e Bertrand

PARIS--LISBOA


Livraria Chardron
PRTO

Livraria Francisco Alves
RIO DE JANEIRO

1919




Educao Nova




DO AUTOR:


1) Estatstica (numrica e grfica) _das escolas da 2.^a circunscrio
escolar_, Lisboa, 1906, ed. oficial, 1 vol.

2) A nossa escola primria (o que tem sido; o que deve ser), Prto,
1910, 1 vol.

3) Psicologia e pedologia (uma misso scientfica, no estrangeiro),
Combra, 1913, 1 fasc.

4) O ensino primrio em portugal (nas suas relaes com a histria geral
da Nao), Prto, 1913, 1 vol.

5) O crescimento da criana portuguesa (subsidios para a constituio de
uma pedologia nacional), Combra, 1915, 1 vol.

6) Elementos de filosofia scientfica, Combra, 1915; 2.^a ed., Lisboa,
1918, 1 vol.

7) Educao nova (As bases)--_O corpo da criana_--Lisboa, 1919, 1 vol.


EM PREPARAO:

8) Educao nova (As bases)--_A mentalidade da criana_--1 vol.




BIBLIOTECA DE PEDOLOGIA NACIONAL

Dr. ALVES DOS SANTOS

Professor da Universidade de Coimbra

EDUCAO NOVA

AS BASES

I

O CORPO DA CRIANA

(Com 32 figuras, no texto)

[Figura]

Livrarias Aillaud e Bertrand

PARIS--LISBOA


Livraria Chardron
PRTO

Livraria Francisco Alves
RIO DE JANEIRO

1919




_Todos os exemplares desta edio teem a rubrica autgrafa do autor_




Educao Nova: As Bases


     Oh! le bruit des petits pieds de l'enfant! ce bruit lger et doux
     des gnrations qui arrivent, indcis, incertain comme l'avenir.
     L'avenir, c'est nous qui le dciderons peut-tre, par la manire
     dont nous aurons lev les gnrations nouvelles.

                            Preface de _l'Education et hrdit_, I, de
                                                               M. Guyau




Nota Preambular


Mero _subsdio_ para a constituo de uma _pedologia nacional_, no tem
outras pretenses o presente livro que, no pensamento do seu autor, se
destina, tam smente, por agora, a desbravar um terreno, a monte ainda
qusi, nos domnios da nossa pedagogia.

Os _elementos_, de que nos servimos, longe de serem respigados em _obras
estrangeiras_, como  de uso corrente, entre ns, derivam de
_observaes e experincias_, feitas sobre crianas da nossa terra.

Assim, se ir organizando uma _pedologia portuguesa_, tam necessria 
nossa _educao_.

Neste primeiro volume, ocupar-nos hemos do _corpo da criana_, com o fim
de investigar as _leis do crescimento_, em Portugal; no segundo[1],
estudaremos a _mentalidade da criana_, para conhecer as _energias
psquicas_, que so caractersticas do nosso _agrupamento tnico_.

Importa ponderar que, em o nosso pas, sem desprimor para ningum, em
vez de _scincia_, tem-se feito _literatura pedaggica_...

H excepes, bem o sei; mas, de tal guisa, fica confirmada... a
_regra_.

No ter soado ainda a hora de enveredar pelo caminho das naes
cultas?...




Introduo


     On ne connot point l'enfance:... Commencez donc par mieux tudier
     vos lves car trs-assurment, vous ne les connoissez point.

                                              Preface d'_Emile_, III, de
                                                         J. J. Rousseau.




INTRODUO


I

A criana; sua concepo bio-psquica e social


1.--Como _organismo vivo_ que , a _criana_, do mesmo modo que as
_plantas_ e os _animais_, est sujeita s _leis fsico-qumicas_ e
_biolgicas_, que regulam a _actividade_ de todos os _sres vivos_, que
existem  superfcie da terra.

Mas, alm da _vida vegetativa_, que pertence s _plantas_, e da _vida
sensitiva_, que  prpria dos _animais superiores_, possue ainda a
_criana_ a _vida intelectual_, apenas partilhada com o _homem_, do qual
incessantemente se aproxima, desde o incio da sua _evoluo_.

2.--Por virtude da _vida vegetativa_, a criana _cresce_, isto ,
_aumenta de volume e de densidade_,  medida que se afasta do
_nascimento_, de conformidade com as _leis especficas_, que determinam
o _ritmo_ e as outras _caractersticas_ dsse _crescimento_.

Sob ste aspecto, a _criana_ no tem outra _funo_ seno a de
_crescer_, isto , de adquirir um _desenvolvimento somtico_, cujo
termo, em _circunstncias normais_, s  _hereditariedade_ pertence
estabelecer e fixar.

3.--Merc da _vida sensitiva_ que, no sentido rigoroso do trmo, 
apangio exclusivo dos sres dotados dum _sistema nervoso_, a _criana_
aprende, cada vez com maior eficcia e preciso, a manter com o _meio_,
em que tem de viver, o _equilbrio_, de que carece, para a conservao
da sua _vida_, isto , a _adaptar-se_.

Seja qual fr o conceito que se fizer da _sensao_, como expresso mais
simples, e elemento irredutvel da _conscincia_; mas, tendo em vista o
_processo evolutivo_ da _diferenciao_ e da _complexidade orgnica_,
no padece dvida que o _fenmeno da irritabilidade_, que j se encontra
no _mundo vegetal_, de par com os _tropismos das plantas_, pode ajudar a
esclarecer o _mistrio_ da _sensibilidade geral_, que os _animais
superiores_ tambm usufruem, e por cuja virtude a _criana_ se torna
capaz de tirar o mximo proveito das suas _experincias_, em relao ao
_mundo externo_[2].

4.--Finalmente, pela _vida do pensamento_, que se manifesta sempre em
perfeita correlao com o _desenvolvimento cerebral_, a criana adquire
a _capacidade de reagir_, por um _dinamismo progressivo_,  _aco das
influncias cosmo-telricas_, subtrando-se a essas e a outras
_influncias_, ou atenuando-as, em proveito da sua _individualidade_.

Manifestaes desta _vida_ (tambm chamada _de relao_), alm da
_espontaneidade_, que torna possvel a resistncia ao _automatismo dos
instintos_ e dos _hbitos orgnicos_, so a _reflexo_, que prepara o
advento e a consolidao da _personalidade_, e a tendncia de
_integrao no meio social_, como uma das bases essenciais do
_carcter_[3].

5.--Importa, porm, advertir que, apesar desta trplice _existncia
funcional_, a _vida da criana_, como a do _homem_, no se scinde, nem
sofre _solues de continuidade_, antes constitue uma _unidade
orgnica_, e uma _concentrao de energias_, que no divergem entre si,
seno pelo _mecanismo_, a que do origem, e pelas _tendncias_ e
_impulsividades_, que despertam[4].

6.--V-se, pois, que a _criana_, na integral complexidade dos
_elementos_ que a constituem, e na plenitude das _fras_ que a
caracterizam,  um _organismo_, cuja _estrutura_ e _actividade_
dependem, no smente das _energias fsico-qumicas_, a que todo o
_Universo_ est sujeito, como tambm sofrem a influncia de tdas as
_leis biolgicas e psquicas_, que interveem, tanto na formao da
_conscincia reflexa do homem adulto_, como na _dinamogenia dos
instintos_, que engendram a _vida social_[5].




II

Scincias da Criana: Pedologia, Psico-pedagogia, Pedagogia
experimental; outros ramos da Pedagogia


1.--A _pedagogia moderna_, aceitando a proposta do professor Blum, de
Lyon[6], emprega a palavra _pedologia_ para designar a _scincia natural
da criana_[7].

Mas a _criana_ pode ser estudada _em si mesma_, sem outro intuito que
no seja o de a _conhecermos_, do mesmo modo que o botanista estuda as
_plantas_, ou o entomlogo, os _costumes dos animais_. Neste caso, o
_estudo_ da criana ser _desinteressado_; e, para ser profcuo, no
poder deixar de submeter-se s _regras do mtodo_, que a scincia
preconiza para a _investigao_ de no importa que _fenmenos da
natureza_. Teremos, ento, a _pedologia pura_ que, sendo o _estudo
integral da criana_, compreende:


1) a _biologia infantil_ (conhecimento da _natureza fsica da criana_,
em todos os _estdios da sua evoluo_);

2) a _psicologia infantil_ (estudo da _mentalidade da criana_); e

3) a _sociologia infantil_ (estudo da _sociabilidade da criana_).

Pelo seu lado, cada um dstes _ramos_ da _pedologia_ subdivide-se ainda
em diferentes _captulos_, consoante as necessidades da _especializao
scientfica_.

Assim, a _biologia infantil_ ou _fisio-pedologia_ inclue o estudo da
_anatomia_ e da _fisiologia do embrio_; do _recm-nascido_; e da
_criana_, em tdas as _idades do crescimento_[8].

A _psicologia infantil_ ou _psico-pedologia_, consoante descreve os
_processos mentais da criana_, ou procura explicar a _sua origem e
evoluo_, assim se denomina _estrutural_ ou _esttica_, e _funcional_
ou _dinmica_[9].

A _psico-pedologia estrutural_ deve os seus mais assinalados progressos
aos _trabalhos_ de Tiedemann, Sigismund, Kussmaul, Preyer, etc.[10]

Quanto  _psico-pedologia dinmica_, importa ainda distinguir o estudo
dos _processos mentais da criana_, na sua _continuidade vital
(gentica)_, ou no seu _funcionamento orgnico (cinemtica)_, como
fizeram, alm doutros psiclogos notveis, John Dewey, de Chicago, e o
seu discpulo Irving King[11].

2.--Considerando, porm, a _criana_, sob um _aspecto utilitrio_, isto
, estudando-a com _determinados intuitos_, ou para _determinado fim_, 
da _pedologia aplicada_ que temos de nos socorrer, ou da _pedotecnia_,
como agora se diz.

Esta tambm sofre divises, conforme incide sobre a _criana doente_,
que importa _curar (pediatria)_, ou sobre a _criana delinqente_, que 
necessrio _regenerar (pedotecnia judiciria)_, ou ainda sobre a
_criana_, que nos propomos _educar (pedagogia experimental)_.

A _pediatria_ compreende a _higiene infantil_, a _clnica infantil_ e a
_psiquiatria infantil_; e a _pedotecnia judiciria_ subdivide-se em
_criminologia infantil_, e _profilctica pedolgica_.

Resta a _pedagogia experimental_, que se desdobra na _psico-pedagogia_
(_psicologia infantil_ aplicada  _pedagogia_), na _higiene escolar_, e
na _ortofrenia_ (estudo das _crianas mentalmente anormais_).

O _esquma_ que, a seguir, publicamos condensa e mostra as relaes que
as _scincias pedolgicas_ manteem, entre si.

Como se observa, nsse _quadro_, pelo lugar que nle ocupa, a _pedagogia
experimental_  a scincia que aplica ao estudo da _criana normal_ os
_princpios_ da _pedologia terica ou pura_, no intuito de a _educar_.

3.--H, porm, outros _ramos da pedagogia_ que, embora na aparncia
independentes, todavia, no derivam doutra _fonte_ que no seja da
_pedologia_: _scincia comum e geral da criana_. So os seguintes:


1) a _pedagogia filosfica_, que estuda as _questes gerais da pedagogia
e da pedologia_ (_conceito e natureza da educao_; _fins_ a que tende;
_leis_ que a regulam; _possibilidade e necessidade da educao_;
_factores da educao_; e seus _agentes_; _princpios gerais_ e
_fundamentais da pedagogia_[12];

2) a _pedagogia histrica_, que estuda os _sistemas de educao_, _na
vida da humanidade_, _atravs da histria_[13];

3) a _pedagogia propedutica_, ou _arte de educar_ (aprendizagem da
_tcnica do ensino_);

4) a _pedagogia escolar_, que se ocupa da _organizao material e
pedaggica das escolas_[14];

5) e, finalmente, a _pedagogia administrativa_, que trata da
_administrao e do govrno do ensino_[15].


               { _Geral ou Pura_   { _Bio-pedologia_ { _anatomia
               { (_Desinteressada_){ (_Somtica_)    {  infantil._
               {                   {                 { _fisiologia
               {                   {                 {  infantil._
               {                   {
               {                   {
               {                   { _Psico-      { _estrutural._
               {                   { -pedologia_  {
               {                   { (_Psquica_) { _funcional_ { _gentica._
               {                   {                            { _cinemtica._
               {                   { _Scio-pedologia._
PEDOLOGIA      {                   { (_Social_)
(_Scincia     {
natural da     {                                { _higiene
criana_).[16] {                                {  infantil._
               {                { _Pediatria_   { _clinica
               {                { (a criana    {  infantil._
               {                { doente ou     { _psiquiatria
               {                { anormal)      {  infantil._
               {                {
               { _Aplicada ou   { _Pedotecnia   { _criminologia
               { Pedotecnia_    { Judiciria_   {  infantil._
               { (_Intencional_){ (a criana    { _profilctica
                                { delinqente)  {  pedolgica._
                                {
                                { _Pedagogia    { _psico-      { _psico-
                                { experimental_ {  -pedagogia_ { -diagnstica._
                                { (a criana s {              {
                                { e normal)     {              { _psico-
                                                {              { -tcnica._
                                                {
                                                { _higiene escolar._
                                                {
                                                { _ortofrenia_.




III

A vida da criana; fases que atravessa durante o crescimento, ou
idades da evoluo do organismo humano


1.--A _vida da criana_, tanto sob o ponto de vista _somtico_, como em
relao  sua _actividade psquica_, varia com a _idade_ e com o _sexo_;
e difere, no s _em quantidade_, como tambm e principalmente _em
qualidade_, da vida do adulto[17].

A existncia incontestvel desta _diferenciao estrutural e dinmica_
das crianas entre si, e da _criana_ com o _adulto_, levanta o problema
dos _factores do desenvolvimento_, e o da _progresso funcional das
energias bio-psquicas_, que nle interveem.

Em que medida  que a _hereditariedade_ e o _meio_ influem na _evoluo
da criana_; e porque  que o _aparecimento_ e a _aco dos processos
psquicos_ esto sujeitos  lei do _progresso contnuo_?

Dum modo mais geral, pode preguntar-se, se existe alguma relao entre o
_desenvolvimento bio-psquico da criana_ e o da _espcie humana_,
atravs das _idades geolgicas_; ou se, pelo contrrio, a _doutrina da
recapitulao_ carece de _apoio slido_, em que se firme[18].

Ns, remetendo o leitor para os _estudos especializados_, que se referem
 _interpretao gentica das energias orgnicas do crescimento_, e 
_apreciao das influncias mesolgicas_, que sbre elas agem[19],
passamos  enumerao das _fases da vida das crianas_, de conformidade
com o _critrio fisiolgico da dentio, combinado com o da maturidade
sexual_[20].

2.--So seis as _idades da evoluo do organismo humano_, desde o incio
da _vida extra-uterina_, at  _idade adulta_:

1) _recm-nascena_ (at ao fim do _primeiro ms_, depois do
_nascimento_);

2) _infncia_ (desde o fim do _primeiro ms_, at aos _trs anos_);

3) _puercia_ (desde os _trs anos_, at aos _sete_);

4) _adolescncia_ (desde os _sete_, at  idade que oscila, para os
rapazes, _entre os doze e os catorze anos_; para as raparigas, _entre os
onze e os treze_);

5) _puberdade_ (desde o _fim da adolescncia_, at a _uma poca_ que,
segundo as circunstncias, tambm varia, em relao a cada _sexo_; no
indo, porm, entre ns, em regra, alm dos _dezasseis anos_, para os
rapazes, e dos _quinze_ para as raparigas);

6) _nubilidade_ (desde os _quinze ou dezasseis_ anos, at aos
_vinte_)[21].

3.--A _recm-nascena_ inicia-se pela _crise_, resultante da passagem da
_vida intra-uterina_ do _feto_ para a _vida extra-uterina_; e
assinala-se, no _recm-nascido_, pela existncia de _caractersticas_,
que importam o mais absoluto _automatismo_[22].

 _criana que vem de nascer_, chamou Virchow _um ser espinhal_, para
significar, sem dvida, que  como um _anencfalo_, que ela se comporta,
em todos os seus movimentos.

Efectivamente, o _recm-nascido_  uma pura _mquina de reflexas_, que a
_necessidade de adaptao ao meio_ exclusivamente acciona, _sob risco de
morte_. A _espontaneidade_ s vir com o _funcionamento sensorial_ que,
nesta curtssima _idade_, s muito imperfeitamente se manifesta[23].

4.--A _infncia_  a poca, em que se completa a _primeira dentio_ (os
vinte _dentes do leite_)[24]; e em que, ao _ser fisiolgico_, que era a
_criana_, se ajunta agora um _ser intelectual_[25].

Compreende duas _fases principais_, indo a _primeira_, desde o incio do
_segundo ms_, at aos _catorze ou dezasseis meses_; e a _segunda_,
desde a, at aos _trs anos completos_.

_Infncia_, quer dizer: _idade em que se no fala_ (de _infans_,
_antis_); todavia, a partir dos _doze ou trze mses_, a criana
principia j a emitir _sons articulados_; e, desde os _dezoito_ at aos
_vinte e quatro_, mostra-se possuidora da _linguagem prpriamente
dita_[26].

Alm desta aquisio, tambm pertence  _segunda fase da infncia_ a
_auto-locomoo_ ou a _marcha_, que entra de ensaiar-se, em regra, nos
rapazes, entre os _doze e os dezasseis mses_; e, nas raparigas, entre
os _dez e os quinze_[27].

5.-- terceira _idade do crescimento_ chamou (e com muita propriedade)
o nosso Garrett _puercia_ (de _puer_, _[)e]ris_).  a _segunda
infncia_, dos franceses, que se compreende entre os _trs anos_ e os
_sete_ (incio da _segunda dentio_, que apenas se completar, aos
_vinte anos_)[28].

Como, em seu lugar, veremos, as _tendncias_ dominantes desta _idade_
so os _jogos_; a _imitao activa_; a _sugestibilidade_; e os
_interesses_, que predominam, ligam-se ao _desenvolvimento da vida
mental_.

6.--A _fase peri-pubertria_ costuma designar-se pela palavra
_adolescncia_ (de _adol[)e]scens_, _[)e]ntis_).


[Figura: 10 anos]

[Figura: 11 anos]

[Figura: 12 anos]




Alunos do Colgio Moderno

FASE PUBERTRIA

[Figura: 14 anos]

[Figura: 15 anos]


Nesta _idade_, como veremos, a _criana_ principia a _emancipar-se_; a
sua _personalidade_ desenha-se, esboa-se[29]; numa palavra, a
_natureza_, neste _estdio da evoluo_, cuida de preparar o _individuo_
para a grande _transformao orgnica e psquica_, que vai ser
realizada, na idade seguinte.

7.--Essa _idade_  a _puberdade_.

Segundo Paul Godin, a _fase pubertria_  o momento do desenvolvimento
humano, em que o _poder germinal_ orienta tdas as fras do organismo
para a _funo da reproduo_[30].

Outros chamam-lhe a _idade crtica_; o _eixo do crescimento_; e todos
so concordes em atribuir os _desequilibrios biolgicos e psquicos_, em
que  fertil,  _convulso orgnica_, produzida pelo _despertar do
grmen vivo_, que _dormitava na criana_, desde o dia do _nascimento_.

A _puberdade_, cuja apario, entre ns, eu tenho estudado[31], alm dos
_efeitos pilares do pbis e das axilas_, da _mudana da voz_ e, no sexo
feminino, do aparecimento do _fluxo menstrual_, manifesta-se tambm pelo
aumento do _tecido conjuntivo_, pelo engrossamento dos _ossos_, pelo
robustecimento dos _msculos_, e pelo mximo de _volume e densidade do
crebro_[32].

8.--A ltima _fase da evoluo_  a _nubilidade_, que muitos identificam
j com a _idade adulta_.

O _indivduo_, perdendo as _caractersticas infantis_, diferenciou-se,
segundo a _lei dos sexos_; e tornou-se definitivamente apto para _viver
sobre si_, e para assegurar a _persistncia da espcie_.




IV

Elementos e subsdios, de que podemos dispor, para a constituio de uma
pedologia nacional


1.--De modo anlogo ao que sucede em pases estrangeiros, tambm, entre
ns, se h procurado obter (embora com fortuna vria) _factos em
primeira mo_, que possam esclarecer os _problemas relativos ao
crescimento da criana portuguesa_.

Podem considerar-se como _centros de investigao pedolgica_ os
seguintes _institutos_:

1) a _Escola-oficina n.^o 1_, de Lisboa, que  uma _escola de ensino
integral e de preparao profissional_, destinada a _adolescentes_ (dos
7 aos 14 anos)[33];

2) o _Instituto mdico-pedaggico da Casa Pia_, de Lisboa, dirigido pelo
ilustre pedagogista, Dr. Costa Ferreira, que  autor de _publicaes_
interessantes sobre _pedologia_;

3) a _Tutoria do Prto_, onde teem sido feitos _exames e observaes
antropomtricas e psiquitricas em menores delinqentes_, pelo distinto
antropologista, Dr. Mendes Corra;

4) a _Tutoria de Lisboa_, de que foi _juiz presidente_ o Dr. Pedro de
Castro[34];

5) a _Sociedade de estudos pedaggicos_[35];

6) a _Escola preparatria Rodrigues Sampaio_, de que foi director o
consideradssimo professor e eminente pedagogista, Dr. Adolfo Coelho;

7) a _Escola Central de Reforma, de Caxias_, dirigida pelo P.^e Antnio
d'Oliveira;

8) o _Laboratrio de psicologia experimental da Faculdade de Letras da
Universidade de Combra_, que ns fundmos e dirigimos, por deliberao
desta _Faculdade_, que, em 1912, nos mandou  Frana e  Sua, a fim de
estudarmos a organizao dos _laboratrios psicolgicos_, e de
adquirirmos os _utenslios_ e _aparelhos necessrios_ para o
funcionamento de um, em Combra[36].

2.--Algumas das _investigaes_, realizadas nestes _Institutos_, tanto
sobre _pedometria_, como sobre _psico-fsica dos rgos dos sentidos_, e
outros _processos psicomtricos_, foram divulgadas pela _imprensa_; mas
o maior nmero das _observaes_ e _experincias pedolgicas_, de que
felizmente podemos dispor, tem-se conservado _indito_, merc de vrias
causas, entre as quais avulta aquela que se refere  carncia de
_recursos pecunirios_, para ocorrer s despesas a efectuar com a sua
publicao, dada a criminosa _indiferena do Estado_ por esta _ordem de
servios_, que tem reputado de _somenos importncia_, visto que ainda se
no resolveu a votar as _verbas necessrias_ para a sua _organizao_,
como _base essencial_ de todo o _sistema de ensino pblico_ e de tda a
_obra de educao nacional_.

No _laboratrio de psicologia_ da Universidade de Combra, desde 1912,
que se no cessa de _observar_ e _experimentar_ sobre _crianas_ e
_adultos_, no intuito de esclarecer alguns dos mais importantes
_problemas da psico-fsica_, da _psico-fisiologia_ e da _pedologia_,
sendo considervel j o _dossier_ dos _trabalhos realizados_,
principalmente na parte que se refere  _acuidade sensorial_; _funo
mnsica_; _tempos de reaco_; _ergografia_; _sugestibilidade_;
_psico-patologia da ateno, da imaginao, da inteligncia_; _sentido
cromtico_; _doenas oculares_; _psicologia do testemunho_; _dinamogenia
dos sentimentos_; etc.; etc.




Universidade de Combra:

Laboratrio de Psicologia Experimental

[Figura: Sala de conferncias]

[Figura: Sala do laboratrio]


Os _resultados_ de tdas estas _experincias_ sero devidamente
considerados, no presente trabalho (principalmente, no 2.^o volume), de
par com as _observaes e estudos_ anlogos feitos nos outros
_estabelecimentos_ que indicamos.




V

Bibliografia portuguesa de assuntos relativos  psicologia e  pedologia


1.--*Questes gerais de pedagogia e pedologia:*

1) Almeida Garrett, _Da Educao_, 1.^a ed. Londres, 1829;

2) Dr. Adolfo Coelho, _Os elementos tradicionais da educao_, Prto,
1883;

3) Idem, _Questes pedaggicas_ (os exerccios militares na escola),
separata do _Instituto_, Combra, 1911;

4) Idem, _A pedagogia do povo portugus_, apud _Portugalia_, V. I, fasc.
I;

5) Idem, _O estudo da criana_, apud "_A Tutoria_" (revista mensal
defensora da infncia), n.^{os} correspondentes aos anos de 1912 e 1913,
Lisboa;

6) Idem, _Educao e Pedagogia_, apud _Boletim da Direco Geral de
Instruo Pblica_, Lisboa, 1902, fasc. I-V;

7) Dr. Alves dos Santos, _A nossa escola primria_, Prto, 1910;

8) Idem, _O ensino primrio em Portugal_ (nas suas relaes com a
histria geral da Nao), Prto, 1913;

9) Agostinho de Campos, _Educao e Ensino_, Prto, 1911;

10) Idem, _Casa de pais, escola de filhos_, 3.^a ed., Lisboa, 1917;

11) D. Virgnia de Castro e Almeida, _Como devemos criar e educar os
nossos filhos_, Lisboa, 1908;

12) Idem, _Como devo governar a minha casa_, Lisboa, 1916;

13) Carneiro de Moura, _A instruo educativa e a organizao geral do
Estado_, Lisboa, 1909;

14) Faria de Vasconcelos, _Lies de Pedologia e Pedagogia
experimental_, Lisboa;

15) Mrio Fortes, _Manual de educao fisica_, Viseu, 1906;

16) F. Palyart Pinto Ferreira, _Algumas notas pedaggicas_, Lisboa,
1916;

17) Antnio Srgio, _Educao Cvica_, Prto;

18) Lusa Srgio, _O Mtodo Montessori_, Prto;

19) Dr. Mendes Corra, _Crianas delinqentes_, Combra, 1915;

20) P.^e Antnio d'Oliveira, _Criminalidade-Educao_, Lisboa, 1918;

21) J. Augusto Coelho, _Manual Prtico de Pedagogia_, Prto.


2.--*Assuntos especiais, e monografias sobre pedometria e pedotecnia:*

1) Dr. Alves dos Santos, _Psicologia e Pedologia_, Combra, 1913;

2) Idem, _O Crescimento da criana portuguesa_, Combra, 1917;

3) J. Freire de Matos, _Medida da ateno, por meio dos tempos de
reaco_, apud _Revista da Universidade de Combra_, vol. IV, n.^{os} 2
e 3;

4) A. C. Barroso da Silveira, _Determinao do valor fsico do adulto_
(memento das mensuraes mais importantes do corpo humano), Lisboa,
1917;

5) Dr. Costa Ferreira, _O pso do corpo da criana_, apud _Archivo de
Anatomia e anthropologia_, Lisboa, 1915, vol. 3.^o, n.^o 2;

6) Idem, _Sobre psicologia e pedagogia do gesto_, Lisboa, 1916;

7) Idem, _Sobre umas provas de exame da ateno voluntria visual_,
Combra, 1916;

8) Idem, _Agudeza visual e auditiva das crianas_, Lisboa, 1916;

9) Idem, _A viso das cres_, Combra, 1916;

10) Idem, _Auxanometria Militar_, Lisboa, 1917;

11) Idem, _Sobre a pigmentao da ris nalguns escolares portugueses_,
Combra, 1918;

12) A. Pires de Lima, _Jogos e canes infantis_, Prto, 1916;

13) Antnio Alfredo Alves, _Jogos infantis_, apud _Revista de Educao_
(boletim da S. E. P.), Lisboa, 1912, n.^o 4;

14) Alberto Pessoa, _A prova testemunhal_, Combra, 1913;

15) Costa Sacadura, _A escrita direita e a escrita inclinada_ (sua
influncia na funo respiratria), Lisboa, 1907;

16) Eugnio de Castro Rodrigues, _Mthodes d'enseignement dans les
coles primaires_, Lisboa, 1900;

17) Salvador Marques, _Algumas palavras em defesa da criana_, Lisboa,
1918;

18) Novais e Sousa, _Assistncia e Maternidade_, Combra, 1915;

19) Costa Ferreira e Jos Pontes, _Wounded of the war at the Institute
of S.^{ta} Isabel_, Lisboa, 1918;

20) A. M. de Lima Carvalho, _A reeducao da fala dos gagos e
tatibittes_ (tratado de ortofonia), Combra, 1918;

21) Costa Santos, _Higiene ocular_, Lisboa, 1914;

22) A. Aurlio da Costa Ferreira, _Dois sphygmogramas de gagos_, Lisboa,
1918.




Pedologia Somtica


     La nature a, pour fortifier le corps et le faire crotre, des
     moyens qu'on ne doit jamais contrarier.

                           Livre II, 99, d'_Emile_, de

                                                     J. J. Rousseau




Pedologia Somtica

*(O Corpo da Criana)*




CAPTULO I


     Fases da vida dos organismos. Crescimento; suas espcies; e modos
     de o estudar.


Leis do crescimento; e factores que o modificam.


1.--Existem na _vida dos sres organizados_ (cada vez mais
acentuadamente,  medida que da _planta_ se passa ao _animal_ e dste ao
_homem_) tres _fases_ ou _perodos_ (de desigual extenso) que, por suas
_caractersticas essenciais_, se tornam _dissemelhantes_ e
_irredutveis_ uns aos outros:

1) _um tempo de crescimento_ (anabolia), que se efectua, por virtude dum
_predomnio da assimilao funcional_ sobre a _desassimilao orgnica_;

2) _uma fase de decadncia_ ou _decrescimento_ (catabolia) determinada,
de modo inverso, pela _preponderncia da desassimilao sobre a
assimilao_;

3) _um perodo de relativa estabilidade_ ou _equilbrio biolgico_
(probolia), durante o qual o _organismo se reproduz_.

Temos, pois, uma _poca construtiva_, de _integrao orgnica_ que,
depois da _fase mbrio-fetal_, se realiza durante um tro
aproximadamente da _vida humana_ (desde a _nascena_ at 
_nubilidade_); um _perodo destrutivo_, de _desintegrao biolgica_,
que prepara e acompanha a _velhice_ e conduz  _morte_; e, finalmente,
uma _poca intermediria_, que subsiste, durante a _juventude_ e a
_maturidade_.

2.--A _Pedologia_, considerando apenas a primeira fase do _metabolismo
humano_, distingue entre o _crescimento normal_ e o _crescimento
anormal_; e, em ambos, atende tanto  _morfologia_ (desenvolvimento
estrutural), como  _fisiologia_ (desenvolvimento funcional).

Abandonando o estudo do _crescimento anormal_  _pediatria_ e 
_psiquiatria_; e, reenviando o leitor, em matria de _crescimento
normal_, na parte relativa  _vida intra-uterina_, para os tratadistas
da _embriologia_, restringiremos o nosso trabalho  anlise da
_ontognese do organismo humano_, desde o _nascimento_ at  _idade
adulta_.

Sob o _aspecto estrutural_, o _corpo da criana_, atravs das _idades de
evoluo_, varia, _em funo do tempo_:

1) nas _dimenses_

2) na _forma_

3) nas _propores_

4) nos _elementos_, de que se compe.

E, quanto ao _desenvolvimento fisiolgico_, todos sabem que as _funes
orgnicas_ divergem com a idade, e que h certos _fenmenos_, cuja
manifestao se verifica apenas em _fases_ j avanadas do
crescimento.

A _criana transforma-se_, pois; isto , adquire as _caractersticas_ da
_idade adulta_, por uma srie de _transformaes contnuas_, cuja
_sucesso_  determinada, e cujo _aparecimento_ e _limites_ so _funo
do tempo_[37].

A _isto_ se chama _crescimento_ que, como veremos, pode ser _absoluto_
ou _relativo_, consoante se referir ao _ritmo da evoluo_, ou s
_propores do corpo_, nas diferentes _idades_ desta.

3.--Para estudar a _dinmica do crescimento_, servem-se as _scincias
pedolgicas_ da _pedolexia_ (observao da criana) e da _pedometria_
(mensurao da criana).

A _anlise_ incide, tanto sobre os _rgos_ e os _sistemas_, como sobre
as _funes_; e as _medidas somticas_ devem ser _individuais_,
_peridicas_ e _polimtricas_, isto , devem abranger todos os
_segmentos do organismo_.

 o que se designa pela expresso de _mtodo auxanolgico_.

Reduzindo a _esquma_ esta _processologia_, temos:


                { _Pedolexia_   { _Estrutural_ (exame dos _rgos_)
                { (Observao   {
                { da criana)   { _Funcional_ (exame das _funes_)
_Investigao   {
do              {
crescimento_  {
                { _Pedometria_  { _craniomtrica_
                { (Mensurao   { _toracomtrica_
                { da criana)   { _braquiomtrica_
                                { _cruriomtrica_
                                { _pelvimtrica_


4--Em o nosso pas, as _observaes_ e_ mensuraes_, realizadas no
intuito de conhecer as _leis do crescimento_, so pouco numerosas;
todavia, algumas existem; e, na verdade, em quantidade bastante, pelo
que respeita ao _crescimento absoluto_, cujo _ritmo_, como adiante se
ver, reputamos, em relao ao sexo masculino, suficientemente
_estabelecido_ e _determinado_.

Mas, em matria de _leis do crescimento_, importa separar aquelas que,
por sua natureza mesma, se tornam extensivas a _tdas as crianas_, seja
qual fr o _meio_ em que vivam, e as _razes antropolgicas_, donde
procedam; e aquelas que pertencem exclusivamente s _crianas de cada
agregado social_, e no abrangem seno os indivduos que participam dum
_gnero de vida_ anlogo, e promanam de uma mesma _origem tnica_.

Enumeraremos, entre as primeiras, como mais importantes:

1) a _lei de Buffon_ (a que chamaremos _de contraste_), em virtude da
qual o _feto_ cresce, _cada vez mais_,  medida que se aproxima do
_nascimento_, ao passo que a _criana_ cresce, _cada vez_ menos, 
medida que se avizinha da _puberdade_;

2) a _lei da periodicidade_, que regula a _sucesso de esfro e
repouso_ (relativo), na _dinmica do crescimento_;

3) a _lei da alternncia_, por cuja virtude os _membros do corpo_
(sobretudo, as _pernas_) crescem principalmente antes e durante a
_puberdade_, e o _busto_, depois;

4) a _lei das compensaes_, que se revela na _acelerao do
crescimento_ de certos _rgos_, em relao a outros _mais
desenvolvidos_[38].

 segunda categoria pertence, alm da _lei do ritmo_ (modalidade ou
manifestao da _lei da periodicidade_), a _lei das propores_, que
preside a tda a _dinmica_ do _crescimento relativo_.

5.--Estas _leis_, como _resumo_ e _expresso_, que so, das _relaes_
entre os _fenmenos_ considerados, incluem, tambm no caso presente, o
_conceito_ das _causas_ ou dos _factores_ que agem sbre o
_crescimento_.

Indicaremos:

1) entre os _determinantes fisiolgicos_: a _raa_, a _gestao_, o
_sexo_, a _consanguinidade_ e a _alimentao_;

2) dos _factores mesolgicos_: o _meio cosmo-telrico_ (_clima_,
_estaes_, _ar livre_, _claustrao_, etc.) e _social_ (_vida
citadina_, e _de campo_, _profisses_ e _ocupaes sociais_, etc.);

3) dentre os _agentes patolgicos_: as _doenas_ (crnicas, ou agudas),
o _raquitismo_, a _insuficincia tiroidiana_, os _estados neuropticos_,
etc.;

4) finalmente, das _causas pedaggicas_: os _exercicios fsicos_, a
_gimnstica_, os _jogos_, etc.

Cada um dstes _factores_ age, a seu modo, sobre o _mecanismo do
crescimento_, robustecendo ou embaraando, consoante as
circunstncias, a _energia intra-orgnica_, que  a _causa primordial_
de tudo, naquele _mecanismo_[39].




CAPTULO II


     Crescimento absoluto; sua determinao, em relao  criana
     portuguesa; tabelas de mdias, e respectivas curvas. O ritmo do
     crescimento em Portugal


1.--Como noutro lugar dissemos[40], o _crescimento absoluto_
(determinvel pelas _medidas sintticas_: altura, pso, permetro
torcico) denuncia o _ritmo da evoluo_, que  diferente, segundo a
_procedncia tnica_, e varia com o _meio_, tanto _fsico_, como
_social_.

Para o estudo dste _crescimento_, entre ns, e organizao das
respectivas _tabelas de mdias_, dispomos de _elementos
antropomtricos_, mais do que suficientes, _em quantidade_, e ptimos,
_em qualidade_.

sses _elementos_, j por ns seriados[41], so os seguintes:


1) _mensuraes_ e _pesagens_ efectuadas, durante um perodo de seis
anos, duas vezes em cada ano (novembro e julho), sobre um total de 1.385
indivduos, do sexo masculino, de idades compreendidas entre os dez e os
dezoito anos, no antigo _Colgio Militar_, pelo mdico Joo Carlos
Mascarenhas de Melo[42];

2) _mensuraes_ e _pesagens_, de Pedro Ferreira, no extinto _Colgio de
Campolide_, durante quatro anos seguidos (1905-1909) sobre 1227
crianas, do sexo masculino, de idades que variam, desde os seis at aos
vinte anos[43];

3) _mensuraes_ e _pesagens_ do dr. Morais Manchego, realizadas em
_escolas primrias_, do sul do Pas, sobre 1.829 crianas, do sexo
masculino, desde os seis at aos dezanove anos de idade[44];

4) _mensuraes_ e _pesagens_ efectuadas, na _Maternidade de Lisboa_,
sob a direco do falecido professor Alfredo da Costa, desde 1899 a
1904, sobre mais de 2.800 crianas, de ambos os sexos, logo em seguida
ao _nascimento_[45];

5) _pesagens_ de crianas tuteladas pela _Santa Casa da Misericrdia de
Lisboa_, em nmero de mais de 100.000, de idades compreendidas entre o
_nascimento_ e os doze mses, desde 1907 at 1913[46].

6) _mensuraes_ e _pesagens_ do dr. Samuel Maia, realizadas em Lisboa,
no ano de 1908, sobre 5.912 crianas, de ambos os sexos, de 0 aos 10
anos de idade;

7) _mensuraes_ e _pesagens_ efectuadas, no _liceu de Combra_, durante
doze anos (1905-1916), sobre um total de 1.180 alunos, do sexo
masculino, de idades variveis entre os dez e os vinte anos;

8) _mensuraes_ e _pesagens_, realizadas, no _Instituto Feminino de
Educao e Trabalho_, de Odivelas, sob a direco da mdica D. Adelaide
Cabete, durante dois anos consecutivos (1914-1916), sobre 157 alunas;

9) _mensuraes_ e _pesagens_, empreendidas, na _Escola de Alunos
Marinheiros do norte_ (Lea de Palmeira) desde 1913 a 1916, sobre 241
alunos, do sexo masculino;

10) finalmente, _mensuraes_ e _pesagens_, realizadas, desde 1912, no
_laboratrio psicolgico_ da Faculdade de Letras, de Combra, sobre
crianas de diferentes idades e procedncias, como meio de iniciao dos
alunos da _Escola Normal Superior_ na prtica da _mensurao
antropomtrica_, pelo emprgo do _mtodo auxanolgico_[47].

2.--De tdas estas _medidas_, aproveitando aquelas que, por suas
_caractersticas_, se tornam _comparveis_, organizamos os seguintes
_quadros de mdias_ do _crescimento absoluto, normal, da criana
portuguesa, desde o nascimento at  idade adulta_:

3.--O _quadro n.^o 1_ (Alturas) baseia-se num total de _vinte e uma mil
e seiscentas mensuraes_, assim distribudas:

1) _Maternidade de Lisboa_ (ambos os sexos), 2.877;
2) _Samuel Maia_ (ambos os sexos), 8.685;
3) _Colgio de Campolide_ (sexo masculino), 1.221;
4) _Colgio Militar_ (sexo masculino), 1.385;
5) _Morais Manchego_ (sexo masculino), 1.829;
6) _Liceu de Coimbra_ (sexo masculino), 4.731;
7) _Instituto, de Odivelas_ (sexo feminino), 631;
8) _Escola de alunos marinheiros, do norte_ (sexo masculino), 241.


QUADRO N.^o 1

===========================================================================+
Idades                     | Maternidade   | Samuel        | Pedro         |
                           | de Lisboa     | Maia          | Ferreira      |
                           +-------+-------+-------+-------+-------+-------+
                           | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. |
--------------+------------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
Recm-nascido { Nascimento | 50,24 | 49,55 | --    | --    | --    | --    |
              { 0-1        | --    | --    |  66   |  63   | --    | --    |
Infncia      { 1-2        | --    | --    |  74   |  72   | --    | --    |
              { 2-3        | --    | --    |  83   |  81   | --    | --    |
Puercia      { 3-4        | --    | --    |  89   |  88   | --    | --    |
              { 4-5        | --    | --    |  96   |  94   | --    | --    |
              { 5-6        | --    | --    | 109   | 104   | 113,5 | --    |
              { 6-7        | --    | --    | 110   | 106   | 119,5 | --    |
              { 7-8        | --    | --    | 111   | 110   | 124   | --    |
Adolescncia  { 8-9        | --    | --    | 116   | 115   | 129   | --    |
              { 9-10       | --    | --    | 123   | 122   | 133   | --    |
              { 10-11      | --    | --    | --    | --    | 138   | --    |
              { 11-12      | --    | --    | --    | --    | 144   | --    |
              { 12-13      | --    | --    | --    | --    | 148   | --    |
Puberdade     { 13-14      | --    | --    | --    | --    | 154,5 | --    |
              { 14-15      | --    | --    | --    | --    | 160,5 | --    |
              { 15-16      | --    | --    | --    | --    | 165   | --    |
              { 16-17      | --    | --    | --    | --    | 165,5 | --    |
Nubilidade    { 17-18      | --    | --    | --    | --    | 166   | --    |
              { 18-19      | --    | --    | --    | --    | 169   | --    |
              { 19-20      | --    | --    | --    | --    | 171   | --    |
===========================================================================+

===========================================================================+
Idades                     |    Colgio    |   Morais      |   Liceu       |
                           |    Militar    |  Manchego     | de Combra    |
                           +-------+-------+-------+-------+-------+-------+
                           | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. |
--------------+------------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
Recm-nascido | Nascimento | --    | --    | --    | --    | --    | --    |
              | 0-1        | --    | --    | --    | --    | --    | --    |
Infncia      | 1-2        | --    | --    | --    | --    | --    | --    |
              | 2-3        | --    | --    | --    | --    | --    | --    |
Puercia      | 3-4        | --    | --    | --    | --    | --    | --    |
              | 4-5        | --    | --    | --    | --    | --    | --    |
              | 5-6        | --    | --    | 108   | --    | --    | --    |
              | 6-7        | --    | --    | 114   | --    | --    | --    |
              | 7-8        | --    | --    | 119   | --    | --    | --    |
Adolescncia  | 8-9        | --    | --    | 124   | --    | --    | --    |
              | 9-10       | 132   | --    | 127   | --    | --    | --    |
              | 10-11      | 135   | --    | 131   | --    | 132   | --    |
              | 11-12      | 139   | --    | 135   | --    | 136   | --    |
              | 12-13      | 143   | --    | 139   | --    | 139   | --    |
Puberdade     | 13-14      | 150   | --    | 147   | --    | 143   | --    |
              | 14-15      | 157   | --    | 149   | --    | 153   | --    |
              | 15-16      | 162   | --    | 156   | --    | 159   | --    |
              | 16-17      | 163   | --    | 161   | --    | 164   | --    |
Nubilidade    | 17-18      | 165   | --    | 163   | --    | 165   | --    |
              | 18-19      | 169   | --    | 165   | --    | 166   | --    |
              | 19-20      | --    | --    | --    | --    | 168   | --    |
===========================================================================+

===========================================================================
Idades                     |    Instituto  |    Alunos     |
                           |    feminino   |  Marinheiros  | Mdias gerais
                           |   de Odivelas |               |
                           +-------+---- --+-------+-------+---------------
                           | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M. | S. F.
--------------+------------+-------+-------+-------+-------+-------+-------
Recm-nascido | Nascimento |   --  |  --   |  --   |  --   |  50,24|  49,55
              | 0-1        |   --  |  --   |  --   |  --   |  66   |  63
Infncia      | 1-2        |   --  |  --   |  --   |  --   |  74   |  72
              | 2-3        |   --  |  --   |  --   |  --   |  83   |  81
Puercia      | 3-4        |   --  |  --   |  --   |  --   |  89   |  88
              | 4-5        |   --  |  --   |  --   |  --   |  96   |  94
              | 5-6        |   --  |  --   |  --   |  --   | 110   | 104
              | 6-7        |   --  |  --   |  --   |  --   | 114,5 | 106
              | 7-8        |   --  | 117   |  --   |  --   | 118   | 113,5
              | 8-9        |   --  | 120,5 |  --   |  --   | 123   | 117,7
              | 9-10       |   --  | 125   |  --   |  --   | 128,7 | 123,5
              | 10-11      |   --  | 129   |  --   |  --   | 134   | 129
              | 11-12      |   --  | 134,5 |  --   |  --   | 138,5 | 134,5
              | 12-13      |   --  | 141,5 |  --   |  --   | 142   | 141,5
Puberdade     | 13-14      |   --  | 148   |  --   |  --   | 148,6 | 148
              | 14-15      |   --  | 152   |  --   |  --   | 154,8 | 152
              | 15-16      |   --  | 152,8 |  --   |  --   | 160,5 | 152,8
              | 16-17      |   --  | 154   | 161   |  --   | 162,9 | 154
Nubilidade    | 17-18      |   --  | 153,7 | 161,2 |  --   | 164   | 153,7
              | 18-19      |   --  | 151   | 161,3 |  --   | 166   | 151
              | 19-20      |   --  | 154   | 161,5 |  --   | 166,8 | 154
===========================================================================


O _quadro n.^o 2_ (Pso) foi elaborado, em presena dos _documentos_ que
acusam o elevado nmero de _cento e dezassete mil e dez pesagens_,
efectuadas nos seguintes _Institutos_:


1) _Maternidade de Lisboa_ (ambos os sexos), 2.549 pesagens;
2) _Misericrdia de Lisboa_ (ambos os sexos), 100.824;
3) _Colgio Militar_ (sexo masculino), 3.034;
4) _Colgio de Campolide_ (sexo masculino), 1.214;
5) _Morais Manchego_ (sexo masculino), 1.271;
6) _Liceu de Coimbra_ (sexo masculino), 2.370;
7) _Samuel Maia_ (ambos os sexos), 4.878;
8) _Instituto Feminino, de Odivelas_ (sexo feminino), 633;
9) _Escola de alunos marinheiros_ (sexo masculino), 237.


QUADRO N.^o 2

============================================================+
            |  Maternidade  | Misericrdia  |    Colgio    |
            |   de Lisboa   |   de Lisboa   |    Militar    |
Idades      +-------+-------+-------+-------+-------+-------+
            | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. |
------------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
Nascimento  | 3.236 | 3.103 |  --   |  --   |  --   |  --   |
0-1         |  --   |  --   | 7.500?|  --   |  --   |  --   |
1-2         |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |
2-3         |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |
3-4         |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |
4-5         |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |
5-6         |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |
6-7         |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |
7-8         |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |
8-9         |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |
9-10        |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |
10-11       |  --   |  --   |  --   |  --   | 29.000|  --   |
11-12       |  --   |  --   |  --   |  --   | 30.500|  --   |
12-13       |  --   |  --   |  --   |  --   | 33.000|  --   |
13-14       |  --   |  --   |  --   |  --   | 36.500|  --   |
14-15       |  --   |  --   |  --   |  --   | 42.000|  --   |
15-16       |  --   |  --   |  --   |  --   | 47.000|  --   |
16-17       |  --   |  --   |  --   |  --   | 51.500|  --   |
17-18       |  --   |  --   |  --   |  --   | 53.000|  --   |
18-19       |  --   |  --   |  --   |  --   | 55.500|  --   |
19-20       |  --   |  --   |  --   |  --   | 58.500|  --   |
20-21       |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |
============================================================+

============================================================+
            |  Colgio de   |     Morais    |     Samuel    |
            |   Campolide   |    Manchego   |      Maia     |
Idades      +-------+-------+-------+-------+-------+-------+
            | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. |
------------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
Nascimento  |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |
0-1         |  --   |  --   |  --   |  --   |  7.500|  7.000|
1-2         |  --   |  --   |  --   |  --   |  7.000|  8.700|
2-3         |  --   |  --   |  --   |  --   | 11.700| 11.250|
3-4         |  --   |  --   |  --   |  --   | 13.600| 14.550|
4-5         |  --   |  --   |  --   |  --   | 12.900| 14.290|
5-6         |  --   |  --   |  --   |  --   | 13.800| 15.700|
6-7         | 20.400|  --   |  --   |  --   | 17.450| 16.450|
7-8         | 23.400|  --   |  --   |  --   | 19.500| 18.140|
8-9         | 25.200|  --   |  --   |  --   | 20.700| 20.950|
9-10        | 27.500|  --   |  --   |  --   | 22.900| 23.250|
10-11       | 29.600|  --   | 26.260|  --   |  --   |  --   |
11-12       | 31.600|  --   | 28.390|  --   |  --   |  --   |
12-13       | 35.200|  --   | 30.880|  --   |  --   |  --   |
13-14       | 39.000|  --   | 32.350|  --   |  --   |  --   |
14-15       | 44.600|  --   | 35.630|  --   |  --   |  --   |
15-16       | 50.300|  --   | 39.580|  --   |  --   |  --   |
16-17       | 55.200|  --   | 46.430|  --   |  --   |  --   |
17-18       | 56.300|  --   | 50.000|  --   |  --   |  --   |
18-19       | 59.100|  --   | 52.910|  --   |  --   |  --   |
19-20       | 60.500|  --   | 54.500|  --   |  --   |  --   |
20-21       | 60.500|  --   |   --  |  --   |  --   |  --   |
============================================================+




QUADRO N.^o 2 (_Continuao_)

=============================================================================
            |   Liceu de    | Instituto     |   Alunos      | Mdias gerais
            |   Combra     | feminino      | Marinheiros   |
            |               | de Odivelas   |               |
Idades      +-------+-------+-------+-------+-------+-------+--------+-------
            | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M.  | S. F.
------------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+--------+-------
Nascimento  |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  3.236 |  3.103
0-1         |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  7.500 |  7.000
1-2         |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  7.900 |  8.700
2-3         |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   | 11.700 | 11.250
3-4         |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   | 13.600 | 14.550
4-5         |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   | 12.900 | 14.260
5-6         |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   | 13.800 | 15.700
6-7         |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   |  --   | 18.900 | 16.450
7-8         |  --   |  --   |  --   | 21.687|  --   |  --   | 21.450 | 16.913
8-9         |  --   |  --   |  --   | 23.225|  --   |  --   | 22.950 | 22.087
9-10        |  --   |  --   |  --   | 24.480|  --   |  --   | 25.200 | 23.865
10-11       | 28.000|  --   |  --   | 26.573|  --   |  --   | 28.200 | 26.573
11-12       | 30.000|  --   |  --   | 30.170|  --   |  --   | 30.100 | 30.170
12-13       | 33.000|  --   |  --   | 36.302|  --   |  --   | 33.000 | 36.302
13-14       | 37.000|  --   |  --   | 42.239|  --   |  --   | 36.200 | 42.239
14-15       | 42.000|  --   |  --   | 46.510|  --   |  --   | 41.050 | 46.510
15-16       | 48.500|  --   |  --   | 49.435|  --   |  --   | 46.300 | 49.435
16-17       | 53.000|  --   |  --   | 50.402| 52.500|  --   | 52.000 | 50.402
17-18       | 55.000|  --   |  --   | 51.100| 53.500|  --   | 53.500 | 51.100
18-19       | 57.500|  --   |  --   | 51.372| 54.000|  --   | 55.125 | 51.372
19-20       | 60.000|  --   |  --   | 50.000| 55.000|  --   | 56.675 | 50.000
20-21       | 60.500|  --   |  --   |  --   |  --   |  --   | 60.500 |  --
=============================================================================


Finalmente, para a elaborao do _quadro n.^o 3_ (Permetro torcico),
cujas mdias so a _expresso sinttica_ de _sete mil mensuraes_,
contriburam os seguintes _estabelecimentos_:

1) _Colgio Militar_ (sexo masculino), com 1.385;
2) _Colgio de Campolide_ (sexo masculino), com 1.223;
3) _Liceu de Combra_ (sexo masculino), com 2.225;
4) _Escola de alunos marinheiros_ (sexo masculino),
com 2.167.




QUADRO N.^o 3

(Sexo masculino)

====================================================================
          | Colgio  | Colgio    | Liceu   | Escola      | Mdias
  Idades  | Militar  |    de      |   de    | de Alunos   | gerais
          |          | Campolide  | Coimbra | Marinheiros |
----------+----------+------------+---------+-------------+---------
  6-7     |    --    |    57,3    |   --    |     --      |  57,3
  7-8     |    --    |    59,3    |   --    |     --      |  59,3
  8-9     |    --    |    59,3    |   --    |     --      |  59,3
  9-10    |    --    |    60,7    |   --    |     --      |  60,7
  10-11   |   62,5   |    61,9    |  61,4   |     --      |  61,9
  11-12   |   64     |    63,6    |  63     |     --      |  63,5
  12-13   |   66     |    65,5    |  65,1   |     --      |  65,5
  13-14   |   69     |    67,8    |  66,9   |     --      |  67,9
  14-15   |   72     |    71,2    |  67,1   |     --      |  70,1
  15-16   |   75,5   |    74,7    |  67,8   |     --      |  72,6
  16-17   |   78,5   |    77,8    |  79,1   |     83      |  79,6
  17-18   |   80     |    79,3    |  80,3   |     85      |  81,1
  18-19   |   81,5   |    80,8    |  81,2   |     85      |  82,1
  19-20   |   82,5   |    81,8    |  82,7   |     85      |  83
  20-21   |    --    |    82      |  82,6   |     --      |  82,3


4.--As condies em que foram _mensuradas_ tdas as crianas, a que
estes _quadros_ se referem, assim como a _tcnica_ adoptada nas
_mensuraes_, e ainda os _grficos_ que exprimem as respectivas
_mdias_; tudo isso se pode ver, pormenorizadamente exposto, descrito e
apreciado, em a nossa _monografia_, j citada, sobre o _crescimento da
criana portuguesa_.

5.--Mas, alm dos _elementos_ enumerados, podemos acrescentar _outros_,
que daqueles no divergem sensivelmente, e so provenientes do _liceu
Pedro Nunes_, e do _Colgio Moderno_, de Combra, onde presentemente,
com o auxlio dos alunos da _Escola Normal Superior_, nos entregamos a
_estudos de pedometria_, no intuito de conhecer e determinar, com
preciso, as _leis do crescimento_, em _Portugal_.

A seguinte _tabela_ inscreve as mdias das _mensuraes_ realizadas, no
referido _liceu_, no ano lectivo de 1914-1915:

========================================================
        | N.^o de |           |           |    Ampl.
 Idades | alunos  |  Altura   |   Pso    |  torcica
--------+---------+-----------+-----------+-------------
    9   |    12   | 1^{m},327 | 30^{k},5  |  51^{mm}
   10   |    50   | 1^{m},342 | 29^{k},57 |  63^{mm}
   11   |    89   | 1^{m},390 | 32^{k},21 |  73^{mm}
   12   |    99   | 1^{m},431 | 34^{k},97 |  70^{mm}
   13   |    97   | 1^{m},467 | 37^{k},96 |  71^{mm}
   14   |   133   | 1^{m},526 | 41^{k},46 |  74^{mm}
   15   |   102   | 1^{m},576 | 43^{k},39 |  82^{mm}
   16   |    82   | 1^{m},629 | 50^{k},34 |  77^{mm}
   17   |    46   | 1^{m},698 | 58^{k},19 |  87^{mm}
   18   |    23   | 1^{m},689 | 55^{k},17 |  76^{mm},5
   19   |    10   | 1^{m},671 | 59^{k},11 |  84^{mm}
   20   |     1   | 1^{m},599 | 56^{k}    | 110^{mm}
   21   |     1   | 1^{m},683 | 47^{k},6  |  80^{mm}
--------+---------+-----------+-----------+-------------

No captulo imediato, a propsito do _crescimento relativo_,
interpretaremos as _notaes_, referentes ao _Colgio Moderno_, que
incidem sobre _cento e vinte crianas_, de diferentes idades, tdas do
sexo masculino, _observadas e mensuradas_, segundo as prescries do
_mtodo auxanolgico_.

6.--A _seriao_ de todos os _elementos_ considerados, assim como o
_apuramento das respectivas mdias_, realizado de modo a fazer
corresponder, tanto quanto possvel,  _realidade_ os resultados do
clculo, tornaram possvel o traado dos seguintes _grficos_, que
revelam, com suficiente clareza, o _ritmo do crescimento_, entre ns.

O primeiro dstes _grficos_ (figura n.^o 1) inscreve as _curvas do
crescimento normal, mdio, em altura, da criana portuguesa_ (uma para
cada sexo), baseadas, como dissemos, sbre um total de _vinte e uma mil
e seiscentas mensuraes_.

So _curvas_, estas, denominadas _de grandeza_, que acusam as _variaes
da altura_, em _funo do tempo_[48].

A linha horizontal do _diagrama_ (eixo das abcissas) marca o _tempo_
(srie das _idades_); a vertical (eixo das ordenadas) inscreve o
_espao_ (variaes mtricas da _estatura_).

A simples inspeco do _grfico_ convence imediatamente de que, como nas
_observaes_ de Quetelet, em relao  Blgica[49], as crianas
portuguesas do sexo masculino excedem, em _altura_, durante todo o
percurso da sua evoluo, as do sexo feminino.

 certo que o nmero de _dados antropomtricos_, em que se baseia a
_curva_ do crescimento das _raparigas_, orando apenas por um sexto
daquele que fundamenta a _curva_ dos _rapazes_, no pode reputar-se
suficiente, em ordem a _concluses definitivas_; mas as _mensuraes_
(aos milhares) do dr. Ferraz de Macedo, para o apuramento da _estatura
mdia_ em Portugal, acusam, em mdia, na _idade adulta_, em favor do
sexo masculino, um excedente que chega a atingir a quantidade aprecivel
de dez centmetros[50].

[Figura: Fig. 1]

As _diferenas sexuais_, de resto, assim reveladas na _fisionomia_ geral
das _curvas_, pelo _paralelismo_ que nelas se mantm, at aos catorze
anos, essas diferenas, dizemos, acentuam-se, de modo anlogo, em cada
_estdio_ particular e concreto da _evoluo_.

Assim, logo _ nascena_, por exemplo, a _estatura_ dos _rapazes_
ultrapassa, em mdia, em um centmetro, aproximadamente, a das
_raparigas_; e, a partir dos catorze anos, a disparidade das _alturas_
adquire tais propores, que ns aconselhamos os estudiosos a que usem
de uma prudente reserva, relativamente a estas _medidas_.

Como _elemento de confronto_, para elucidao completa do assunto, aqui
deixamos consignadas, no presente quadrculo, as _notaes_ que se devem
aos pedologistas Variot e Chaumet, em relao  _criana francesa_:

==========================================
         |     Altura em centmetros
  Idades +---------------+----------------
         |    Rapazes    |   Raparigas
---------+-------+-------+-------+--------
   1-2   |  74,2 | Difer.|  73,6 | Difer.
   2-3   |  82,7 |  8,5  |  81,8 |  8,2
   3-4   |  89,1 |  6,4  |  88,4 |  6,6
   4-5   |  96,8 |  7,6  |  95,8 |  7,4
   5-6   | 103,3 |  6,5  | 101,9 |  6,1
   6-7   | 109,9 |  6,6  | 108,9 |  7,0
   7-8   | 114,4 |  4,5  | 113,8 |  4,9
   8-9   | 119,7 |  5,3  | 119,5 |  5,7
   9-10  | 125,0 |  5,3  | 124,7 |  4,8
  10-11  | 130,3 |  5,3  | 129,5 |  5,2
  11-12  | 133,6 |  3,3  | 134,4 |  4,9
  12-13  | 137,6 |  4,0  | 141,5 |  7,1
  13-14  | 148,1 |  7,5  | 148,6 |  7,1
  14-15  | 153,8 |  8,7  | 152,9 |  4,3
  15-16  | 159,6 |  5,8  | 154,2 |  1,3
==========================================

So nada menos de quatro os _mximos_ que, nas _curvas_ apresentadas, se
observam, atravs das _idades de evoluo_: um, _absoluto_ ou
_primrio_, aos dezasseis anos (para o sexo masculino) e aos catorze
(para o sexo feminino); e trs, _relativos_ ou _secundrios_: o primeiro
(para ambos os sexos) ao cabo dos doze meses, depois do _nascimento_; o
segundo (tambm para ambos os sexos), aos seis anos; e o terceiro, aos
dez anos (para o sexo masculino) e aos oito (para o sexo feminino).

Estes _mximos_ denotam ou marcam, como  bvio, no _ritmo_ do
crescimento, os perodos mais agudos dste, ou as _fases_ mais
intensivas da _energia intra-orgnica_, que o determina.

Ponderando tudo, v-se:


1) que a criana portuguesa (d'ambos os sexos) se _desenvolve_
enormemente, durante o primeiro ano de _vida extra-uterina_;

2) que a _marcha_, em seguida, do seu crescimento (ainda que
_progressiva_) _se atenua_, desde a, at aos cinco anos, para, de novo
(embora por pouco tempo), _se intensificar_, a partir desta _idade_;

3) que se produz, depois, nessa mesma _marcha_, um relativo
_afrouxamento_ (mais pronunciado, no sexo feminino), cujo _mnimo_ se
verifica, aos oito anos (para os _rapazes_) e aos sete (para as
_raparigas_);

4) que o crescimento _aumenta_, em seguida, com moderao, desde esta
poca, at aos doze anos (nos _rapazes_) e at aos treze (nas
_raparigas_), para, logo imediatamente depois, cair (sobretudo em
relao ao sexo masculino) num _abatimento_ brusco e momentneo que, em
breve, cessar;

5) finalmente, que, em seguida a esta relativa _quietude fisiolgica_, o
crescimento _se acelera_, ainda uma vez mais, com _forte intensidade_,
at aos dezasseis anos (para os _rapazes_) e at aos catorze (para as
_raparigas_), sucedendo-se, depois, uma definitiva _acalmia_, durante a
qual a _criana_ continuar, sem dvida, a _crescer_, at ao termo da
sua _evoluo_ (dos vinte aos vinte e cinco anos), mas
_insensivelmente_, de modo muito lento e gradual.

Para concluirmos a _anlise_ de todos os _elementos_, de que podemos
dispor, e cuja _sntese_ se encontra nas _curvas_, que temos
considerado, relativamente  _estatura da criana portuguesa_, nos
diferentes _estdios_ do seu crescimento, resta ainda (para clara
inteligncia dos _problemas antropomtricos_, cuja soluo nos
interessa) referir os _factos adquiridos_ aos seus _antecedentes
naturais_, e procurar _interpret-los_, de conformidade com as _leis da
lgica_ e os _princpios da scincia_.

A _criana_, quando _nasce_, sofre, pela mudana de _meio_, a rutura dum
_equilbro orgnico_, que lhe pe a vida em risco, pelas
_perturbaes_, a que d origem, no funcionamento de todos os _rgos_.

Il faut, diz Ruyssen, sous peine de mort, que l'enfant s'accommode au
milieu[51].

Esta _adaptao_ a novas _condies de existncia_, agravada, qusi
sempre, pela _crise genital do recm-nascido_ (puberdade transitria),
gera uma _luta_, que determina, pela dinmica da aco, o
_desenvolvimento bio-psquico_ da criana, tanto mais _intenso_ e
_forte_, quanto maior  a _impulso natural_ para um _novo equilbrio_
que, em ordem  consolidao das _aquisies realizadas_, substitua
_aquele_ que foi comprometido, pela transio brusca e violenta da _vida
parasitria_ para a _existncia independente_.

No , por isso, de admirar que, durante a _infncia_ (princpio do
segundo ano), as _energias do crescimento_ sofram uma _depresso_, que
lhes atenue o _poder ascensional_, de que so dotadas; e que se
estabelea sse _novo equilbrio provisrio_ que, por sua vez, ao cabo
de quatro anos (ento j em plena _puercia_), do mesmo modo, ser
sacrificado, em holocausto quelas mesmas energias, que exigem, no _ser_
que lhes est subordinado, novas _combinaes somticas_, e diferentes
_propores dos segmentos do seu organismo_.

Realizadas, porm, que sejam essas _combinaes_, e atenuada a _crise de
expanso_, que as provoca, no h dvida que, consoante se depreende dos
_factos_ examinados, mais um _equilbrio_ (o terceiro, segundo a _ordem
cronolgica_) se produzir, agora com _estabilidade_ menos precria, do
que os anteriores, visto que dever subsistir, at ao fim da
_adolescncia_ (aos treze anos, para os _rapazes_; e aos doze, para as
_raparigas_), e s desaparecer, com a _crise pubertria_ (de tdas a
mais _enrgica_ e _fecunda_ em _transformaes fsicas e mentais_), que
sobrevir, por essa ocasio, na _vida instvel e agitada_ da criana.

Esta _crise_ durar trs anos, e ser a ltima do crescimento,
seguindo-se-lhe o _equilbrio orgnico definitivo_, que s a _doena_
poder comprometer, e a _morte_ lograr destruir.

[Figura: CURVAS DO CRESCIMENTO NORMAL, MDIO, EM DENSIDADE (PSO), DA
CRIANA PORTUGUESA (117.010 PESAGENS)

Fig. 2]

7.--O segundo dos _grficos_ indicados [(agora aqui presente) (figura
n.^o 2)] representa, nas respectivas _curvas_ (uma para cada sexo), a
_marcha_ do crescimento normal, mdio, em _densidade_ (pso) na
_criana portuguesa_.

Observando estas _curvas_, reconhece-se, desde logo, que a _fisionomia_
delas  sensivelmente diferente da que oferecem as das _estaturas_, que
temos examinado.


As _raparigas_ (contrriamente ao que sucede, em relao  _altura_)
apenas so inferiores (em pso) aos _rapazes_, no primeiro ano; desde os
seis aos doze anos; e depois dos dezassete anos. Em tdas as outras
_idades_, manteem sobre les uma superioridade, que chega a ser
surpreendente, pelos catorze anos.

Mas as _inflexes_ recprocas das duas _curvas_, que se cruzam e
mutuamente se penetram, no so sem _simile_, em pases estrangeiros.

Veja-se, por exemplo, a seguinte tabela de Variot e Chaumet, relativa 
Frana:

============================================
         |       Pso em quilogramas
  Idades +----------------+-----------------
         |     Rapazes    |    Raparigas
---------+--------+-------+--------+--------
   1-2   |  9,500 | Difer.|  9,300 | Difer.
   2-3   | 11,700 |  2,2  | 11,400 |  2,1
   3-4   | 13,000 |  1,3  | 12,500 |  1,1
   4-5   | 14,300 |  1,3  | 13,900 |  1,4
   5-6   | 15,900 |  1,6  | 15,200 |  1,3
   6-7   | 17,500 |  1,6  | 17,400 |  2,1
   7-8   | 19,100 |  1,5  | 19,000 |  1,6
   8-9   | 21,100 |  2,1  | 21,200 |  2,2
   9-10  | 23,800 |  2,7  | 23,900 |  2,7
  10-11  | 25,500 |  1,8  | 26,600 |  2,7
  11-12  | 27,700 |  2,1  | 29,000 |  2,4
  12-13  | 30,100 |  2,4  | 33,800 |  3,8
  13-14  | 35,700 |  5,6  | 38,300 |  4,5
  14-15  | 41,900 |  6,2  | 43,200 |  4,0
  15-16  | 47,500 |  5,6  | 46,000 |  2,8
============================================

Todavia, as assinaladas _diferenas sexuais_, e outras, que omitimos,
no impedem que, dum modo geral, tanto _rapazes_, como _raparigas_,
obedeam s mesmas _leis_, e sofram influncias anlogas. H s uma
reserva a fazer, e  que, em regra, o crescimento das _raparigas_ 
_menos irregular nos acidentes_ (comparem-se as duas _curvas_) e qusi
sempre _mais precoce_, do que o dos _rapazes_.

Foi ste facto, que sugeriu ao Dr. Claparde a idea de comparar a um
_match de corrida_ o crescimento dos _dois sexos_: la croissance
compare des filles et des garons, diz le, ressemble  un match de
course; garons et filles partent ensemble, mais celles-ci, un instant
devances, prennent bientt les devans, puis leurs concurrents les
ratrapent et les dpassent, mais elles les dpassent de nouveau jusqu'
ce que, enfin, les garons l'emportent dfinitivement[52].

Examinem-se as nossas _curvas_, e ver-se h que, com leves e acidentais
modificaes,  precisamente o que se verifica na _dinmica_ do
crescimento portugus.

Nota-se assim que, nesta _dinmica_, so trs as principais _fases_ do
_crescimento enrgico_, _mximo_, em _densidade_:

1) durante o primeiro ano (em ambos os sexos);

2) pelos seis anos (para os _rapazes_) e pelos oito (para as
_raparigas_);

3) pelos quinze, aproximadamente (nos _rapazes_), e pelos doze (nas
_raparigas_).

A primeira _crise_ (e talvez a segunda) constituem, na opinio de
Camerer, uma continuao da excessiva _energia fetal_ do crescimento;
quanto  ltima, a sua _explicao adequada_ encontra-se no _advento_ e
na _instalao_ da _Puberdade_[53].

8.--Para concluso desta primeira parte do nosso estudo (crescimento
_absoluto_ da criana portuguesa), resta apresentar o _grfico_ da
_curva_, relativa ao _permetro torcico_, que  o que, a seguir, na
pgina imediata (fig. n.^o 3), publicamos.

Esta _curva_ pertence ao _sexo masculino_; no abrange a srie tda das
_idades infantis_; e apenas se baseia num total de sete mil
_mensuraes_; contudo, no deixamos de reputar _suficiente_ sse nmero
para, sobre le, estabelecer alguns _princpios_, e formular
determinadas _concluses_.

[Figura: CURVA DO PERMETRO TORCICO (7.000 MENSURAES).

Fig. 3]

Como geralmente se sabe, o _permetro torcico_ (_medida sinttica_ da
_espessura_ e da _largura_ do trax)  maior ou menor, consoante a
_criana_ j entrou na _puberdade_, ou ainda permanece nas _fases
inferiores da evoluo_[54].

Ora, as _notaes_, que constituem a presente _curva_, no fazem
excepo quela _regra_; alm disso, como veremos, em lugar prprio, as
outras _dimenses somticas_, que lhes correspondem, acham-se na _razo
inversa_ das _projeces verticais_, com que coincidem.

ste _facto_ e outros anlogos, que estabeleceremos, serviro para
demonstrar a absoluta veracidade destas palavras de Pierre Mendousse:
Chacun sait qu'entre le corps d'un petit enfant et celui d'un adulte il
y a des diffrences non seulement dans la grandeur totale, mais aussi
dans les proportions des diverses parties. Depuis le moment de la
naissance, chacune de celles-ci semble crotre sinon pour son propre
compte, du moins suivant un rythme plus ou moins acclr, d'o rsulte
pour chaque ge un canon spcial de la forme humaine, variable
d'ailleurs dans une certaine mesure suivant la race, l'tat de sant, la
nourriture, etc. Dans ce progrs continu, l'avnement de la pubert
dtermine non seulement un accroissement de vitesse, mais sourtout des
variations plus rapides qu'auparavant dans les proportions extrieures
et plus encore dans le volume et le poids des organes, dont les uns
semblent s'hypertrophier, pendant que les autres se dveloppent moins
vite ou s'atrophient, de sorte que l'tat cnesthsique de l'adolescent
subit de profondes modifications, parfois douloureuses j'usqu' la
dfaillance, en particulier lorsque, vers les dix-huit ans, la
croissance s'tant ralentie, un nouvel tat d'quilibre s'tablit entre
les systmes organiques devenus adultes.

Para _confronto_ elucidativo, aqui reproduzimos a _tabela de
Pagliani_[55], com as suas duas sries de medidas, relativas 
_capacidade vital_ e  _circunferncia torcica_:

========================================
  Idades | Capacidade | Circunferncia
         |    vital   |    torcica
---------+------------+-----------------
    10   |    1660    |      61
    11   |    1700    |      61,2
    12   |    1860    |      62,8
    13   |    2045    |      65,2
    14   |    2100    |      66,4
    15   |   *2445*   |     *69,5*
    16   |    2485    |      70,3
    17   |    2660    |      71,6
    18   |    3115    |      72,6
========================================

Observando, agora, a _fisionomia_ geral da _evoluo torcica_, tal como
se esboa, em o nosso _grfico_, a partir do _plano horizontal_,
existente entre os oito e os nove anos, nota-se, desde logo, uma
pronunciada _ascenso_ da _curva_, que adquire gradual e progressiva
intensidade,  medida que a _criana_ se vai aproximando do _fim
natural_, para que tende.

Logo, porm, que ste _movimento ascensional_ atinge os quinze anos
(_fase pubertria_), a sua _acelerao_ torna-se tam _brusca_ e
_rpida_, que qusi se confunde com a _vertical_ o fragmento de _curva_,
que a exprime.

Chega, depois, o _mximo_ (aos dezassete anos); e, conquanto (at 
_idade adulta_) o trax continue sempre a _crescer_ mais, do que a
_estatura_[56], todavia, da por diante, nenhuma _variao_ dsse
_crescimento_ igualar jamais aquelas que, at l, se produziram.




CAPITULO III


     Insuficincia do estudo do crescimento absoluto para a soluo de
     todos os problemas antropomtricos. Crescimento relativo ou
     segmentar; sua determinao, tanto sinttica, como analtica, pelo
     confronto dos respectivos elementos.


1.--A determinao do _ritmo do crescimento_ no basta em _Pedologia_,
porque, como vimos, h _outras leis_ que as _medidas sintticas_ no
revelam.

A _estatura_, como sntese que  das _alturas segmentares do corpo_
acima do solo, _valer o que valrem estas_; por si s, essa _medida_
apenas significa que tal pessoa  _grande_ ou _pequena_, o que  de
importncia mnima, em _pedometria_; e, s vezes, at de _valor
negativo_, como suceder, por exemplo, nos casos de _gigantismo com
infantilismo_, em que a _estatura cresce,  custa doutras dimenses
essenciais_ (largura, grossura, espessura) _do slido humano_[57].

Pelo seu lado, o _pso_ nem sempre deve ser considerado, como exprimindo
um _valor activo_ nos fenmenos do crescimento, pois pode suceder que,
em vez de uma _densidade muscular_, acuse uma _densidade adiposa_, a
qual, como  bvio, no passa de uma _reserva_ e, s vezes, at dum
_obstculo_  seqncia normal daqueles fenmenos.

No h dvida que a _medida do pso_, em circunstncias normais e,
sobretudo, _a da sua evoluo_, constituem um meio excelente de avaliar
da _sade_ e do _estado de nutrio_ da criana; a verdade, porm,  que
no  sse o nico _problema mtrico_ a esclarecer: outros h que o
_pso_, s por si, no resolve.

[Figura: Fig. 4]

Finalmente, o _permetro torcico_ (medida de valor aprecivel, quando
relacionada com outras medidas) presta-se tambm a _interpretaes
errneas_, por isso mesmo que pode representar, sob a _mscara da
gordura_, um _falso volume_ do organismo.

A concluso impe-se, em relao a _cada uma_ das mensuraes indicadas,
considerada _de per si_; mas h casos, em que nem _tdas juntas_
inspiraro maior confiana.

Examine-se, por exemplo, ste _retardatrio_ (figura n.^o 4), de quinze
anos e meio de idade, o qual, a julgar pela _altura_ (qusi de adulto),
pelo _pso_ (relativamente enorme), e pelo _permetro torcico_
(considervel), se deveria reputar em _ptimas condies de
crescimento_; e, todavia, no se trata seno de uma _pobre criana_
que,  hora das suas mensuraes, no havia ainda feito a _puberdade_,
nem talvez jamais a chegasse a fazer!...[58].

 um caso tpico de _infantilismo total_, tanto somtico, como psquico.

A investigao scientfica do crescimento descobriu que uma das _leis_
mais importantes _dste_  a das _propores_.

O vigor do _organismo humano_ e o seu desenvolvimento normal, atravs
das _idades de evoluo_ (infncia, puercia, adolescncia, puberdade,
nubilidade) no dependem smente do aumento, em _altura_, _grossura_, e
_densidade_; mas tambm e principalmente das _dimenses relativas_ de
todos os _segmentos_, que constituem sse organismo.

No  possvel elaborar, acertadamente, um _quadro de mdias_,
considerando apenas as _medidas_ enumeradas; o que importa  _pesquizar_
a frmula especfica do _nosso crescimento_, construir o _cnon
antropomtrico_ da criana portuguesa, _em tdas as idades, e de ambos
os sexos_.

Achado sse _padro_, por le ser aferido o crescimento, sendo ento
fcil _defin-lo_ e _julg-lo_, com absoluta segurana.

2.--Os _antigos_ falaram, por vezes, das _propores do corpo humano_,
nas diferentes _fases_ da sua evoluo; a verdade, porm,  que s a
_scincia contempornea_ logrou resolver o problema[59].

Sem querermos aprofundar agora ste assunto, basta ponderar que, depois
dos _trabalhos definitivos_ de Manouvrier[60], no  possvel continuar
a crr nas _curiosas fices_ de Stratz que, havendo adoptado o
_critrio_ de Vitrvio, afirmava incluir-se, oito vezes, a _cabea_, na
estatura do _adulto_; sete, na do _pbere_; seis, na do _adolescente_;
cinco, na do _infante_; e quatro, na do _recm-nascido_[3].

No h de ser um _segmento do corpo humano_ a _medida comum_ das
_dimenses reaes_ dste; mas uma _unidade mtrica exterior_: o
_milmetro_, como se acha estabelecido, em _pedometria_.

Seguindo na _esteira desta orientao_, e estabelecendo, desde j, o
confronto das _medidas sintticas_, de que dispomos, no padece dvida,
que o _crescimento relativo da criana portuguesa_ denuncia, na sua
_marcha progressiva_, uma clara influncia da _lei da alternncia_, e
no se afasta sensivelmente das _normas_, a que se atende, em
_pedologia_.

Comparando, por exemplo, a _curva_ da _altura_ com as _curvas_ do _pso_
(figura n.^o 5) e do _permetro torcico_ (figura n.^o 6), reconhece-se,
desde logo, que, em relao ao sexo masculino, tanto a _densidade_, como
a _grossura_ do organismo, s ultrapassam a _altura_, depois dos quinze
anos, que  a poca, em que as _dimenses horizontais_ entram de
contribuir mais, do que as _verticais_ para o _crescimento_ do _slido
humano_.

Pelo que temos observado, ininterruptamente, a partir de 1903, a
_puberdade masculina_ faz-se, em regra, entre ns, desde os catorze at
aos dezasseis anos, e a _feminina_, desde os doze at aos catorze[62].

Normalmente, os _primeiros sinais da puberdade_ (P.^1) aparecem, no
_sexo masculino_, pelos treze ou treze anos e meio; no _sexo feminino_,
pelos onze ou onze e meio; e a sua _instalao definitiva_ (P.^3 A.^1),
respectivamente, pelos catorze e doze anos. Alm disso, importa notar
que o _encerramento da fase pubertria_ (P.^5 A.^{3, 4 ou 5}) se realiza
sempre, ao cabo de dois anos, volvidos sbre aquela _instalao_[63].

[Figura: Fig. 5]

Examinando o _grfico_ da figura 5, v-se que efectivamente o _aumento
progressivo do pso_ se intensifica, a partir dos catorze anos; e que 
precisamente aos dezasseis (P.^5 A.^5) que a respectiva _curva_ adquire
sbre a da _estatura_ uma _ascendncia_, que jamais cessar[64].

Mas  natural; porque, como se depreende do _grfico n.^o 6_, a
_criana_, principiando a _engrossar_, em _progresso intensiva_, dos
quinze para os dezasseis anos (_instalao definitiva_, ou j
_encerramento da puberdade_), claro est que aumentar de _densidade_;
donde resulta o _paralelismo_, ou a _semelhana fisionmica_ das duas
_curvas_ (_pso_ e _permetro torcico_).

Em contraprova, examine-se ainda o _grfico_ da figura n.^o 7, que
inscreve (para confronto) as _curvas_ do _pso_ e do _permetro
torcico_.

Depois dos nove ou dez anos, essas _curvas_ caminham qusi paralelamente
(como no podia deixar de ser); e, s depois dos dezassete anos, em que
 atingido o _mximo absoluto comum_,  que surgem _inflexes_, cuja
_natureza_ importa  _pediatria_ explicar.

Em os nossos _exemplares de observao e estudo_, h um (do sexo
feminino), em que se realizam, com notvel preciso, as _leis_, a que
nos temos referido. O _crescimento_, em _altura_, como se pode
verificar, em face do _grfico_ da figura n.^o 8, acusa, pelos treze
anos, um _aumento considervel_, que teve o seu _incio_, por ocasio do
_aparecimento_ e _instalao da puberdade_; e podemos acrescentar que
essa _progresso no afrouxou ainda_, at a ste momento[65].

Mas no constituem os _factos_ aduzidos todo o _material_, de que seja
possvel dispor, para a organizao scientfica dos _cnones
antropomtricos_ das _idades evolutivas da criana portuguesa_.

[Figura: Fig. 6]

[Figura: Fig. 7]

[Figura: Fig. 8]

Temos _medidas segmentares_, que podem aproveitar a sse fim; e vamos
apreci-las, no captulo imediato.




CAPTULO IV


     Medidas segmentares para avaliao do crescimento relativo, ou das
     propores do corpo, nas idades de evoluo. Cnones
     antropomtricos da criana portuguesa


1.--O estudo das _propores mtricas do corpo humano, desde o
nascimento, at  idade adulta_, exige que se considerem _trs ordens de
segmentos_:

1) _projeces verticais_;

2) _dimetros_;

3) _permetros ou circunferncias_.

Dos _elementos_ da primeira categoria, interessam-nos, de modo especial,
em relao ao _eixo do corpo_, as _alturas da cabea e do tronco_; e, em
relao aos _apndices_, as _dimenses_ (no seu conjunto) do _membro
torcico_ e do _membro abdominal_.

Como, em o nosso pas, no existem (que ns saibamos) _mensuraes_ das
referidas _alturas_, procuramos, ao presente, obt-las, em _quantidade_
e _qualidade_ suficiente, sobre alunos do _Colgio Moderno_[66].

 segunda categoria pertencem os _dimetros_, tanto _cranianos_, como
_torcicos_, e _plvicos_; mas de tdas estas _dimenses horizontais_
algumas _medidas_ possumos, em condies de serem utilizadas; podendo
dizer-se o mesmo, em relao aos _elementos_ da ltima classe:
_permetros_, quer _cranianos_, quer _torcicos_, e ainda _plvicos_.

As _tabelas_ que, a seguir, publicamos consubstanciam todos sses
_elementos_:


TABELA N.^o 1 (_Maternidade de Lisboa_)[67]

===================================================================
Nmero de mensuraes | Dimetros cranianos | Permetros cranianos
----------+-----------+----------+----------+----------------------
   S. M.  |    S. F.  |  O F[68] |  B P[68] |      S O F[68]
----------+-----------+----------+----------+----------------------
   1491   |    1386   |   11,58  |   9,35   |       32,78
===================================================================


Estas _mensuraes_ (tabela n.^o 1) foram feitas _imediatamente depois
do nascimento_, sobre crianas que satisfaziam s _condies_ seguintes:

1) d'tre ns vivants;

2) d'tre ns par le sommet;

3) d'avoir t dgags en OP.;

4) d'tre des enfants  terme.

Quanto ao seu _valor antropolgico_, no so essas _medidas ceflicas_
de natureza a inspirar-nos uma _grande confiana_, porquanto, como o
prprio autor diz: "la prise des mesures cphaliques est encore plus
difficile que celle des longueurs. D'abord, il est impossible qu'elles
soient, toutes, prises par la mme personne, quand on opre sur un grand
nombre d'enfants, comme nous le faisons; puis, il faut compter avec la
difficult inhrente  l'opration, quand il s'agit d'un enfant vivant,
comme c'est notre cas, la difficult d'employer un instrument de
prcision, et encore la difficult de bien tablir, pour tous les cas,
les mmes points de repre, en les marquant toujours d'une manire
identique et irrprochable. _Aussi, nos mesures ne prtendent gure  la
rigueur d'une tude anthropomtrique. Nous avons tout simplement cherch
 tablir quelle serait,  peu prs, la grandeur de la tte foetale,
tout de suite aprs la naissance_, pour obtenir, autant que possible,
une ide de la grandeur des diamtres de l'ovoide cphalique du foetus,
 l'occasion de sa descente par la filire gnitale[69].

Nem  para admirar que assim seja, por isso mesmo que a iniciativa das
duas mil oitocentas e setenta e sete _mensuraes_, cujas _mdias_ a
mencionada _tabela_ exprime, no tinha um _fim antropolgico, mas tam
smente obsttrico_.

Todavia, no so para rejeitar, _in limine_, tam numerosas
_observaes_; antes supomos muito conveniente a sua _seriao, como
subsdio para a avaliao indirecta da capacidade craniana do
recm-nascido; e, portanto, do volume e pso do seu crebro_[70].


TABELA N.^o 2 (_Observaes de Costa Sacadura_)[71]

=================================================================
    Nmero de   |           Dimetros           |   Permetros
   mensuraes  |           cranianos           |   cranianos
--------+-------+---------------+---------------+----------------
  S. M. | S. F. |      O F      |     B. P.     |     S O F
--------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+--------
        |       | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M. | S. F.
   256  |  273  +-------+-------+-------+-------+-------+--------
        |       | 11,22 | 10,96 |  8,92 |  8,87 | 32,51 | 32,33
--------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+--------
   Mdias sem   |               |               |
    distino   |     11,09     |      8,89     |     32,42
     de sexo    |               |               |
=================================================================


As _mdias_ da tabela n.^o 2 resultam de clculos efectuados sobre
quinhentas e vinte e nove _mensuraes_ de _dimetros_ e _permetros
cranianos_ de _recm-nascidos_, vivos, d'ambos os sexos, na _Maternidade
de Lisboa_, em 1904, pelo chefe de clnica dsse estabelecimento, dr.
Costa Sacadura.

Essas _mensuraes_, de rigor absoluto, quanto ao _processo tcnico_,
tambm foram feitas logo  nascena, como as da tabela n.^o 1; e,
conquanto se destinassem a servir _intuitos exclusivamente clnicos_,
todavia, nada obsta a que as aproveitemos (pelo menos _O F_, _B P_ e _S
O F_, para o nosso _fim antropolgico_: _determinao do ndice ceflico
do recm-nascido portugus_.

 certo que, pela _ocasio_ em que foram tomadas, essas medidas exprimem
_dimenses de uma cabea, que pode ter sido deformada pelo trabalho do
parto_; mas tambm no padece dvida, que sse facto carece de eficcia
para invalidar aquela _determinao_, porquanto, em _matria de
cfalometria do recm-nascido_, no se pode contar com _certezas_; mas
tam smente com _aproximaes_[72].

Como se depreende da presente tabela (n.^o 3), as _mdias_ das
respectivas _dimenses ceflicas_, derivam de 49 _observaes_,
realizadas no _hospital geral de Santo Antnio_, do Prto, pelo dr.
Manuel lvares Pereira Carneiro Leal.


TABELA N.^o 3 (_Observaes de Manuel Carneiro Leal_)[73]

=================================================================
    Nmero de   |           Dimetros           |   Permetros
   mensuraes  |           cranianos           |   cranianos
--------+-------+---------------+---------------+----------------
  S. M. | S. F. |      O F      |     B. P.     |     S O F
--------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+--------
        |       | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M. | S. F.
    23  |   25  +-------+-------+-------+-------+-------+--------
        |       | 11,6  | 11,2  |  9,2  |  9,1  | 32,9  | 32,2
--------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+--------
   Mdias sem   |               |               |
    distino   |     11,4      |      9,1      |     32,5
     de sexo    |               |               |
=================================================================


Dessas _mensuraes_, excluem-se as que se referem a _nados-mortos_; mas
consideram-se as que pertencem a _recm-nascidos de fraca
viabilidade_[74].

Aproximando agora as _mdias_ de tdas as _dimenses_, que os trs
_mapas_ apresentados consubstanciam, podemos organizar o _quadro geral_
(n.^o 4) das _medidas ceflicas_ do _recm-nascido portugus, baseado em
trs mil quatrocentas e cinqenta mensuraes, absolutamente
comparveis_, porquanto, a-pesar-de realizadas por _vrias pessoas_,
todavia, nem deixou de ser a mesma a _tcnica_ empregada, nem foram
diferentes as _circunstncias_, em que se operou.


QUADRO N.^o 4 (_Dimetro e Permetro craniano
do recm-nascido portugus_)

=================================================================
              |                  |    Dimetros     | Permetros
     Nmero   |      Nomes       |    cranianos     | cranianos
       de     |       dos        +---------+--------+------------
  observaes |   observadores   |   O F   |  B P   |   S O F
--------------+------------------+---------+--------+------------
      2877    | Alfredo da Costa |  11,58  |  9,35  |   32,78
       529    | Costa Sacadura   |  11,09  |  8,89  |   32,42
        48    | Carneiro Leal    |  11,40  |  9,10  |   32,50
--------------+------------------+---------+--------+------------
  Mdias gerais (centmetros)    | *11,35* | *9,11* |  *32,56*
=================================================================


O _ndice ceflico mdio dos portugueses_, segundo as _observaes_ de
Ferraz de Macedo[75], Costa Ferreira[76], lvaro Basto[77], Sant'Ana
Marques[78] e Fonseca Cardoso[79],  de 76,4, no _vivo_, e de 74,5, no
_crnio_.

Mas ste _ndice_ (apenas varivel entre 78,7 e 75,2, nos 17
_distritos_)  o do _adulto_[80].

Que saibamos, no existem, em o nosso pas, quaisquer _trabalhos_ sobre
o _ndice ceflico da criana portuguesa, nas diferentes idades da sua
evoluo_, a comear no _recm-nascido_; crmos, todavia, que os
_elementos_, constantes do _quadro_ n.^o 4, no podero deixar de
reputar-se _suficientes_ para legitimarem a adopo (ao menos, _a ttulo
provisrio_) da _expresso_ 80,2, como _valor mdio_ do referido
_ndice_, em relao ao _recm-nascido_[81].

2.--Prosseguindo, apresentamos agora a seguinte _tabela_ (n.^o 4), que
condensa os _resultados_ (absolutamente inditos) das _observaes_
feitas no _Liceu de Combra_, nas _circunstncias_ que j indicmos, a
propsito da _estatura_.

A _mdia_ do _ndice ceflico_, correspondente a cada uma das _idades_
consideradas, figura numa coluna desta _tabela_.


TABELA N.^o 4 (_Dimetros cranianos, de alunos do Liceu de Coimbra_)


=============================================+
       |                             |       |
       |   Antero-posterior mximo   |       |
       |                             |       |
Idades +--------------+--------------+ Mdia |
       |     |     |     |     |     |       |
       |12-15|16-19|20-23|24-27|28-31|       |
       |     |     |     |     |     |       |
-------+-----+-----+-----+-----+-----+-------+
       |     |     |     |     |     |       |
10-11  | --- |  60 |   3 | --- | --- | 17,6  |
11-12  | --- | 120 |  13 | --- | --- | 17,8  |
12-13  | --- | 163 |  10 | --- | --- | 17,7  |
13-14  | --- | 144 |  13 | --- | --- | 17,8  |
14-15  | --- | 128 |  20 | --- | --- | 18    |
15-16  | --- | 101 |  39 | --- | --- | 18,6  |
16-17  | --- |  96 |  60 | --- | --- | 19    |
17-18  | --- |  80 |  62 |   1 | --- | 19,2  |
18-19  | --- |  59 |  61 | --- | --- | 19,5  |
19-20  | --- |  31 |  38 | --- | --- | 19,5  |
20-21  | --- |  20 |  23 | --- | --- | 19,6  |
       |     |     |     |     |     |       |
=============================================+

================================================================
       |                             |       |
       |      Transverso mximo      |       |
       |                             |       |
Idades +--------------+--------------+ Mdia | ndice ceflico
       |     |     |     |     |     |       |
       |12-14|15-17|18-20|21-23|24-26|       |
       |     |     |     |     |     |       |
-------+-----+-----+-----+-----+-----+-------+------------------
       |     |     |     |     |     |       |
10-11  |  50 |  17 | --- | --- | --- | 13,7  |     77,8
11-12  | 102 |  31 | --- | --- | --- | 13,6  |     76,2
12-13  | 123 |  50 | --- | --- | --- | 13,8  |     77,9
13-14  | 102 |  55 | --- | --- | --- | 14    |     78,7
14-15  |  86 |  58 |   4 | --- | --- | 14,3  |     79,4
15-16  |  52 |  88 | --- | --- | --- | 14,8  |     79
16-17  |  60 |  96 | --- | --- | --- | 14,8  |     77,8
17-18  |  50 |  93 | --- | --- | --- | 14,9  |     77,6
18-19  |  36 |  84 | --- | --- | --- | 15    |     76,9
19-20  |  20 |  49 | --- | --- | --- | 15,1  |     77,5
20-21  |  14 |  29 | --- | --- | --- | 15    |     76,5
       |     |     |     |     |     |       |
================================================================


[Figura: POLGONO DE VARIAO DO _INDICE CEFLICO_, EM RELAO  IDADE

Fig. 9]

Consoante se depreende dos _valores_ expressos na _tabela_ n.^o 4, a
_forma craniana_ que subsiste nos alunos do liceu de Combra, _em tdas
as idades da sua evoluo, a partir dos dez anos_,  a _mesaticfala_,
segundo a nomenclatura de Topinard[82].

De facto, basta reparar no _grfico_ da figura n.^o 9 para, desde logo,
reconhecer que os _valores extremos_, registados (76,2--79,4), no
deixam de pertencer  mesma _classe de ndices_, que ocupa a _posio
mdia_ entre a _dolicocefalia_ e a _braquicefalia_.

ste _facto_, que  fecundo em conseqncias, para o _estudo
ntropo-sociolgico_ do nosso _grupo tnico_[83], acha-se plenamente
confirmado pelas _observaes_ realizadas na _Escola de alunos
marinheiros do Norte_.

Essas _observaes_ constam do _mapa_ ou _tabela_ n.^o 5 que, a seguir,
publicamos:


TABELA N.^o 5 (_Alunos marinheiros_)

===============================================================================
      |                      Dimetros cranianos                      |
      +-------------------------------+-------------------------------+ ndice
Idades|         Anos 1913-1914        |        Anos 1914-1915         |ceflico
      +-------------------------------+-------------------------------+
      | Antero-posterior | Transverso | Antero-posterior | Transverso |
------+------------------+------------+------------------+------------+--------
      |                  |            |                  |            |
16-17 |      18,3        |    14,5    |      19,1        |    14,7    |  78
17-18 |      19,2        |    14,7    |      19,2        |    14,6    |  76
18-19 |      19          |    14,5    |      19,3        |    14,5    |  75,5
19-20 |       --         |     --     |      20          |    15      |  75
      |                  |            |                  |            |
===============================================================================


Confrontando os _ndices ceflicos_ desta _tabela_ (n.^o 5) com aqueles
que lhes correspondem, na _tabela_ n.^o 4 (liceu de Combra), notam-se,
sem dvida, _diferenas considerveis_; mas importa ponderar, que _essas
diferenas no so tamanhas, como  primeira vista poderia parecer,
visto que elas no importam nos_ *adolescentes*, _a que se referem, uma
mudana de classe, quanto  forma craniana, que se mantm mesaticfala_.

Com relao a _medidas ceflicas_, devemos registar ainda o _perimetro
craniano_, medido, na _Escola de alunos marinheiros_, durante dois anos
consecutivos, em mais de cento e cinqenta rapazes.

A seguinte _tabela_ (n.^o 6) condensa as respectivas _mensuraes_.

E, da mesma _procedncia_, podemos ainda mencionar (em matria de
_dimenses horizontais_) as _notaes_, que se referem ao _permetro_ e
aos _dimetros da bacia_ dos alunos considerados, as quais se acham
sintetizadas nas _mdias_ das _tabelas_ (n.^{os} 7 e 8) que, a seguir,
publicamos:


TABELA N.^o 6 (_Alunos marinheiros_)

======================================================
       |       Permetro craniano        |
Idades +----------------+----------------+  Mdias
       | Ano 1913-1914  | Ano 1914-1915  |
-------+----------------+----------------+------------
       |                |                |
16-17  |       55       |       55,5     |   55,2
17-18  |       54,9     |       55,3     |   55,1
18-19  |       54,6     |       55,7     |   55,1
19-20  |       56       |        --      |   56
       |                |                |
======================================================


TABELA N.^o 7 (_Alunos marinheiros_)

===============================
       |  Permetro plvico
Idades +-----------------------
       |   Ano 1914-1915
-------+-----------------------
       |
16-17  |        78,5
17-18  |        79,3
18-19  |        80,2
19-20  |        83
       |
===============================


TABELA N.^o 8 (_Alunos marinheiros_)

===============================================================================
      |                      Dimetros plvicos                       |
      +---------------------------------+-----------------------------+ndice
Idades|           Anos 1913-1914        |       Anos 1914-1915        |plvico
      +---------------------+-----------+-----------------+-----------+
      | Antero-posterior[84]| Transverso| Antero-posterior| Transverso|
------+---------------------+-----------+-----------------+-----------+--------
      |                     |           |                 |           |
16-17 |       17,7          |    25,2   |       18,8      |    26,4   | 70,7
17-18 |       18,5          |    25,9   |       19,3      |    26,5   | 72,1
18-19 |       20,5          |    26,3   |       20        |    26,8   | 76,2
19-20 |       20,6          |    26,6   |       20,3      |    27     | 76,2
      |                     |           |                 |           |
===============================================================================


3.--Um dos _elementos_ mais importantes para a avaliao das _propores
do corpo humano_  aquele que deriva das _mensuraes diametrais do
tronco_, isto , dos _dimetros plvicos_ (j considerados), e dos
_dimetros torcicos_[85].

As _tabelas_ n.^{os} 9, 10 e 11 que, a seguir, publicamos, resumem as
_mensuraes comparveis_ dos _dimetros torcicos_ de _crianas_,
pertencentes ao _liceu de Combra_, ao extinto _colgio de Campolide_, e
 _escola de alunos marinheiros do norte_[86].


TABELA N.^o 9 (_Liceu de Coimbra_) (Dimetros torcicos)


==============================================
       |  Dimetro ntero-posterior  |       |
Idades +-----+-----+-----+-----+-----+ Mdias|
       |12-15|16-19|20-23|24-27|28-31|       |
-------+-----+-----+-----+-----+-----+-------+
       |     |     |     |     |     |       |
10-11  | 133 |   8 |   1 | --- | --- | 13,7  |
11-12  | 141 |  34 | --- | --- | --- | 13,9  |
12-13  | 100 |  46 | --- | --- | --- | 14,7  |
13-14  |  65 |  80 |   3 | --- | --- | 15,8  |
14-15  |  20 |  85 | --- | --- | --- | 16,7  |
15-16  |  10 | 100 |  90 | --- | --- | 19,1  |
16-17  |   8 |  80 | 100 | 47  | --- | 20,6  |
17-18  |   5 |  40 | 100 | 30  | --- | 21    |
18-19  | --- |  37 |  98 | 35  | --- | 21,4  |
19-20  | --- |   5 |  70 | 20  | --- | 22,1  |
20-21  | --- | --- |  60 | 17  | 15  | 22,5  |
       |     |     |     |     |     |       |
==============================================

===============================================================================
       |               Dimetro transverso             |      |ndice torcico
Idades +-----+-----+-----+-----+-----+-----+-----+-----+Mdias|(sem fraces)
       |12-14|15-17|18-20|21-23|24-26|27-29|30-32|33-35|      |
-------+-----+-----+-----+-----+-----+-----+-----+-----+------+----------------
       |     |     |     |     |     |     |     |     |      |
10-11  | --  | --  | 120 |  22 | --  | --  | --  | --  | 19,4 |     141
11-12  | --  | --  | 126 |  43 |   6 | --  | --  | --  | 19,9 |     143
12-13  | --  | --  | 100 |  20 |  26 | --  | --  | --  | 20,4 |     138
13-14  | --  |  3  |   3 | 132 |  10 | --  | --  | --  | 22   |     139
14-15  | --  | --  |   7 |  72 |  26 | --  | --  | --  | 22,5 |     134
15-16  | --  | --  |  -- |  15 | 113 |  60 |  12 | --  | 26   |     136
16-17  | --  | --  |   2 |   9 |  60 | 103 |  61 | --  | 27,2 |     136
17-18  | --  | --  |  -- |  -- |  44 | 124 |   7 | --  | 27,3 |     134
18-19  | --  | --  |  -- |   2 |  12 | 130 |  26 | --  | 28   |     130
19-20  | --  | --  |  -- |  -- |  11 |  70 |  14 | --  | 29   |     131
20-21  | --  | --  |  -- |  -- |   8 |  50 |  34 | --  | 29,8 |     132
       |     |     |     |     |     |     |     |     |      |
===============================================================================


TABELA N.^o 10 (_Colgio de Campolide_) (Dimetros torcicos)


===================================================================
         |     Dimetro     |     Dimetro     |      ndice
  Idades | ntero-posterior |    transverso    |     torcico
         |     (mdias)     |     (mdias)     |  (sem fraces)
---------+------------------+------------------+-------------------
         |                  |                  |
    6-7  |       14,4       |       20         |        138
    7-8  |       15,4       |       19,5       |        126
    8-9  |       15,2       |       19,5       |        128
    9-10 |       15,7       |       19,7       |        125
   10-11 |       15,7       |       20,5       |        130
   11-12 |       16         |       21,1       |        132
   12-13 |       16,6       |       21,6       |        130
   13-14 |       17         |       22,4       |        132
   14-15 |       17,6       |       23,4       |        132
   15-16 |       18,4       |       24,7       |        134
   16-17 |       18,9       |       25,6       |        146
   17-18 |       19,4       |       26         |        134
   18-19 |       19,4       |       26,4       |        136
   19-20 |       20         |       26,5       |        132
   20-21 |       18,4       |       27         |        146
         |                  |                  |
===================================================================



TABELA N.^o 11 (_Alunos marinheiros_) (Dimetros torcicos)


=========================================================
        |        Dimetro       |        Dimetro       |
        |   ntero-posterior    |       transverso      |
 Idades +-----------+-----------+-----------+-----------+
        |    Anos   |    Anos   |    Anos   |    Anos   |
        | 1913-1914 | 1914-1915 | 1913-1914 | 1914-1915 |
--------+-----------+-----------+-----------+-----------+
        |           |           |           |           |
  16-17 |    19,5   |    19,7   |    25     |    25,8   |
  17-18 |    20,2   |    19,7   |    26,1   |    26,3   |
  18-19 |    19,3   |    20     |    26,4   |    26,6   |
  19-20 |    19     |    20     |    27     |    26,5   |
        |           |           |           |           |
=========================================================

=================================================
        | Ant. post. |  Transv. |    ndices
 Idades +------------+----------+   torcicos
        |         Mdias        | (sem fraces)
--------+------------+----------+----------------
        |            |          |
  16-17 |    19,6    |   25,4   |       129
  17-18 |    19,9    |   26,2   |       131
  18-19 |    19,6    |   26,5   |       135
  19-20 |    19,5    |   26,7   |       136
        |            |          |
=================================================


De cada uma destas trs _tabelas_ (n.^{os} 9, 10 e 11) extramos as
_notaes_, com que organizmos o _quadro n.^o 5_, no intuito de
aproximar todos os _elementos_ considerados, e obter _mdias gerais_,
no smente das respectivas _mensuraes_, como dos _ndices_, a que
elas do origem[87].

A _tcnica_, adoptada nas _observaes_, foi anloga para todos os
_observadores_: _compasso de espessura de Broca_, com as _pontas_
apoiadas, respectivamente,  _altura da extremidade inferior do
esterno_, e sobre a _salincia ssea posterior_, do mesmo plano
horizontal (_dimetro ntero-posterior_); e, no mesmo _plano
xifo-esternal_, sobre as _convexidades costais_ (_dimetro
transverso_)[88].


QUADRO N.^o 5 (_Dimetros e ndices torcicos_) (mdias gerais)


==============================================
       |      Dimetro ntero-posterior      |
       +----------+------------+-------------+
Idades | Liceu de | Colgio de |   Alunos    |
       | Coimbra  | Campolide  | marinheiros |
-------+----------+------------+-------------+
       |          |            |             |
 6-7   |    --    |    14,4    |     --      |
 7-8   |    --    |    15,4    |     --      |
 8-9   |    --    |    15,2    |     --      |
 9-10  |    --    |    15,7    |     --      |
 10-11 |   13,7   |    15,7    |     --      |
 11-12 |   13,9   |    16      |     --      |
 12-13 |   14,7   |    16,6    |     --      |
 13-14 |   15,8   |    17      |     --      |
 14-15 |   16,7   |    17,6    |     --      |
 15-16 |   19,1   |    18,4    |     --      |
 16-17 |   20,6   |    18,9    |    19,6     |
 17-18 |   21     |    19,4    |    19,9     |
 18-19 |   21,4   |    19,4    |    19,6     |
 19-20 |   22,1   |    20      |    19,5     |
 20-21 |   22,5   |    18,4    |     --      |
       |          |            |             |
==============================================

========================================================
       |          Dimetro transverso        |
       +-------------------------------------+  ndice
Idades | Liceu de | Colgio de |   Alunos    | tarcico
       | Coimbra  | Campolide  | marinheiros |
-------+----------+------------+-------------+----------
       |          |            |             |
 6-7   |    --    |    20      |     --      |    138
 7-8   |    --    |    19,5    |     --      |    126
 8-9   |    --    |    19,5    |     --      |    128
 9-10  |    --    |    19,7    |     --      |    125
 10-11 |   19,4   |    20,5    |     --      |    135
 11-12 |   19,9   |    21,1    |     --      |    137
 12-13 |   20,4   |    21,6    |     --      |    134
 13-14 |   22     |    22,4    |     --      |    135
 14-15 |   22,5   |    23,4    |     --      |    133
 15-16 |   26     |    24,7    |     --      |    135
 16-17 |   27,2   |    25,6    |    25,4     |    137
 17-18 |   27,3   |    26      |    26,2     |    133
 18-19 |   28     |    26,4    |    26,5     |    133
 19-20 |   29     |    26,5    |    26,7     |    133
 20-21 |   29,8   |    27      |     --      |    139
       |          |            |             |
========================================================


Para boa inteligncia dos _valores mtricos_, constantes do _quadro_
n.^o 5, e sua legtima interpretao, construmos o presente _grfico_
(figura n.^o 10), pelo qual se v (se o confrontarmos com os _grficos_
das figuras n.^{os} 1 e 2), que os 15-16 anos constituem, como que o
_eixo da evoluo_ _somtica_, por isso mesmo que assinalam uma
_profunda modificao_ no _sistema_ ou no _ritmo_ dessa _evoluo_.

[Figura: Fig. 10]

De facto, antes dessa _idade_ (coincidente com a _instalao da
puberdade_), o que mais _aumenta_ no organismo so as _dimenses
verticais_ (_alturas_), ao passo que, depois, o que sobretudo concorre
para o _crescimento_ so as _dimenses horizontais_ (_larguras_,
_espessuras_, _grossuras_).

Fica, assim, mais uma vez demonstrado, pelos _factos_, que a _lei da
alternncia_ (como expresso da _lei das propores_)  efectivamente o
_grande princpio regulador_ de tda a _energtica do crescimento_[89].

4.--Com os _elementos_ enumerados e sumriamente descritos, nas pginas
precedentes, podemos agora organizar os *cnones antropomtricos da
criana portuguesa*, _em tdas as idades da sua evoluo somtica_: 1)
_nascena_; 2) _infncia_; 3) _puercia_; 4) _adolescncia_; 5)
_puberdade_; e 6) _nubilidade_ ou _idade adulta_.

As _percentagens_ dstes _cnones_, assim como os seus _valores
numricos absolutos_ (expressos em centmetros) so sempre calculados
sobre as _mdias_ das respectivas _mensuraes_.

Na falta destas (infelizmente, freqente), recorre-se a _valores_ de
_tabelas estrangeiras_, organizadas com _elementos_ colhidos em _meios_,
tanto quanto possvel, assimilveis ao nosso.


1)

Cnon antropomtrico da Idade adulta

A

Projeces verticais (_altura dos segmentos_)[90]

=============================================================================
                                              |        Sexo masculino       |
Partes do corpo                               +-----------------------------+
                                              | Percentagem | Valor mtrico |
                                              |             | absoluto[91]  |
----------------------------------------------+-------------+---------------+
              { 1) _Cabea_[92]               |    13,3%    |  22^{cm},18   |
              { 2) _Pescoo_[93]              |     4,2%    |   7^{cm},10   |
I. _Busto._   { 3) _Trax_[94]                {             |               |
              { 4) _Ventre_[95]               {      35%    |  58^{cm},38   |
              { 5) _Bacia_[96]                {             |               |
----------------------------------------------+-------------+---------------+
                               { 1) Espdua   {             |               |
                               { 2) Brao     {    19,5%    |  32^{cm},53   |
              { _Superior_     { 3) Cotovlo  {             |               |
              { (torcico)[97] {              |             |               |
              {                { 4) Antebrao {      14%    |  23^{cm},45   |
              {                { 5) Punho     {             |               |
              {                {              |             |               |
              {                { 6) Mo       {    11,5%    |  19^{cm},19   |
II. _Membros_ {                               |             |               |
              {                { 1) Anca      {             |               |
              {                { 2) Cxa      {      20%    |  33^{cm},36   |
              {                { 3) Joelho    {             |               |
              { _Inferior_     {              |             |               |
              { (abdominal)[98]{ 4) Perna     {      23%    |  38^{cm},36   |
                               { 5) Tornozlo {             |               |
                               {              |             |               |
                               { 6) P        {     4,5%    |   7^{cm},61   |
=============================================================================

=============================================================================
                                              |        Sexo feminino
Partes do corpo                               +------------------------------
                                              | Percentagem | Valor mtrico
                                              |             |   absoluto
----------------------------------------------+-------------+----------------
              { 1) _Cabea_                   {             {
              { 2) _Pescoo_                  {             {
I. _Busto._   { 3) _Trax_                    {    53,5%    {  82^{cm},39
              { 4) _Ventre_                   {             {
              { 5) _Bacia_                    {             {
----------------------------------------------+-------------+----------------
                               { 1) Espdua   {             {
                               { 2) Brao     {             {
              { _Superior_     { 3) Cotovlo  {     ---     {  69^{cm}
              { (torcico)     { 4) Antebrao {             {
              {                { 5) Punho     {             {
              {                { 6) Mo       {             {
II. _Membros_ {                               |             |
              {                { 1) Anca      {             {
              {                { 2) Cxa      {             {
              { _Inferior_     { 3) Joelho    {    46,5%    {  71^{cm},61
              { (abdominal)    { 4) Perna     {             {
                               { 5) Tornozlo {             {
                               { 6) P        {             {
=============================================================================


B

Permetros (_grossura_ dos _segmentos_)

=========================================================
                      |    Valores mtricos absolutos
  Partes do corpo     +----------------+-----------------
                      | Sexo masculino |  Sexo feminino
----------------------+----------------+-----------------
                      |                |
I. _Cabea_[99]       |     56^{cm}    |     53^{cm}
II. _Tronco_[100]     |     83^{cm}    |     85^{cm}
III. _Brao_[101]     |     31^{cm}    |       --
IV. _Antebrao_[102]  |     27^{cm}    |       --
V. _Cxa_[103]        |     53^{cm},5  |       --
VI. _Perna_[104]      |     39^{cm}    |       --
                      |                |
=========================================================


C

Dimetros (_espessura_ e _largura_ dos _segmentos_)

===========================================================================
                                       |   Valores mtricos absolutos
           Partes do corpo             +----------------+------------------
                                       | Sexo masculino |  Sexo feminino
---------------------------------------+----------------+------------------
                                       |                |
I. _Cabea_  { _ntero-posterior_[105] |    19^{cm},7   |    18^{cm},6
             { _transverso_[106]       |    15^{cm}     |    14^{cm},7
                                       |                |
II. _Tronco_ { _ntero-posterior_[107] |    20^{cm},4   |    18^{cm},5
             { _transverso_[108]       |    28^{cm},4   |    24^{cm},8
                                       |                |
III. _Bacia_ { _ntero-posterior_[109] |    20^{cm},5   |    20^{cm}
             { _transverso_[110]       |    26^{cm}     |    27^{cm}
                                       |                |
===========================================================================


D

Outras MEDIDAS:

========================================================================
                                       |               |
                                       |Sexo masculino | Sexo feminino
---------------------------------------+---------------+----------------
                                       |               |
                   {_de todo o corpo_  | 66 quil.      | 52 quil.
_Densidade_ (pso) {_do crebro_       |  1 quil., 360 |  1 quil., 200
                   {_do crebro, em    |               |
                     relao ao corpo_ |     2%        |
---------------------------------------+---------------+----------------
                                       |               |
_ndice ceflico_                      |    76,4       |    75,7
_ndices torcicos_ {1.^o              |   139         |   133
                    {2.^o              |    50         |    55
_ndice plvico_[111]                  |    78         |    74
                                       |               |
=======================================================================

A presente _sntese grfica_ (_figura_ n.^o 11) representa o _corpo
humano_, na _idade adulta_, segundo as _propores_ do antropologista
Topinard[112]; e as _figuras_ seguintes (n.^{os} 12, 13, 14 e 15)
resumem (de conformidade com os _elementos_ considerados) as _propores
do corpo da criana portuguesa, nas diferentes idades da sua evoluo_.

So _expresses grficas_ dos _cnones antropomtricos_ (em parte,
conjecturais) que elaboramos, sob _forma numrica_[113].

Resta agora, para complemento do nosso _estudo_, determinar as
_caractersticas mentais e morais_ de cada uma daquelas _idades_, em
ordem a fazer corresponder aos _cnones somticos_ que as exprimem, os
_cnones psquicos_, por que se revelam.

A _psicologia do homem portugus_ tem sido estudada, com fortuna vria,
por nacionais e estrangeiros[114].

Ns, remetendo o leitor para as _obras_ especiais, apenas observaremos
que o _adulto lusitano_  (e sempre foi) o que se pode chamar um _tipo
equilibrado_: inteligente, afvel, laborioso, sbrio; mas, ao mesmo
tempo, pouco tenaz nas suas _iniciativas_, e um tanto supersticioso e
fatalista.

[Figura: CNON ANTROPOMTRICO DA IDADE ADULTA

Fig. 11]

Para explicar a poca de _Quatrocentos_, falou-se do _afrro ao solo_ do
_homem do Norte_, do mesmo modo que, para interpretar _Quinhentos_, se
invocou o _urbanismo_, a versatilidade e o _esprito de aventura_ do
_homem do Sul_[115]; a verdade, porm,  que, nem mesmo em relao ao
_Passado_, essa distino pode subsistir, porquanto, no s o _Brasil_ 
um produto do _Norte_, como at, na prpria _emprsa da ndia_, a
participao dste  insofismvel.

Sem a _superstio das origens_, embora com respeito absoluto pela
_hereditariedade_, entendemos que  do _Presente_ que importa curar; e,
desde ento, ningum contestar que a qualidade primacial da _gens lusa_
 a _maleabilidade_, ou seja sse admirvel _poder ou capacidade de
adaptao_, que torna os portugueses _cosmopolitas_, e os habilita a
assimilar, com proveito e facilidade, os produtos da _civilizao_.


2)

Cnon antropomtrico do Recm-nascido

(Durante o _primeiro ms_)


A

Projeces verticais (_altura dos segmentos_)[116]

===============================================================================
                                    |   Sexo masculino    |   Sexo feminino
                                    +-----------+-------- +-----------+--------
         Partes do corpo            |           |  Valor  |           |  Valor
                                    |Percentagem| mtrico |Percentagem| mtrico
                                    |           |absoluto |           |absoluto
------------------------------------+-----------+---------+-----------+--------
                                    |           |         |           |
           {_Cabea_                |  23%[117] |11^{cm},5|    --     |   --
I. _Busto_ {_Pesco_               }           |         |           |
           {_Tronco_                }  43%[118] |21^{cm},5|    --     |   --
                                    |           |         |           |
------------------------------------+-----------+---------+-----------+--------
                                    |           |         |           |
              {_Superior_           |           |         |           |
              { (torcico)[119]     |  34%      |17^{cm}  |    --     |   --
II. _Membros_ {                     |           |         |           |
              {_Inferior_           |           |         |           |
              { (abdominal)[120]    |  34%      |17^{cm}  |    --     |   --
                                    |           |         |           |
===============================================================================


B

Permetros (_grossura_ dos _segmentos_)

==================================================================
                                  | Valores mtricos absolutos
  Partes do corpo                 +---------------+---------------
                                  | Sexo masculino| Sexo feminino
----------------------------------+---------------+---------------
                                  |               |
 I. _Cabea_ (Permetro craniano) |   32^{cm},56  |     --
II. _Tronco_ (Permetro torcico) |   33^{cm}     |     --
                                  |               |
==================================================================


C

Dimetros (_espessura e largura dos segmentos_)

=======================================================================
                                    |   Valores mtricos absolutos
         Partes do corpo            +-----------------+----------------
                                    | Sexo masculino  | Sexo feminino
------------------------------------+-----------------+----------------
                                    |                 |
        { _ntero-posterior mximo_ |    11^{cm},35   |       --
_Cabea_{                           |                 |
        { _transverso_              |     9^{cm},11   |       --
                                    |                 |
=======================================================================


D

Outras MEDIDAS:

=============================================================================
                                            | Sexo masculino | Sexo feminino
                                            +----------------+---------------
                                            |                |
                  { _de todo o corpo_       | 3^{quil.},236  | 3^{quil.},103
                  { _do crebro_            |   350^{gr}.    |   290^{gr}.
_Densidade_ (pso){ _do crebro em relao_ |                |
                  {  _ao corpo_             |      11%       |      --
--------------------------------------------+----------------+---------------
_ndice ceflico_                           |      80,2      |      --
                                            |                |
                   { 1.^o[121]              |     100        |      --
_ndices torcicos_{                        |                |
                   { 2.^o[122]              |      66        |      --
                                            |                |
=============================================================================


Conformao geral do recm-nascido[123]:

1) _Cabea volumosa._ (Na _cabea_, o que mais avulta  o _crnio_; a
_face_  pouco desenvolvida);

2) _Tronco cilindrico._ (Os dimetros do _trax_ so iguais);

3) _Pernas curtas._


 _criana que vem de nascer_, chamou Virchow _um ser espinhal_; e com
razo, porque, embora ela possua um _crebro_, j bastante
desenvolvido[124], todavia, em tda a _dinmica da sua vida_, no existe
_acto_, que possa furtar-se ao mais completo e perfeito
_automatismo_[125].

[Figura: CNON ANTROPOMTRICO DO RECM-NASCIDO

Fig. 12]

Se fsse lcito falar de uma _psicologia_ do _recm-nascido_, seria para
lhe reduzir a _conscincia embrionria_  _cenestesia_ (sensaes
viscerais) e ao _instinto de nutrio_[126].

De facto,  _hora da nascena_, a _criana_ (como os _anencfalos_) no
passa dum _reactivo_ (sem _espontaneidade_) s excitaes do _mundo
externo_; e, por muito tempo ainda, ficar uma perfeita _mquina de
absorpo_, destinada a servir, qusi exclusivamente, as necessidades da
_vida vegetativa_[127].

No se torna, portanto, muito difcil descobrir a _frmula psquica do
recm-nascido_: _une bouche qui vagit et qui absorbe_, como escreveu o
director do _Instituto de psicologia zoolgica_, de Paris[128].


3)

Cnon antropomtrico da Infncia

(Pelos _trs anos_)


A

Projeces verticais (_altura_ dos _segmentos_)[129]

===============================================================================
                                   |   Sexo masculino    |   Sexo feminino
                                   +-----------+-------- +-----------+---------
         Partes do corpo           |           |  Valor  |           |  Valor
                                   |Percentagem| mtrico |Percentagem| mtrico
                                   |           |absoluto |           |absoluto
-----------------------------------+-----------+---------+-----------+---------
                                   |           |         |           |
           {_Cabea_               |    20%    |16^{cm},6|    --     |16^{cm},6
I. _Busto_ {_Pesco_              }           |         |           |
           {_Tronco_               }    42%    |34^{cm},8|    --     |34^{cm}
                                   |           |         |           |
-----------------------------------+-----------+---------+-----------+---------
                                   |           |         |           |
              {_Superior_          |           |         |           |
              { (torcico)         |    37%    |30^{cm},7|    --     |29^{cm},9
II. _Membros_ {                    |           |         |           |
              {_Inferior_          |           |         |           |
              { (abdominal)        |    38%    |31^{cm},6|    --     |30^{cm},8
                                   |           |         |           |
===============================================================================


B

Permetros (_grossura_ dos _segmentos_)

==================================================================
                                  | Valores mtricos absolutos
  Partes do corpo                 +---------------+---------------
                                  | Sexo masculino| Sexo feminino
----------------------------------+---------------+---------------
                                  |               |
 I. _Cabea_ (Permetro craniano) |    48^{cm}    |     --
II. _Tronco_ (Permetro torcico) |    50^{cm}    |     --
                                  |               |
==================================================================


C

Dimetros (_espessura_ e _largura_ dos _segmentos_)

=======================================================================
                                    |   Valores mtricos absolutos
         Partes do corpo            +-----------------+----------------
                                    | Sexo masculino  | Sexo feminino
------------------------------------+-----------------+----------------
                                    |                 |
        { _ntero-posterior mximo_ |    16^{cm},7    |       --
_Cabea_{                           |                 |
        { _transverso_              |    13^{cm},4    |       --
                                    |                 |
=======================================================================


D

Outras MEDIDAS:

===============================================================================
                                            |  Sexo masculino |  Sexo feminino
                                            +-----------------+----------------
                                            |                 |
                  { _de todo o corpo_       | 11^{quil.},700  | 11^{quil.},250
                  { _do crebro_            |   800^{gr}.     |   780^{gr}.
_Densidade_ (pso){ _do crebro em relao_ |                 |
                  {  _ao corpo_             |       7%        |      --
--------------------------------------------+-----------------+----------------
_ndice ceflico_                           |       80        |      --
                                            |                 |
                   { 1.^o                   |       --        |      --
_ndices torcicos_{                        |                 |
                   { 2.^o                   |       60        |      --
                                            |                 |
==============================================================================

J. J. Rousseau exps, no seu _Emlio_, tdas as _ideas essenciais_  boa
organizao dum _cnon psquico da infncia_. Diz le: Les premires
sensations des enfants sont purement affectives; ils n'aperoivent que
le plaisir et la douleur. Ne pouvant ni marcher ni saisir, ils ont
besoin de beaucoup de temps pour se former, peu  peu, les sensations
reprsentatives qui leur montrent les objets hors d'eux-mmes; mais en
attendant que ces objets s'tendent, s'loignent pour ainsi dire de
leurs yeux, et prennent pour eux des dimensions et des figures, le
retour des sensations affectives commence  les soumettre  l'empire de
l'habitude; on voit leurs yeux se tourner sans cesse vers la
lumire...[130].

[Figura: CNON ANTROPOMTRICO DA INFNCIA

Fig. 13]

A _idade infantil_ (at aos trs anos) ser tda preenchida pela
_aquisio de hbitos_, que tornem possvel e rpida a _faculdade de
adaptao_.

O _infante_ no  j smente _uma bca que absorve_; mas tambm uma
_actividade que se exerce_, no sentido de promover e assegurar o seu
_equilbrio com o meio_.

So _molas reais_ da _dinmica infantil_ o _prazer_ e a _dr_; e a stes
_estimulantes_ da _evoluo orgnica_, se deve qusi tda a _frmula
psquica da infncia_, que  anloga  do _animal superior_[131].

No ser, pois, de admirar que as _aquisies mentais_ das crianas
desta _idade_ se subordinem _ lei da recorrncia_, que  o grande
_princpio regulador_ de tda a _vida representativa_[132].

Em resumo, a _psicologia da infncia_, longe de confinar-se no
_mecanismo dos instintos_, ultrapassa a prpria _esfera da
afectividade_, e compreende j as manifestaes complexas da _percepo_
e da _associao_[133].


4)

Cnon antropomtrico da Puercia

(Pelos _sete anos_)


A

Projeces verticais (_altura_ dos _segmentos_)[134]

===============================================================================
                                   |   Sexo masculino    |   Sexo feminino
                                   +-----------+-------- +-----------+---------
         Partes do corpo           |           |  Valor  |           |  Valor
                                   |Percentagem| mtrico |Percentagem| mtrico
                                   |           |absoluto |           |absoluto
-----------------------------------+-----------+---------+-----------+---------
                                   |           |         |           |
           {_Cabea_               |    16%    |18^{cm},3|    --     |16^{cm},9
I. _Busto_ {_Pesco_              }           |         |           |
           {_Tronco_               }    40%    |45^{cm},8|    --     |42^{cm},4
                                   |           |         |           |
-----------------------------------+-----------+---------+-----------+---------
                                   |           |         |           |
              {_Superior_          |           |         |           |
              { (torcico)         |    42%    |48^{cm}  |    --     |44^{cm},5
II. _Membros_ {                    |           |         |           |
              {_Inferior_          |           |         |           |
              { (abdominal)        |    44%    |50^{cm},4|    --     |46^{cm},7
                                   |           |         |           |
===============================================================================


B

Permetros (_grossura_ dos _segmentos_)

==================================================================
                                  | Valores mtricos absolutos
  Partes do corpo                 +---------------+---------------
                                  | Sexo masculino| Sexo feminino
----------------------------------+---------------+---------------
                                  |               |
 I. _Cabea_ (Permetro craniano) |   50^{cm},8   |     --
II. _Tronco_ (Permetro torcico) |   50^{cm},3   |     --
                                  |               |
==================================================================


C

Dimetros (_espessura_ e _largura_ dos _segmentos_)

=======================================================================
                                    |   Valores mtricos absolutos
         Partes do corpo            +-----------------+----------------
                                    | Sexo masculino  | Sexo feminino
------------------------------------+-----------------+----------------
                                    |                 |
        { _ntero-posterior mximo_ |    17^{cm},6    |       --
_Cabea_{                           |                 |
        { _transverso_              |    14^{cm}      |       --
                                    |                 |
        { _ntero-posterior_        |    14^{cm},4    |       --
_Tronco_{                           |                 |
        { _transverso_              |    20^{cm}      |       --
                                    |                 |
=======================================================================


D

Outras medidas:

===============================================================================
                                            |  Sexo masculino |  Sexo feminino
                                            +-----------------+----------------
                                            |                 |
                  { _de todo o corpo_       | 18^{quil.},900  | 16^{quil.},450
                  { _do crebro_            |  1^{quil.},100  |   950^{gr}.
_Densidade_ (pso){ _do crebro em relao_ |                 |
                  {  _ao corpo_             |       5%        |      --
--------------------------------------------+-----------------+----------------
_ndice ceflico_                           |       79        |      --
                                            |                 |
                   { 1.^o                   |      138        |      --
_ndices torcicos_{                        |                 |
                   { 2.^o                   |       51        |      --
                                            |                 |
==============================================================================


Na _progressiva diferenciao funcional da criana_, a _puercia_ ocupa
um lugar proeminente, porque  nesta _idade_ que a _espontaneidade
mental_, servida pela _experincia_, abre novos horizontes  _vida
representativa_; e gera a _idea do eu_, que vai ser a _base da
personalidade_[135].

O psiclogo Baldwin caracterizou a _puercia_, chamando-lhe: _perodo
de percepo dos objectos_, e de correspondentes _reaces_, por
_sugesto_ e _imitao_[136].

[Figura: CNON ANTROPOMTRICO DA PUERCIA

Fig.14]

Efectivamente, o que mais domina, nesta poca, so os _intersses
perceptivos e glssicos_[137]; alm de que, o desenvolvimento da
_ateno espontnea_ e o incio da _ateno voluntria_ (condies
essenciais do _raciocnio_) tambm so suas caractersticas.

Sintticamente, a _puercia_ representa, na _vida evolutiva_ da criana,
a _idade mdia_, ou o _perodo de transio_ (ainda no influenciado
pela _lei dos sexos_) entre a _impulsividade dos instintos_, temperada
j por uma certa _autonomia da conscincia_, e a _idade crtica do
crescimento_, que ser aquela, em que se operar a transformao
definitiva do _corpo da criana_ no _organismo do adulto_.


5)

Cnon antropomtrico da Puberdade

(Pelos _quinze anos_)


A

Projeces verticais (_altura_ dos _segmentos_)[138]

===============================================================================
                                   |   Sexo masculino    |   Sexo feminino
                                   +-----------+-------- +-----------+---------
         Partes do corpo           |           |  Valor  |           |  Valor
                                   |Percentagem| mtrico |Percentagem| mtrico
                                   |           |absoluto |           |absoluto
-----------------------------------+-----------+---------+-----------+---------
                                   |           |         |           |
           {_Cabea_               |    14%    |21^{cm},6|    --     |21^{cm},2
I. _Busto_ {_Pesco_              }           |         |           |
           {_Tronco_               }    39%    |60^{cm},4|    --     |59^{cm},3
                                   |           |         |           |
-----------------------------------+-----------+---------+-----------+---------
                                   |           |         |           |
              {_Superior_          |           |         |           |
              { (torcico)         |    44%    |69^{cm},7|    --     |68^{cm},4
II. _Membros_ {                    |           |         |           |
              {_Inferior_          |           |         |           |
              { (abdominal)        |    47%    |72^{cm},8|    --     |71^{cm},5
                                   |           |         |           |
===============================================================================


B

Permetros (_grossura_ dos _segmentos_)

==================================================================
                                  | Valores mtricos absolutos
  Partes do corpo                 +---------------+---------------
                                  | Sexo masculino| Sexo feminino
----------------------------------+---------------+---------------
                                  |               |
 I. _Cabea_                      |   54^{cm}     |   51^{cm}
II. _Tronco_                      |   72^{cm},6   |   71^{cm},5
III. _Brao_                      |   24^{cm},3   |      --
IV. _Antebrao_                   |   20^{cm}     |      --
V. _Cxa_                         |   44^{cm}     |      --
VI. _Perna_                       |   29^{cm}     |      --
                                  |               |
==================================================================


C

Dimetros (_espessura_ e _largura_ dos _segmentos_)

=======================================================================
                                    |   Valores mtricos absolutos
         Partes do corpo            +-----------------+----------------
                                    | Sexo masculino  | Sexo feminino
------------------------------------+-----------------+----------------
                                    |                 |
            { _ntero-posterior_    |    18^{cm},6    |       --
I. _Cabea_ {                       |                 |
            { _transverso_          |    14^{cm},8    |       --
                                    |                 |
            { _ntero-posterior_    |    19^{cm},1    |       --
II. _Tronco_{                       |                 |
            { _transverso_          |    26^{cm}      |       --
                                    |                 |
            { _ntero-posterior_    |    16^{cm},5    |       --
III. _Bacia_{                       |                 |
            { _transverso_          |    22^{cm}      |       --
                                    |                 |
=======================================================================


D

Outras medidas:

===============================================================================
                                            |  Sexo masculino |  Sexo feminino
                                            +-----------------+----------------
                                            |                 |
                  { _de todo o corpo_       | 46^{quil.},300  | 49^{quil.},435
                  { _do crebro_            |  1^{quil.},300  |  1000^{gr}.
_Densidade_ (pso){ _do crebro, em_        |                 |
                  {  _relao ao corpo_     |       3%        |      --
--------------------------------------------+-----------------+----------------
_ndice ceflico_                           |       79        |      --
                                            |                 |
                   { 1.^o                   |      136        |      --
_ndices torcicos_{                        |                 |
                   { 2.^o                   |       46        |      --
                                            |                 |
_ndice plvico_                            |       75        |      --
                                            |                 |
==============================================================================


A _adolescncia_ constitue uma poca de _instabilidade orgnica_, que
prepara a _criana_ para os _desequilbrios da puberdade_.

Nenhum perodo da vida, escreve Mendousse,  mais fecundo em surprsas
de todo o gnero, porque, ao lado das _faculdades novas_ que comeam a
desenhar-se, persistem os _hbitos antigos_, que no querem
desaparecer[139].

Daqui, um _conflito de energias_, que lana o _adolescente_ em
_perplexidades_, cuja eficincia, por vezes, lhe pode ser funesta.

[Figura: CNON ANTROPOMTRICO DA PUBERDADE

Fig. 15]

Stanley Hall redigiu o _catlogo_ dos _contrastes_ e das _flutuaes
mentais e morais da adolescncia_, pelo qual se v que, de facto, a
_criana_ desta _idade_ possue uma _vida inadaptada_, que  a fonte dos
seus _rros_ e da maior parte dos seus _sofrimentos_[140].

Quando a _puberdade_ se aproxima, ento, a _anarquia_ e o _choque_ das
_tendncias_, ainda  maior.

A _criana_, solicitada por _fras estranhas_, cujos efeitos
desconhece, sofre dum _desequilbrio_, que lhe no permite adaptar-se,
desde logo, s _condies do meio_; e passaro alguns anos, antes que se
organizem, em direces definidas, os _novos hbitos mentais_, que as
_novas circunstncias_ exigem.

A _puberdade_  o _centro do crescimento_; a _idade crtica_, por
excelncia; aquela, em que se decide a _sorte_, todo o _futuro_ da
_criana_[141].

poca das _grandes transformaes do organismo_; e, sob a influncia da
_diferenciao, estdio decisivo da constituio especfica de cada
sexo_, a _puberdade_ marca, na marcha da _evoluo_, o momento preciso,
em que a _Natureza_ entra de preparar o _ser humano_ para o _exerccio
da funo_, de que depende a _perpetuidade da espcie_.

Esta  a sua _caracterstica fundamental e diferencial_, o _eixo_ sbre
que gira toda a _complexa e contraditria psicologia do adolescente_.




CAPTULO V


     Processo bio-qumico do crescimento: osteognese


1.--Como fenmeno do _metabolismo funcional_, o crescimento  uma
resultante da _sntese assimiladora do organismo_, operada sob a
influncia das _leis fsico-qumicas_, que a regulam[141].

Essa _sntese_, porm, no se realiza, da mesma maneira e nas mesmas
condies, em relao a todos os _tecidos do organismo_; antes cada
_elemento somtico_ cresce, a seu modo, consoante a _estrutura_ que
possue e a _funo_ a que se destina.

Ora, sendo provvel que  _aco osteognica_ se subordine o
_crescimento_ de todos os _tecidos_ do organismo, tanto em
_macroplastia_ (crescimento vertical), como em _euriplastia_
(crescimento horizontal),  do _crescimento sseo_ que nos devemos
ocupar.

2.--Principiando pelo _crnio_, todos sabem que a sua _morfologia_ se
modifica constantemente, desde a _vida embrionria_, at  _velhice_.

No incio da _gestao_, o _crnio_  _cartilaginoso_ e _membranoso_;
depois, no _estado fetal_, adquire grande nmero de _pontos de
ossificao_, de textura diversa, que se vo mutuamente soldando, de
modo que,  _nascena_, o seu nmero  j muito limitado.

No , pois, de admirar que a _abbada craniana_ do _recm-nascido_ e a
do _infante_ se componham, desde logo, de _ossos_, ligados uns aos
outros, por _suturas_ e _fontanelas_[143], cujas principais, em _norma
superior_, so a _oblica_ e a _brgmtica_ (vulgo, a _moleirinha_, que
fecha completamente, pelos quinze meses); e, em _norma lateral_, a
_astsica_[144].

A ossificao, porm, dsses _espaos membranosos_, faz-se com tamanha
rapidez que, pelos meados da _infncia_, no existem j seno _suturas_,
as quais, por sua vez, tambm vo desaparecendo, pela vida adiante, e de
tal sorte que, na _extrema velhice_, o crnio reduz-se a uma _massa
ssea_, qusi tam contnua e homognea, como o era o _crnio membranoso
do embrio_[145].

3.--Onde, todavia, se revela melhor o _mecanismo_ do crescimento,  na
evoluo da _coluna vertebral_ (a princpio, tda ela cartilaginosa) e,
sobretudo, no crescimento dos _ossos longos do organismo_.

Na extremidade de cada _difise ssea_ existe uma espcie de apndice,
chamado _epfise_, que se liga quela, por uma cartilagem, de natureza
particular, que os antroplogos designam pelo nome de _cartilagem de
conjugao_.

Emquanto dura o _perodo de crescimento_ (entre os vinte e os vinte e
cinco anos), as _epfises_, normalmente, permanecem separadas da _massa
ssea_ que lhes corresponde (difises), pela respectiva _faixa
cartilaginosa_, cuja estrutura  sede de uma _transformao
histo-quimica_[146]; mas, quando aquele perodo se encerra, em
obedincia  _lei da hereditariedade_,  porque as _epfises_ se
soldaram s _difises_, ou a _ossificao_ invadiu, em tda a sua
espessura, as _cartilagens de conjugao_.

[Figura: Fig. 16]

As duas _figuras_ que, a seguir, publicamos, extradas da Obra de
Launois, j citada, so _radiografias_ da mo e do joelho dum indivduo
de _estatura gigantesca_, que, pelos trinta anos, continuava a
_crescer_. Nessas _radiografias_, se observa ntidamente a
_persistncia_ daquelas _cartilagens_, a separar, por exemplo, as
_difises do cbito e do rdio_ (figura, n.^o 16) e as _difises do
fmur, da tbia e do perneo_ (figura, n.^o 17) das _epfises_, que lhes
pertencem.

[Figura: Fig. 17]

Segundo Topinard, so renidas ao _corpo do respectivo sso_, pelos
quinze anos, as _extremidades superiores_ do _rdio_ e do _cbito_
(epfeses); pelos dezassete, _as_ dos _dedos_; pelos dezoito, _as_ do
_fmur_, e as _inferiores_ da _tbia_ e do _perneo_; pelos dezanove,
_as_ dos _metatrsios_, e _a superior_ do _humerus_; finalmente, pelos
vinte, _as_ dos _mtacrpios_, e as das _extremidades inferiores_ do
_fmur_, do _rdio_, do _perneo_ e do _cbito_[147].





CAPTULO VI


     Frmulas antropomtricas do crescimento normal, nas idades de
     evoluo. Anomalias do crescimento; sua determinao, pelo
     processo antropomtrico.


1.--Como se depreende dos _quadros_ expostos no captulo IV, cada _idade
de evoluo_ possue suas _caractersticas antropomtricas essenciais_.

Estas _caractersticas_ derivam, no smente das assinaladas _dimenses
verticais e horizontais_ e doutros _elementos_ do _slido humano_, em
cada uma daquelas _idades_, como tambm e principalmente das _formas_ e
_cubagens_ dos respectivos _rgos_.

Ora, tanto as _formas_ (que resultam do _desenvolvimento relativo_ das
diversas partes dum _rgo_), como as _cubagens_ (que atestam o seu
_volume especfico_), podem exprimir-se, por meio de _frmulas_ (a que
chamam _ndices_), que denunciam sintticamente as _relaes arimticas_
de determinadas _dimenses_ com outras, que se tomam por
_unidades_[148].

Os _ndices_ que, em ordem ao fim que nos propmos, mais importa
considerar, so:

1) o _ndice ceflico_ (_D. T. C._ x _100_ / _D. A. P. C._);

2) os _ndices torcicos_ ([_D. T. T._ x _100_ / _D. A. P. T._] e [_P.
T._ x _100_ / _A._]);

3) o _ndice do tronco_ (_B._ x _100_ / _A._);

4) o _ndice muscular_ (_Ab. M._ / _P._); e, finalmente,

5) o _ndice crebro-visceral_ (_C._ / _V._).

O _ndice ceflico_ (expresso da relao centesimal do _dimetro
ntero-posterior mximo do crnio_ com o seu _dimetro transverso
mximo_) , em Portugal, segundo as _notaes_ registadas, de 80, desde
a _recm-nascena_ at  _infncia_; e de 76-79, desde a _puercia_, at
 _puberdade_. No _adulto_, ste _ndice_, desprezando fraces, fixa-se
em 76[149].

O _primeiro ndice torcico_ (expresso da relao centesimal do
_dimetro ntero-posterior mximo do trax_ (espessura do peito) com o
seu _dimetro transverso mximo_ (largura do peito),  de 100, na
_recm-nascena_; de 138, na _puercia_; de 136, na _puberdade_; e de
139, na _idade adulta_[150].

O _segundo ndice torcico_ (expresso da relao do _permetro
torcico_ multiplicado por cem, com a _altura do corpo_) decresce
gradualmente, com a idade (66, na _recm-nascena_; 60, na _infncia_;
51, na _puercia_), at  _puberdade_, em que baixa a 46. O _ndice do
adulto_ (s. m.) 50, (s. fem.) 55.

O _ndice do tronco_ (frmula da relao centesimal que existe entre as
dimenses verticais do _busto_ e as da _estatura_) tem servido de
_critrio_ para agrupar as _crianas_ em trs categorias, consoante so
_braqusquelas_ (pernas curtas), _macrsquelas_ (pernas longas) ou
_mesatsquelas_ (pernas mdias).

A _braquisquelia normal_  a _forma antropomtrica_, peculiar da
_recm-nascena_, da _infncia_ e ainda da _puercia_. O nmero mdio,
que exprime o respectivo _quociente_, oscila, segundo os nossos
clculos, entre 55 e 80.

A _macrosquelia_ manifesta-se, na _adolescncia_ e, sobretudo, no
_perodo peri-pubertrio_. O _ndice_ que lhe corresponde varia de 50 a
55.

Finalmente, a _mesatisquelia_ (caracterstica da _idade adulta_), em
circunstncias normais, por isso mesmo que exprime a _forma definitiva_
do _slido humano_, s se esboa, a partir da _puberdade_.

O _quociente_ respectivo  52[151].

Resta o _ndice muscular_ (relao do _permetro mximo do antebrao_
com o _pulso_) para cuja avaliao carecemos de elementos suficientes; e
o _ndice cbico crnio-visceral_ (_C/V_), do qual _C_ representa o
_volume aproximado do crebro_, determinado pelo clculo da _capacidade
craniana_ (dupla multiplicao dos _dimetros ntero-posterior mximo_,
_transverso mximo_, _e vertical_); e _V_, a _capacidade do tronco_,
onde se acham encerradas as _vsceras_ (tambm dupla multiplicao dos
_dimetros ntero-posterior mximo_, e _transverso mximo do trax_, e
_vertical do tronco_).

ste _ndice_ (_C/V_) que exprime, portanto, a _relao proporcional_
que existe entre o _encfalo_ (centro da _vida mental_) e as _vsceras_
(centro da _vida vegetativa_), varia enormemente, desde o _nascimento_
at  _idade adulta_, numa _ordem decrescente_, que desce de 74 a 20.

2.--Como, noutro lugar dissemos, o crescimento, cujas _frmulas
antropomtricas_ acabamos de sumariar, pode ser _retardado_ ou
_acelerado_, por virtude de mltiplices _influncias_, sem que, por sse
facto, deixe de considerar-se como _normal_.

Se, porm, o _limite das oscilaes do crescimento_ fr ultrapassado,
ento, sem dvida que se tratar de _crescimento anormal_, ou de
_anomalias do crescimento_.

Estas _anomalias_, consoante as circunstncias, podero revestir
diferentes _formas_; mas as principais so redutveis a trs:

1) _suspenses_;
2) _desvios_;
3) _desequilbrios do crescimento_.

As _suspenses do crescimento_ do origem ao _nanismo_, ao
_raquitismo_, ao _infantilismo_, etc.[152].

Os _desvios_ e os _desequilbrios_ podem gerar o _virilismo_, o
_feminismo_, o _gigantismo_, a _acromegalia_, o _senilismo_; e, alm
doutras anomalias, o simples _retardamento_ ou _atraso fsico_[153].

Tdas estas _doenas_, por via de regra, derivam de _estados orgnicos_,
a que os mdicos chamam _distrofias_ (do grego [Grego: Dustrophos]);
havendo-as do _pncreas_, das _cpsulas supra-renais_, do _fgado_, das
_glndulas genitais_, do _timus_, e, sobretudo, do _corpo tiroide_,
glndula de secreo interna, situada na parte externa do _canal
laringo-traqueal_[154].

A _insuficincia tiroidiana_ (hipotiroidia),  a principal causa do
maior nmero das _anomalias do crescimento_. Porqu? Laumonier
responde: porque essas _anomalias_ andam sempre ligadas (como o _efeito_
 sua _causa_)  carncia das _substncias_ (que o _corpo tiroide_,
normalmente, segrega) capazes de neutralizar a aco dos _venenos_
produzidos pelo prprio _organismo_, e de tornar os _elementos nervosos_
refractrios a sses venenos[155].

O _mixedma_, por exemplo, em tdas as suas formas, deriva de
perturbaes orgnicas, que teem a sua origem na _atrofia_ ou no
desaparecimento do _corpo tiroide_; mas o _gigantismo_, a que j nos
referimos, resulta precisamente dum vcio oposto, a que se poder chamar
_hipertiroidia_, e que consiste em conservar, aos _ossos_, por uma
superabundncia de _secreo especfica_, alm de todo o limite, o
_poder osteognio_, ou a _capacidade de crescer_[156].

Como nota final dste captulo, cumpre estabelecer que se torna
necessrio no confundir as _anomalias do crescimento fsico_ com as
_perturbaes do desenvolvimento mental_ (idiotia, imbecilidade,
psicastenias, etc.), cujas _causas_ se devem procurar, antes, em _leses
do sistema nervoso_, determinadamente do _crebro_, do que em _afeces
somticas_; e que  no confronto das _propores normais do corpo_, nas
_idades de evoluo_, com as do _organismo que se pretende avaliar_, que
consiste o _processo antropomtrico_ da determinao das _anomalias
fsicas_.




CAPTULO VII


     Doenas das crianas, nas idades de evoluo. A mortalidade
     infantil, em Portugal. Crescimento desequilibrado; suas
     conseqncias.


1.--H certas _doenas_ que parecem _especficas_ das crianas, como a
_coqueluche_, por exemplo, as _infeces obsttricas_, etc.; e outras
que, conquanto extensveis ao _adulto_, todavia, atacam, de preferncia,
as crianas, como a _difteria_ (determinadamente, o _garrotilho_), por
exemplo, a _escarlatina_, o _trasorelho_, o _sarampo_, etc.[157].

So conhecidos vrios ensaios de classificao, por _idades_, _das
doenas infecciosas das crianas_; tendo-se procurado tambm, entre ns,
organizar, em bases srias, a _estatstica nosolgica infantil_[158].

Em face das ltimas _publicaes do Instituto central de higiene_[159],
verifica-se que, em Portugal, as _doenas_ mais freqentes da
_recm-nascena_ e da _infncia_ so aquelas que derivam da _debilidade
congnita_, dos _vcios de conformao_, e das _infeces do tubo
digestivo_ (gastro-enterite); as da _puercia_ afectam, com singular
pertincia, o _aparelho respiratrio_; e as da _adolescncia_ e
_puberdade_, incidem, determinadamente, sobre os _pulmes_ e sobre o
_sistema nervoso_[160].

2.--Em relao  _mortalidade infantil portuguesa_, reputamos
suficientemente averiguado o clculo que a eleva  enorme cifra de
_duzentos, por mil, com menos de dois anos de idade_, isto , a um
quinto dos _nados-vivos_ e _sobreviventes_, at quele limite[161]. O
seguinte _grfico_ (figura n.^o 18) exprime resultado anlogo, pelo que
respeita  cidade de Combra[162].

S, em Lisboa, Prto e Combra, morrem, em mdia, por ano, mais de _oito
mil crianas_, dambos os sexos; e, em todo o pas, de tdas as idades,
at aos vinte anos, nada menos do que, em mdia, um total,
verdadeiramente apavorante, de _cinqenta e cinco mil_, ou seja a
_metade da mortalidade geral da populao_!

3.--Nenhuma, porm, destas _afeces_ pode ser considerada como _doena
propriamente do crescimento_, isto , como _processo mrbido_, que
tenha origem exclusiva nos fenmenos da _evoluo somtica_.

sses procedem sempre dum _crescimento desigual ou desencontrado dos
tecidos do organismo_.

Sem dvida que se no trata da _desigualdade_, que resulta da _lei
fisiolgica da alternncia_; mas de _perturbaes_ ou _acidentes do
crescimento_, que possam afectar o equilbrio funcional do _slido
humano_, ou alterar-lhe a _constituio anatmica_.

Estes _acidentes_ (cuja natureza  irredutvel s _anomalias_, _de
paralelismo do crescimento_) manifestam-se, de preferncia, durante a
_fase peri-pubertria_.

_Percentagens da mortalidade das crianas da primeira infncia, na
cidade de Coimbra_


[Figura: Fig. 18

....... m. 0-1 }
               } Em relao ao total obiturio
.--.--. m. 0-2 }

------- m. 0-1   Em relao ao nmero de nascimentos]


Por essa ocasio, as crianas sofrem, muitas vezes, de dres nos
_ossos_, nas _articulaes_, nos _msculos_; teem _cefalalgias_,
freqentes; padecem de _cloro-anemia_, de _neurastenia_, de
_perturbaes cardiacas_; experimentam _mutaes bruscas de temperamento
e de carcter_; sentem _impulsividades mrbidas_; etc., etc.[163].

Ora, tda esta _sintomatologia_ constitui aquilo a que chamaremos o
_sindroma do crescimento desigual_, cujas _causas profundas_ se devem
procurar, concretamente, em _factos_, de natureza anloga  dos dois que
vamos indicar: 1) a coincidncia da _suspenso ou abrandamento_ (alis,
normal) _do crescimento cutneo_, por ocasio da _puberdade_, com o
_aumento, alm de tda a medida, dos ossos longos_, por virtude dalguma
_infeco do organismo_[164], ou de qualquer outra _causa_, _de ordem
bio-qumica_; 2) o _crescimento desencontrado do eixo cinzento_ (medula)
e do _canal sseo que lhe serve de banha_ (coluna vertebral)[165].




CAPTULO VIII


     Higiene do crescimento; exerccios fsicos: jogos e gimnstica


1.-- evidente que para _crescer bem_, no basta _deixar agir a
natureza_ (embora _isso_ seja essencial); mas tambm  necessrio
_auxiliar o crescimento_, isto , _colocar o organismo em condies que
sejam favorveis  sua evoluo normal, e impedir ou contrariar a aco
dos factores, que possam ser prejudiciais a essa evoluo_.

Entre as _prticas_ que a _higiene_ aconselha, em ordem ao _objectivo_
designado, ocupam primacial lugar os _jogos infantis_, e a _gimnstica_.

Os _jogos so agentes naturais e instintivos do crescimento fsco e do
desenvolvimento mental_, sendo por virtude da sua eficincia que a
_hipertrofia do organismo_ se realiza com maior persistncia e
eficcia[166].

Sem querermos arriscar um _conceito definitivo_ acrca da _natureza
intrnseca da actividade ldica_, diremos, entretanto, que nos parece
ser o _jgo_ um _efeito natural das leis biolgicas_, a que todos os
organismos se submetem, nas suas relaes com o _meio_, em que carecem
de subsistir.

O _jgo_  uma _forma de adaptao_, um _pr-exerccio_ (como lhe chamou
Karl Groos), um _ensaio_ ou uma _preparao para a vida_[167].

Os _instintos herdados, com a organizao e a ela inerentes_ (instintos
fundamentais) e, principalmente, os _instintos derivados dstes_
(instintos adquiridos) no aproveitariam tam perfeitamente  _vida dos
organismos_, como lhes aproveitam, pela eficincia dos _jogos_, que no
se destinam, seno a _desenvolver_, _radicar_ e _robustecer_ essas
_energias latentes_, de cuja _aco_ depende aquela _vida_[168].

Mas, alm desta _funo primordial_ (tornar apto o _ser_ para o _fim_, a
que o destinam as _leis da vida_), servem ainda os _jogos_:

1) para _desenvolver actividades novamente adquiridas_;

2) para _estimular o crescimento_;

3) para _reduzir e canalizar tendncias nocivas_;

4) para _criar e manter hbitos sociais_;

5), finalmente, para _corrigir a fadiga e regenerar as energias_,
_gastas pelo trabalho orgnico_.

Os _jogos_ so muitos, e variam, de pas para pas e, dentro de cada
nao, de provncia para provncia e at de localidade para localidade,
consoante o _gnero de vida_, as _tendncias_, as _aptides_, os _usos e
costumes_, e as _necessidades fsicas_, _morais e sociais_ das
respectivas populaes.

Tem-se procurado _classificar_ os _jogos_; mas, em virtude da
multiplicidade dos _critrios_ adoptados, falta _unidade de vistas_, e
no h acrdo nas _classificaes_[169].

Entre ns, tambm o problema no tem sido descurado, embora os
_trabalhos_ empreendidos sejam raros e incompletos[170].

Ns, reconhecendo que, _sob o aspecto pedaggico_, os _jogos_ constituem
outros tantos meios, admiravelmente eficazes, de _auxiliar o
crescimento_; _desenvolver a inteligncia_; _aguar a sensibilidade_;
_robustecer e disciplinar a vontade_; e _formar o carcter_, agrupamos
os _jogos_, nas seguintes categorias:

1) _jogos motores_ (ou _somticos_, porque desenvolvem o _organismo_);

2) _jogos sensoriais_ (porque _educam os sentidos_ e _promovem a
destreza e preciso dos movimentos_);

3) _jogos experimentais_ (porque _aperfeioam a inteligncia_, e
_satisfazem o instinto de curiosidade das crianas_);

4) _jogos afectivos_ (ou _emocionais_, porque _fomentam a cultura da
sensibilidade_);

5) _jogos inibitrios_ (porque _despertam a ateno_ e _educam a
vontade_); e, finalmente,

6) _jogos estticos_ (ou _artsticos_, porque _estimulam os sentimentos
desinteressados da criana_).

O seguinte _esquema_ resumir o nosso _ensaio de classificao_ (segundo
o _critrio_ adoptado) dos _jogos portugueses_, mais conhecidos e
praticados, em todo o pas.

2.--Do mesmo modo que os _jogos_, tambm a _gimnstica_ interessa ao
_crescimento_; no, porm, a _gimnstica pedaggica_ (til apenas 
_formao do carcter_), e muito menos a _gimnstica atltica_, que
_perturba_ e _pode comprometer_ at a _marcha_ e o _equilbrio do
crescimento_[171]; mas a _gimnstica higinica_, e desta, a
_gimnstica respiratria_, cuja prtica  de manifesta vantagem  _sade
do corpo_ e  _dinmica da sua evoluo_[172].


                                        { marcha; carreira; salto; dana;
                          { _gerais_    { luta; natao; patinagem;
                          {             { escorregamento; etc.
        { _motores_       {
        {                 {             { escondidas; caminhos; barra;
        {                 { _especiais_ { eixo; pla; arco; baloio; papagaio;
        {                               { rodas e rondas infantis;
        {                               { guerras; jgo dos patos; etc.
        {
        {                               { tiro ao alvo; malha ou fito;
        {                 { _gerais_    { jogos de equilbrio;
        {                 {             { etc.
        { _sensoriais_    {
        {                 {             { homem; semana; boto; ferrinho;
        {                 { _especiais_ { pio; cabra-cega; forquilha;
        {                               { funda; inco, bilharda; das
        {                               { cinco pedrinhas; o recorte; etc.
        {
        {                               { damas; gamo; domin;
        {                 { _gerais_    { xadrez; todos os actos de
        {                 {             { _curiosidade_; etc.
        { _experimentais_ {
        {                 {             { pacincias; adivinhas;
        {                 { _especiais_ { anel; disparates;
        {                               { coleces; etc.
_Jogos_ {
        {
        {                               { jogos de imitao,
        {                 { _gerais_    { e de imaginao;
        {                 {             { jogos de fantasia; etc.
        { _afectivos_     {
        {                 {             { a boneca; todos os actos
        {                 { _especiais_ { de auto-iluso
        {                               { consciente; etc.
        {
        {                               { todos os actos de domnio sbre
        {                 { _gerais_    { si prprio; auto-imposies e
        {                 {             { auto-represses: etc.
        { _inibitrios_   {
        {                 {             { fazer de esttua;
        {                 { _especiais_ { atitudes de imobilidade,
        {                               { diante do espelho; etc.

        {                               { construes em terra, areia, neve,
        {                 { _gerais_    { etc.; modelagem; pintura, e desenho
        {                 {             { de objectos; jogos dramticos; etc.
        { _estticos_     {
                          {             { combinaes de cres;
                          { _especiais_ { repassagem de desenhos
                                        { coloridos; etc.


So os seguintes os efeitos da _respirao profunda_, que a _gimnstica
respiratria_ promove e assegura:

1) activa as _trocas gasosas_, combinando uma maior quantidade de
_oxignio_ com a _hemoglobina do sangue_;

2) descongestiona os _rgos internos_, sobretudo, o _crebro_;

3) regulariza as _funes digestivas_;

4) desenvolve a _musculatura do trax e do abdmen_;

5) permite o arejamento das _partes do pulmo, em que o ar no penetra,
seno com dificuldade_; finalmente,

6) auxiliando a _assimilao_ e a _desassimilao_, facilita a
_ateno_, roboriza a _vontade_, assegura a _disciplina_[173].




CAPTULO IX


     Evoluo geral da mentalidade; fases desta evoluo; e leis que a
     regulam.

     Os factores bio-psquicos do crescimento


1.--A _vida mental da criana_ (psiquismo infantil) no pode isolar-se,
em nenhuma das _fases_ do seu progressivo desenvolvimento, da _evoluo
do sistema nervoso_, cuja trajectria segue, desde o _tero_.

 absolutamente incontestvel que, _sem crebro, no h
conscincia_[174], e que a _conscincia_ se afirma sempre, na razo
directa da _complexidade e da plasticidade do crebro_[175].

Certamente que no ousamos atribuir a _causalidade_ da conscincia 
pura _organizao_, como fazem os _materialistas_; mas apenas
reconhecemos o _facto averiguado_ da _perfeita correlao_ e da
_coexistncia necessria_ da _actividade psquica_ com a _energia
cerebral_[176].

Nos _animais vizinhos dos vegetais_ (infusrios, plipos, espongirios,
etc.), do mesmo modo que (segundo parece) tambm nos _vermes_, no
existe ainda a _conscincia_, mas tam smente _irritabilidade_ e, quando
muito, _sensibilidade diferencial_[177];  medida, porm, que se
organiza o _sistema nervoso_, as _excitaes_ (causas fsico-qumicas
das _reaces_) vo-se convertendo em _impresses_, e estas em
_sensaes_ que, pela sua _diferenciao_, acabam por gerar a
_conscincia_, e, depois, a _auto-conscincia_, ou a _capacidade de
conhecer os prprios estados e respectivas modificaes_[178].

S a partir dos _vertebrados_,  que, por intermdio do _crebro_, se
torna possvel a _vida consciente_ e, com ela, a _ateno_, a _memria_,
a _imitao_, a _associao_; numa palavra, as chamadas _operaes
intelectuais_[179].

2.--Conquanto, porm, na _criana que vem de nascer_, exista j um
_crebro completo_, dum modo geral, _em tdas as suas partes
essenciais_, contudo, tanto a _estrutura_, dessas _partes_, como a
_aptido_ para o _seu funcionamento_  que distam ainda muito daquele
_grau de perfeio_, que se torna indispensvel para a _integralidade da
vida mental_[180].

Estudos recentes, empreendidos por investigadores emritos[181],
permitem estabelecer que, no _encfalo do recm-nascido_, a _substncia
cinzenta do crebro_  constituda por _clulas_ ainda imperfeitas; e
que carecem de consistncia e de fixidez as _fibras nervosas_ que ligam
os _hemisfrios_ aos _gnglios da base do crebro_, s _camadas
pticas_, e aos _corpos estriados_, dum modo geral, aos _centros
sub-corticais_[182].

Alm disso, sabe-se hoje que, smente a partir do primeiro ms de _vida
extra-uterina_,  que se acentuam e desenvolvem as _circunvolues_,
cuja _estrutura_ se vai complicando,  medida que a _superfcie do
crebro_ aumenta de _extenso_ e de _volume_[183]; e, finalmente, tambm
 positivo que a _mielinizao do encfalo_, conquanto seja iniciada no
_tero_, todavia, s se acaba, pela vida adiante, em _fases_ j
relativamente avanadas da _evoluo_[184].

Quer tudo isto dizer que, mesmo sob a relao do _pso_ e do _volume_, o
_crebro_ no nasce _perfeito_ e _completo_; embora, comparado com o
resto do _corpo_, traga,  _nascena_, um desenvolvimento que,
numricamente, se poder computar na _quarta parte_ (25%) _do seu volume
total_.

O _diagrama_ que, a seguir, publicamos (fig. n.^o 19), representa o
_crescimento do crebro_, desde o incio da _vida intra-uterina_, at 
_puberdade_, em que atinge o seu _mximo desenvolvimento, sob a relao
do pso e volume--absolutos_.

Mostra ste _grfico_ que o _pso absoluto do crebro_ aumenta, com a
idade, ao passo que o seu _pso relativo_ diminue.

 medida que o _organismo cresce_, o _crebro_, sem deixar de acompanhar
sse _crescimento_, at  _puberdade_, contudo, cada vez, _cresce, com
menor intensidade_ (como se verifica pelos _aumentos, relativos a cada
idade de evoluo_); e, ao mesmo tempo, acusa uma _progressiva
diminuio, nas propores que mantm com o corpo_[185].

[Figura: Fig. 19]

Donde resulta que, sob a relao da _quantidade_, a _evoluo cerebral_
realiza-se e consuma-se antes da _evoluo somtica_, embora, sob o
ponto de vista _qualitativo_, o _crebro_ continue a desenvolver-se.

O seguinte _grfico_ (figura n.^o 20), completa o anterior, por isso
mesmo que continua a _curva da evoluo_ para alm da _puberdade_, no
intuito de figurar, _quantitativamente_, tda a _vida do crebro_, desde
que o _homem_ nasce, at que morre.

Para compreenso, todavia, de todos os fenmenos da _bio-dinmica
mental_, torna-se necessrio considerar o _elemento qualitativo do
crescimento cerebral_, isto , a sua _capacidade fisiolgica_.

[Figura: Fig. 20]

Esta _capacidade_ (que tambm no exclue o _elemento quantitativo_)
compreende ou abrange a _eficincia de tdas as causas que possam
concorrer para a organizao da vida cerebral_. Dentre essas _causas_
(algumas pouco conhecidas, ainda), indicaremos, como mais importantes,
as seguintes: 1) a _composio qumica_; 2) a _quantidade de substncia
cinzenta_; 3) o _nmero e a complexidade das circunvolues_; 4) a
_morfologia do encfalo_; 5) a _relao do crebro com as outras partes
do encfalo_; 6) as _relaes do mesmo rgo com a altura e, em geral,
com a massa activa do corpo_; 7) o _exerccio cerebral_; 8) a
_experincia do indivduo_; 9) o _arranjo molecular das clulas
cerebrais_; 10) as _associaes dinmicas dos elementos nervosos_, etc.,
etc.[186].

Ora, se considerarmos todos stes _factores_, desde logo, teremos de
reconhecer a existncia de uma outra _curva_: a da _aptido funcional do
crebro_, cuja trajectria no coincide com aquela que exprime a sua
_evoluo quantitativa_, porque, como se verifica neste _diagrama_
(figura n.^o 21) o _crebro continua a crescer, depois da puberdade_ (15
anos); e at _com muito maior intensidade_, a partir dos vinte anos;
para s _se deter_, aos cinqenta, em que _estaciona_ (por tempo de dez
anos, em circunstncias normais), antes de _decrescer_, como sucede,
depois dos sessenta[187].

[Figura: Fig. 21]

Se compararmos, porm, agora, esta _curva da bio-dinmica cerebral_ com
a _curva da conscincia_ (figura n.^o 22), notaremos que, desta vez,
entre as duas _curvas_, h um _paralelismo perfeito_, o que explica e
ilustra estas palavras concludentes e profundamente autorizadas de A.
Marie: A scincia demonstra, _de uma maneira absolutamente certa_, o
facto da _simultaneidade e da correlao constantes e necessrias da
actividade nervosa com a actividade mental_, fazendo dessas actividades
_dois fenmenos inseparveis_, os quais nunca deixam de se manifestar
conjuntamente, _e nem se pode conceber que um se produza, sem o
outro_[188].

3.--O estudo (embora rpido) que vamos fazer das _fases da mentalidade_,
confirmar plenamente o nosso _conceito da evoluo da conscincia_,
pois mostrar que, entre a _inconscincia, em que a criana se gera_, e
a _inconscincia, em que o individuo acaba_, se escalonam vrios _graus
de conscincia_, cada qual representativo de seu _progresso_, e todos
ligados a _estados orgnicos_, at a um _limite_, cuja _transposio_
importa, sempre e em tdas as circunstncias, a _decadncia_ e, com ela,
a _desorganizao_ e a _morte_.

A _conscincia crepuscular_, que o _grfico_ (fig. n.^o 22) regista,
como pertencendo ao _perodo mbrio-fetal_ da _evoluo humana_, sem
dvida que no representa qualquer _estado psquico_ que possa
diferenciar-se da pura _cenestesia_. O _feto_, conquanto, em verdade,
constitua _um reactivo mais enrgico at, do que a prpria me_[189],
contudo, carece de _vida consciente_, porque, com um _crebro ainda
incipiente_ e _sentidos apenas esboados_, no  susceptvel das
_operaes orgnicas_, que condicionam aquela _vida_.

A expresso--_psicologia embriolgica_--(de que, por vezes, usam os
autores) nada mais pode significar, do que a _espcie de
semi-conscincia_, que se atribue ao _nascituro_, essa _conscincia
onrica, sui generis_, que se manifesta por um _sno, sem sonhos_, e 
qual ns chamamos _conscincia crepuscular_[190].

Para que haja _verdadeira conscincia_ (embora ainda _embrionria_ ou
_rudimentar_)  necessrio que o _indivduo humano_ deixe a _vida
parasitria_, em que persistiu, durante a _gestao_; e, pelo
_nascimento_, adquira a _vida independente_, que usufruir, at  morte.

[Figura: Fig. 22]

_Passiva_, chamamos ns  _conscincia do recm-nascido_, para
significar que ela se reduz s _sensaes, que as impresses sensoriais
determinam no seu crebro ainda virgem; e aos instintos que deve 
hereditariedade_.

E ser esta, depois do _perodo mbrio-fetal_, a _primeira fase_ da
_vida psquica da criana_, na sua _evoluo_ para a _idade adulta_.

Durante ste primeiro ms, o _recm-nascido_ sofrer a _crise grave_,
que deriva da _mudana de meio_, a que foi coagido, pelas _energias do
crescimento_, e ensaiar as primeiras _adaptaes s novas condies de
vida_[191].

Os _progressos_, todavia, sero rpidos. Desde o fim do primeiro ms,
at aos cinco anos (_infncia_ e primeira fase da _puercia_), a
actividade da _conscincia_ no cessar de intensificar-se, adquirindo a
criana _faculdades_ e _aptides_, que lhe asseguraro (cada vez, com
maior persistncia e eficcia) o _equilbrio_, de que carece, com o
_novo meio_, em que tem de viver.

Por isso, atribumos _conscincia activa_ ao _organismo_, que se
encontra neste estdio da _evoluo psquica_; isto , _qualidades_,
_energias_ e _possibilidades_, que se traduzem por _actos
neuro-psquicos_, de complexidade crescente,  medida que decorre a
_infncia_, e se entra na _puercia_, a poca inicial da
_auto-conscincia_, ou seja das _operaes superiores da vida mental_.

Assim, com a _puercia_ (poca do _pensamento espontneo_, ou _idade
preguntadora_, de Sully), alm do _desenvolvimento da linguagem_
(substituio gradual da _palavra concreta_, pelo _conceito geral ou
abstracto_)[192], aparece o _esprito de curiosidade_ (tam peculiar s
crianas desta idade); radica-se a _ateno espontnea_, e esboa-se a
_ateno voluntria_; imperam as _tendncias_ que se inspiram nos
_intersses perceptivos e glssicos_; surgem os _primeiros ensaios da
personalidade_; e afirmam-se j, embora com carcter rudimentar, as
_leis bio-psiquicas_ da _vontade consciente_.

Depois, com a _adolescncia_, e com a _puberdade_, a _curva da dinmica
mental_ subir sempre e, cada vez, com maior celeridade, para nunca mais
se deter, seno na _idade madura_, em que, havendo atingido o _mximo de
intensidade_, a perdurar, at  _decadncia_[193].

O _quadro_ (n.^o 6) que, a seguir, publicamos, resume as
_caractersticas das idades de evoluo_, distribuindo-as, pela _ordem
cronolgica do seu aparecimento_, e mantendo a _subordinao_ em que se
encontram, umas em relao s outras.


QUADRO N.^o 6

+===================+=========================================================+
|      _Idades      |                                                         |
|         de        |               _Caractersticas essenciais_              |
|      Evoluo_    |                                                         |
+-------------------+---------------------------------------------------------+
|  _Recm-nascena_ { _Vida vegetativa_, e puro _automatismo_ (a princpio)   |
|     (Durante o    {  nas relaes do _indivduo_ com o _meio_. _Reaces_   |
|      1.^o ms)    {  _mecnicas_ a _excitaes exteriores_. Necessidade     |
|                   {  mxima: _nutrio_. Primeiras _adaptaes_.            |
|                                                                             |
|                                  { _Vida afectiva simples_: prazer e dr    |
|                   { 1) _At aos  {  fsica. _Adaptaes sensorio-motoras_.  |
|     _Infncia_    { doze meses_  {  Linguagem _balbuciada_. _Interesses     |
|  (Desde o segundo {              {  perceptivos_.                           |
|  ms at aos trs {                                                         |
|       anos)       {                                                         |
|                   { 2) _Dos doze { _Vida afectiva complexa_: aco          |
|                   { meses at    {  emocional. Aquisio de _hbitos_.      |
|                   { aos trs     {  _Espontaneidade mental_. _Imitao_     |
|                   { anos_        {  passiva_. _Linguagem rudimentar_.       |
|                                                                             |
|                                  { _Ateno voluntria_. _Imaginao_       |
|                   { 1) _Dos trs {  incipiente. Desenvolvimento da          |
|                   { aos cinco    {  _memria orgnica_. _Curiosidade_.      |
|                   { anos_        {  _Interesses glssicos_.                 |
|    _Puercia_     {              {  _Sugestibilidade_. _Imitao activa_.   |
|  (Desde os trs   {              {  _Linguagem racional_.                   |
|  aos sete anos)   {                                                         |
|                   {              { Organizao da _vida mental_. _Poder     |
|                   { 2) _Dos      {  de anlise_. _Memria psquica_.        |
|                   { cinco aos    {  Diferenciao das _funes psquicas_.  |
|                   { sete anos_   {  _Interesses gerais_. _Linguagem         |
|                                  {  integral_. _Actividade ldica intensa_. |
|                                                                             |
|                                  { Fixao e expanso da _personalidade_.   |
|                                  {  _Egocentrismo_. _Sociabilidade_.        |
|                   { 1) _Sexo     {  Desenvolvimento da _vontade_.           |
|  _Adolescncia_   { masculino_   {  _Dinamogenia dos sentimentos_.          |
|  (Desde os oito   {              {  _Interesses morais e estticos_.        |
|  aos doze anos)   {                                                         |
|                   {              { _Perodo sentimental_. _Plasticidade     |
|                   { 2) _Sexo     {  orgnica e psquica_. _Exuberncia de   |
|                   { feminino_    {  movimentos_. _Esprito de iniciativa,   |
|                                  {  e de emulao_. _Pudor_.                |
|                                                                             |
|                                  { _Instinto sexual_. _Instabilidade        |
|                                  {  psquica_. Impulses do _temperamento_. |
|                   { 1) _Sexo     {  Formao definitiva do _carcter_.      |
|                   { masculino_   {  Concentrao mental; e diferenciao    |
|   _Puberdade_     {              {  de tdas as _faculdades_. _Interesses   |
|  (Dos doze aos    {              {  ticos e sociais_.                      |
|    dezasseis      {                                                         |
|       anos)       {              { _Exaltao do sentimento_. Imaginao    |
|                   {              {  viva. _Diferenciao sexual_. Aquisio |
|                   { 2) _Sexo     {  dos _hbitos caractersticos da         |
|                   { feminino_    {  mulher_. Perfeita adaptao ao seu      |
|                                  {  _fim fisiolgico_. _Coquetismo_.        |
|                                  {  _Interesses ticos e sociais_.          |
+===================+=========================================================+


4.--O _estudo sinttico_, que temos feito da _evoluo mental_, revela,
nessa evoluo, do mesmo modo que no _crescimento fsico_, a
existncia, tanto de _leis gerais_ (relativas  _dinmica psquica_,
considerada _in totum_), como de _leis especiais_ (privativas de cada
_funo_).

Entre aquelas, ocupam primacial lugar as duas seguintes:

1) O _processo bio-psquico da evoluo mental_ depende, em grande
parte, do _crescimento fsico_, e acompanha sempre o _desenvolvimento do
sistema nervoso_[194];

2) O _contedo da conscincia_ (quantidade de _conhecimentos_, e
valorizao de _funes_) est na razo directa da _complexidade das
relaes da criana com o meio_.

Quanto s _leis especiais_, indicaremos estas, apenas:

1) a _ateno_  a condio primria da _conscincia_;

2) a _memria_ depende da _plasticidade do crebro_;

3) entre o _pensamento_ e a _vida das imagens cerebrais_ a relao  a
mesma que existe entre a _concluso_ e as _premissas_ dum _raciocnio_;

4) as _formas de expresso_ derivam de _actos reflexos_, e passam dos
_gestos_ s _palavras_, e destas aos _sinais_, que as exprimem.

5.--Para concluso dste captulo, resta enumerar ainda os _factores
bio-psquicos do crescimento_; isto , tdas aquelas _energias_, e
todos aqueles _meios de aco_, que podem influir no _processo da
evoluo_ (tanto _somtica_, como _psquica_). sses _factores_,
condens-los hemos, no seguinte _esquma_:


                                    { _ancestrais_ (hereditariedade).
                    { _naturais_    {
                    {               {            { _actividade ldica_ (jogos).
                    {               { _pessoais_ {
Factores da         {                            {             { _passiva._
_evoluo orgnica_ {                            { _imitao_  {
                    {                                          { _activa._
                    {
                    {               { _exerccios fisicos._
                    { _artificiais_ {
                                    { _gimnstica._




Apndices




APNDICES

I


     Elementos para a organizao de uma caderneta pedolgica, destinada
     a sistematizar o estudo do crescimento




1)

_Indicaes prvias relativas ao exemplar de estudo:_


1) _Nome e pronomes_.....................................

                      { _Nome_...........................
                      {
              { _Pai_ { _Idade_..........................
              {       {
              {       { _Estatura_.......................
2) _Filiao_ {
              {       { _Nome_...........................
              {       {
              { _Me_ { _Idade_..........................
                      {
                      { _Estatura_.......................

3) _Naturalidade_........................................

4) _Residncia_..........................................

                                   { _econmicas_[195]...
                                   {
5) _Condies do meio em que vive_ { _morais_[196].......
                                   {
                                   { _sociais_[197]......

6) _Ensino que recebe_[198]..............................

7) _Antecedentes hereditrios_[199]......................

8) _Antecedentes pessoais_[200]..........................

9) _Particularidades_[201]...............................

10) _Aspecto geral_[202].................................




2)

_Exame fisiolgico e clnico_:


                                  +===============================+
                                  |           TRIMESTRES          |
                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
                                  |1.^o       4.^o        7.^o    |
                                  | | 2.^o      | 5.^o      | 8.^o|
                                  | |   | 3.^o  |   | 6.^o  |   | |
                                  | |   |   |   |   |   |   |   | |
                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
1) Data da observao             |   |   |   |   |   |   |   |   |
                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
2) Pele e couro cabeludo[203]     |   |   |   |   |   |   |   |   |
                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
3) Ossos e articulaes[204]      |   |   |   |   |   |   |   |   |
                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
4) Aparelho digestivo[205]        |   |   |   |   |   |   |   |   |
                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
5) Aparelho respiratrio[206]     |   |   |   |   |   |   |   |   |
                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
6) Aparelho circulatrio[207]     |   |   |   |   |   |   |   |   |
                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
7) Aparelho gnito-urinrio[208]  |   |   |   |   |   |   |   |   |
                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
8) Aparelho locomotor[209]        |   |   |   |   |   |   |   |   |
                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
9) Sistema nervoso[210]           |   |   |   |   |   |   |   |   |
                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
10) Malformaes[211]             |   |   |   |   |   |   |   |   |
                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
11) Deformaes[212]              |   |   |   |   |   |   |   |   |
                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
12) Fra fsica[213]             |   |   |   |   |   |   |   |   |
                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
13) Fadigabilidade[214]           |   |   |   |   |   |   |   |   |
                                  +===+===+===+===+===+===+===+===+




Mensuraes do corpo humano

V. _Vrtex._
C. _Canal auditivo._
F. _Frcula esternal._
A. _Acromion._
E. _Epicndilo._
I. _Crista ilaca._
T. _Grande trocnter._
P. _Pbis._
M. _Mdio._
J. _Joelho._
Mal. _Tornozlo._


[Figura: Pontos de Referncia]




3)

_Exame antropomtrico_[215]:

+=============================================================================+
|                 MEDIDAS                     |          TRIMESTRES           |
+---------------------------------------------+-------------------------------+
|                                             |1.^o       4.^o        7.^o    |
|                                             | | 2.^o      | 5.^o      | 8.^o|
|                                             | |   | 3.^o  |   | 6.^o  |   | |
|                                             | |   |   |   |   |   |   |   | |
|---------------------------------------------+---+---+---+---+---+---+---+---+
|                                             |   |   |   |   |   |   |   |   |
|             1) Data da observao           |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|             2) Pso                         |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|          {  3) Vrtex (em p)               |   |   |   |   |   |   |   |   |
|          {                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
|          {  4) Vrtex (assentado)           |   |   |   |   |   |   |   |   |
|          {                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
|          {  5) Canal auditivo               |   |   |   |   |   |   |   |   |
|          {                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
|          {  6) Frcula esternal             |   |   |   |   |   |   |   |   |
|          {                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
|Projeces{  7) Acromion                     |   |   |   |   |   |   |   |   |
|Verticaes {                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
|   (10)   {  8) Cotovlo                     |   |   |   |   |   |   |   |   |
|          {                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
|          {  9) Mdio                        |   |   |   |   |   |   |   |   |
|          {                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
|          { 10) Grande trocnter             |   |   |   |   |   |   |   |   |
|          {                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
|          { 11) Joelho                       |   |   |   |   |   |   |   |   |
|          {                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
|          { 12) Tornozlo                    |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|          { 13) Dimetro bi-acromial         |   |   |   |   |   |   |   |   |
|          {                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
|          { 14) D. ntero-posterior do trax |   |   |   |   |   |   |   |   |
|          {                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
|Dimetros { 15) D. transverso do trax       |   |   |   |   |   |   |   |   |
|   (5)    {                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
|          { 16) D. ntero-poster. do crnio  |   |   |   |   |   |   |   |   |
|          {                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
|          { 17) D. transverso do crnio      |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|          { 18) Permetro craniano           |   |   |   |   |   |   |   |   |
|          {                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
|          { 19) Per. xifo-esternal (repouso) |   |   |   |   |   |   |   |   |
|Circunfer.{                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
|   (4)    { 20) Per. xifo-ester. (inspirao)|   |   |   |   |   |   |   |   |
|          {                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
|          { 21) Antebrao (mx. e mnimo)    |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|          { 22) Compr. e largura do p       |   |   |   |   |   |   |   |   |
|          {                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
|  Outr.   { 23) Compr. e largura da mo      |   |   |   |   |   |   |   |   |
| medidas  {                                  +---+---+---+---+---+---+---+---+
|          { 24) Envergadura                  |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|                                             |   |   |   |   |   |   |   |   |
+=============================================+===+===+===+===+===+===+===+===+





4)

_Exame psicolgico_:

+=============================================+===============================+
|                                             |           TRIMESTRES          |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|                 OBSERVAES                 |1.^o       4.^o        7.^o    |
|                                             | | 2.^o      | 5.^o      | 8.^o|
|                                             | |   | 3.^o  |   | 6.^o  |   | |
|                                             | |   |   |   |   |   |   |   | |
|---------------------------------------------+---+---+---+---+---+---+---+---+
|                                             |   |   |   |   |   |   |   |   |
| 1) _Data da observao_                     |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|                    { _cr do ris_          |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                    {                        +---+---+---+---+---+---+---+---+
|           { _Olhos_{ _cr da aurola_       |   |   |   |   |   |   |   |   |
|           {        {                        +---+---+---+---+---+---+---+---+
|           {        { _acuidade { _lho dir._|   |   |   |   |   |   |   |   |
|           {            visual_ {            +---+---+---+---+---+---+---+---+
|           {                    { _lho esq._|   |   |   |   |   |   |   |   |
|           {                                 +---+---+---+---+---+---+---+---+
|           { _Sentido cromtico_             |   |   |   |   |   |   |   |   |
|           {                                 +---+---+---+---+---+---+---+---+
|           {            { _ouvido dire._     |   |   |   |   |   |   |   |   |
|           { _Acuidade  {                    +---+---+---+---+---+---+---+---+
|           {   auditiva_{ _ouvido esqu._     |   |   |   |   |   |   |   |   |
|           {                                 +---+---+---+---+---+---+---+---+
|           { _Acuidade olfactiva_            |   |   |   |   |   |   |   |   |
| 2) rgos {                                 +---+---+---+---+---+---+---+---+
| dos       { _Acuidade gustativa_            |   |   |   |   |   |   |   |   |
| sentidos  {                                 +---+---+---+---+---+---+---+---+
|           { _Acuidade tctil_               |   |   |   |   |   |   |   |   |
|           {                                 +---+---+---+---+---+---+---+---+
|           { _Sentido lgico_                |   |   |   |   |   |   |   |   |
|           {                                 +---+---+---+---+---+---+---+---+
|           { _Sentido estereognstico_       |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|              { _espontnea_                 |   |   |   |   |   |   |   |   |
| 3) _Ateno_ {                              +---+---+---+---+---+---+---+---+
|              { _voluntria_                 |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|              { _anlise qualitativa_        |   |   |   |   |   |   |   |   |
| 4) _Memria_ {                              +---+---+---+---+---+---+---+---+
|              { _anlise quantitativa_       |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
| 5) _Inteligncia_                           |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|                                             |   |   |   |   |   |   |   |   |
+=============================================+===+===+===+===+===+===+===+===+


Notas: 1) A _acuidade visual_ deve ser medida, com o auxlio da _escala
optomtrica_ de Monoyer; e o _sentido cromtico_, com as _tbuas
pseudo-isocromticas_, de Stilling.

2) A _acuidade auditiva_ mede-se, pelo _processo do relgio_, e pela
_voz segredada_.

3) A _acuidade olfactiva_ avalia-se pelo _olfactmetro_; e a
_gustativa_, pelo _gueusmetro_.

4) A _acuidade tctil_ determina-se, pelos _estesimetros_; a _lgica_,
pelos _algesimetros_; e o sentido _estereognstico_, pelo _processo de
reconhecimento das curvaturas_.

5) A _ateno_ aprecia-se, pelos _tempos de reaco_, e por _processos
didasclicos_.

6) A _memria_ mede-se, por diferentes _processos_, consoante a _funo_
que se pretende considerar.

7) A _inteligncia_ avalia-se, pela aplicao dos _tests de Binet_ e
_Simon_.




5)

_Exame etolgico e psiquitrico:_

+=============================================+===============================+
|                                             |          TRIMESTRES           |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|                 OBSERVAES                 |1.^o       4.^o        7.^o    |
|                                             | | 2.^o      | 5.^o      | 8.^o|
|                                             | |   | 3.^o  |   | 6.^o  |   | |
|                                             | |   |   |   |   |   |   |   | |
|---------------------------------------------+---+---+---+---+---+---+---+---+
|                                             |   |   |   |   |   |   |   |   |
| 1) _Data da observao_                     |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
| 2) _Humor habitual_                         |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|                   { _activo_                |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                   {                         +---+---+---+---+---+---+---+---+
|                   { _nervoso_               |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                   {                         +---+---+---+---+---+---+---+---+
|                   { _emotivo_               |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                   {                         +---+---+---+---+---+---+---+---+
| 3) _Temperamento_ { _aptico_               |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                   {                         +---+---+---+---+---+---+---+---+
|                   { _voluntarioso_          |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                   {                         +---+---+---+---+---+---+---+---+
|                   { _impulsivo_             |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                   {                         +---+---+---+---+---+---+---+---+
|                   { _equilibrado_           |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
| 4) _Sugestibilidade_                        |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
| 5) _Sensibilidade moral_                    |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
| 6) _Capacidade de trabalho_                 |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
| 7) _Conduta_                                |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
| 8) _Aptides_                               |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|               { _Fobias_                    |   |   |   |   |   |   |   |   |
|               {                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|               { _Timidez_                   |   |   |   |   |   |   |   |   |
|               {                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
| 9) _Defeitos_ { _Clera_                    |   |   |   |   |   |   |   |   |
|               {                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|               { _Mentira_                   |   |   |   |   |   |   |   |   |
|               {                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|               { _Preguia_                  |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
| 10) _Sntese--Carcter_                     |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|                                             |   |   |   |   |   |   |   |   |
+=============================================+===+===+===+===+===+===+===+===+




6)

_Sntese da evoluo--Frmulas:_

+=============================================+===============================+
|                                             |           TRIMESTRES          |
|                                             |1.^o        4.^o        7.^o   |
|                  NOTAES                   | |  2.^o     |  5.^o     | 8.^o|
|                                             | |   |  3.^o |   |  6.^o |   | |
|                                             | |   |   |   |   |   |   |   | |
+---------------------------------------------+---+---+---+---+---+---+---+---+
|                                             |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                   { E/B[216]                |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                   {                         +---+---+---+---+---+---+---+---+
|   _Relaes e     { C/V[217]                |   |   |   |   |   |   |   |   |
|1) propores      {                         +---+---+---+---+---+---+---+---+
|   dos segmentos_  { O/V[218]                |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                   {                         +---+---+---+---+---+---+---+---+
|                   { S=2E(D+d)[219]          |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|                   { P^{1} ou P^{2}[220]     |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                   {                         +---+---+---+---+---+---+---+---+
|2) _Frmulas da    { P^{2}+A^{1}[221]        |   |   |   |   |   |   |   |   |
|   Puberdade_      {                         +---+---+---+---+---+---+---+---+
|                   { P^{5}+A^{3-5}[222]      |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|             { _ceflico_                    |   |   |   |   |   |   |   |   |
|             { ([D. tr.x100]/                |   |   |   |   |   |   |   |   |
|             {  [D. ant. p. m.])[223]        |   |   |   |   |   |   |   |   |
|             {                               +---+---+---+---+---+---+---+---+
|3) _ndices_ { _torcico_                    |   |   |   |   |   |   |   |   |
|             { ([D. transv.100]/            |   |   |   |   |   |   |   |   |
|             {  [D. ant. post.])[224]        |   |   |   |   |   |   |   |   |
|             {                               +---+---+---+---+---+---+---+---+
|             { _plvico_                     |   |   |   |   |   |   |   |   |
|             { ([D. s. p. b.100]/           |   |   |   |   |   |   |   |   |
|             {  [Dist. Cr. Ilacas])[225]    |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|               { H. (_humor_)                |   |   |   |   |   |   |   |   |
|               {                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|4) _Simbolos_  { T. (_temperamento_)         |   |   |   |   |   |   |   |   |
|               {                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|               { M. (_musculatura_)          |   |   |   |   |   |   |   |   |
|               {                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|               { O. (_ossatura_)             |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|5) CR.=E-(P+[Per. T. insp.+exp.]/2)[226]     |   |   |   |   |   |   |   |   |
|                                             +---+---+---+---+---+---+---+---+
|                                             |   |   |   |   |   |   |   |   |
+=============================================+===+===+===+===+===+===+===+===+




II


     (Sumrio da tese apresentada, discutida e integralmente adoptada
     pelo Congresso Nacional de Educao fsica, realizado em Lisboa,
     por iniciativa do Gimnsio Club Portugus, nos dias 9-12 de junho
     de 1916.)


A CRIANA PORTUGUESA


     RELATOR: Dr. Alves dos Santos, professor de Filosofia e director do
     Laboratrio de Psicologia Experimental, da Faculdade de Letras da
     Universidade de Coimbra; professor de Psicologia Infantil, na
     Escola Normal Superior; e director da Biblioteca da mesma
     Universidade; scio efectivo da Academia das Scincias de Portugal.


INTRODUO

1) A Criana; sua concepo bio-psquica e social.

2) Scincias da Criana: Pedologia; Psico-pedagogia; Pedagogia
experimental.

3) A vida da Criana; fases que atravessa, durante o Crescimento, ou
idades de evoluo do slido humano: infncia, puercia, adolescncia,
puberdade, nubilidade.

4) Caractersticas de cada uma destas idades, sua importncia e
influncia na marcha do Crescimento.

5) Diviso dste estudo em trs partes, versando a primeira sobre o
Corpo da Criana; a segunda, sobre a Mentalidade da Criana; e a
terceira, sobre a Personalidade da Criana.

6) Elementos e subsdios, de que podemos dispor para a constituio de
uma Pedologia nacional: observaes, mensuraes, e experincias
realizadas em estabelecimentos de ensino, e noutros meios infantis,
assim como no Laboratrio de psicologia experimental, de Coimbra. Resumo
das aquisies de factos, em primeira mo, que permitem, a nosso ver,
desde j, algumas generalizaes sobre o modo de crescimento da criana
portuguesa.


PRIMEIRA PARTE

*O corpo da criana*

CAPTULO I

Noo do Crescimento. Fenmenos que o constituem. Causas que o
determinam. Leis que o regem. Influncias que o modificam.

CAPTULO II

_Mtodo_ a empregar no estudo dos fenmenos do Crescimento.

CAPTULO III

Manifestaes do Crescimento em altura, largura, espessura, grossura e
densidade; ou projeces verticais, dimetros, circunferncias,
cubagens, e pso do slido humano.

CAPTULO IV

Crescimento absoluto ou global, e Crescimento relativo ou segmentar.
_Ritmo_ do Crescimento absoluto da Criana portuguesa. Fundamentos da
Curva que exprime sse ritmo.

CAPTULO V

Insuficincia das medidas sintticas (estatura, permetro torcico, e
pso) para a avaliao rigorosa dos fenmenos do Crescimento.

CAPTULO VI

Crescimento relativo, ou propores mtricas do corpo da Criana,
desde o nascimento at  idade adulta.

NOTA:

O relator apresentar ao Congresso as frmulas do Crescimento ou os
cnones antropomtricos das idades de evoluo da criana portuguesa; e
expor os fundamentos dessas frmulas.


SEGUNDA PARTE

*A mentalidade da criana*

CAPTULO I

Origem e evoluo da mentalidade infantil. Leis que a regulam;
influncias que a modificam. Curva desta evoluo. Relaes do
desenvolvimento somtico com o desenvolvimento psquico.

CAPTULO II

Os sentidos e a inteligncia. Estudo experimental da inteligncia. A
ateno; a memria, e a imaginao das crianas.

CAPTULO III

Comparao do psiquismo animal com a psicologia das primeiras idades da
evoluo.

NOTA:

O relator apresentar ao Congresso as concluses dos seus estudos sbre
a medida do trabalho mental, pelo mtodo de Kraeplin, assim como sbre a
anlise quantitativa e qualitativa da Memria; e sbre a psicometria da
ateno.


TERCEIRA PARTE

*A personalidade da criana*

CAPTULO I

Noo da personalidade. O carcter; seus elementos constitutivos e
manifestaes. Noo bio-psquica e moral do carcter. Formao do
carcter, princpios em que deve assentar.

CAPTULO II

Estados mrbidos da personalidade: a mentira; a preguia; a timidez; a
clera; as fobias das crianas. Patologia da vontade.

CAPTULO III

Os vcios da educao tradicional; necessidade de uma reforma na
processologia da educao. Resumo e concluses.

NOTA:

O relator apresentar ao Congresso os resultados dos seus trabalhos
experimentais, realizados no Laboratrio de psicologia, sbre a
sugestibilidade das crianas; e o valor do testemunho infantil.


CONCLUSES GERAIS

I

*Crescimento fsico*

1) Existem em Portugal, em relao ao sexo masculino, elementos mais do
que suficientes para a organizao de uma tabela de mdias, baseada nas
observaes e mensuraes, que exprimem o Crescimento absoluto da
Criana portuguesa, isto , nas medidas sintticas da altura, do
permetro torcico, e do pso.

2) Mas o simples conhecimento do ritmo do Crescimento  insuficiente
para a perfeita inteligncia da natureza fsica da Criana, e das leis
do seu desenvolvimento integral.

3) Donde resulta a necessidade de prosseguir activamente, em nossos
meios didasclicos e infantis, pela aplicao do mtodo auxanolgico, na
colheita de elementos (mensuraes segmentares do slido humano), que
permitam generalizaes seguras sobre as propores mtricas do corpo
das crianas, nas idades de evoluo.

4) Emquanto, porm, no existir, entre ns, um nmero suficiente de
observaes e mensuraes daquela natureza, que justifiquem a adopo
definitiva das frmulas antropomtricas do Crescimento da Criana
Portuguesa, podemos e devemos adoptar provisriamente cnones
antropomtricos, cujos fundamentos se encontram, em parte, nas medidas
que so comuns ao Crescimento absoluto; e, em parte, nas percentagens
que resultam das mdias de mensuraes obtidas em crianas de pases
estrangeiros, que renem maior nmero de afinidades com as nossas
crianas.

II

*Desenvolvimento mental*

1) No h diferena de natureza entre o psiquismo dos animais superiores
e a mentalidade infantil das primeiras idades.

2) A curva do desenvolvimento mental coincide, em qusi tda a sua
extenso, com a curva do Crescimento fsico; e, em todo o caso,
acompanha sempre a trajectria da evoluo do crebro.

III

*Formao do carcter*

1) Os factores da educao moral devem ser os mesmos da educao fsica,
porque a disciplina em que se baseiam ambas estas educaes tem as
mesmas origens orgnicas, e produz anlogos efeitos psquicos.

2) Os estados mrbidos da Personalidade so mais eficazmente combatidos
pela higiene, do que pela autoridade.




III


     Programas de Pedologia e de higiene escolar; prescries de higiene
     dentria; e instrues sbre Pedometria, destinadas s novas
     escolas normais primrias. (Regulamento e programas para execuo
     da lei n. 233, publicados no Dirio do Govrno n.^o 24, de 10 de
     fevereiro de 1916.)


PROGRAMA DE PEDOLOGIA

_Pedologia_.--Sua definio e importncia. Movimento pedolgico.

Pedologia e pedotecnia.

Psicologia e pedagogia.

Pedagogia experimental e pedagogia geral. Psicopedologia e
psicopedagogia.

_Relao da pedologia com a pedagogia_.

_Pedologia somtica_ e pedologia psquica.

Mtodos da _pedologia somtica_.

Os caracteres descritivos e os caracteres mtricos.

_Noes elementares de antropometria escolar_.--Estudo dos principais
caracteres mtricos. Relao entre o pso, a altura e o permetro
torcico.

Coeficientes de robustez.

Mensuraes nos alunos segundo a Ficha individual.

_O crescimento durante a idade escolar_.--Ideas gerais sbre os mtodos
do estudo do crescimento.

Propores mtricas do corpo da criana desde o nascimento  idade
adulta.

Influncias que actuam no crescimento. Leis do crescimento.

Crescimento visceral.

_A criana, o adolescente e o adulto_.

Crescimento irregular. Perturbaes orgnicas que produz e suas
consequncias pedaggicas.

_A puberdade_.--Sua definio.

Caractersticas fisiolgicas e psicolgicas da puberdade.

Durao do perodo da puberdade.

_Pedologia psquica_.--Definio. Mtodos.

_Desenvolvimento intelectual e psquico em geral._

Factores dste desenvolvimento e diferentes estdios.

_Desenvolvimento sensorial_.--Viso. Audio. Olfacto. Gsto. Tato. Os
sentidos estereognsticos. O sentido cinestsico.

A ateno. A associao. A imaginao. A memria e o hbito. A
percepo. O juzo e o raciocnio.

_Desenvolvimento dos sentimentos_.--Os movimentos. Os sentimentos em
geral. As emoes e as tendncias. Os instintos. Os interesses infantis;
seu papel na educao. A vontade. O carcter.

A linguagem, os gestos, a fisionomia e os costumes das crianas.

_Medida do desenvolvimento psquico nas diferentes idades_.

Tests _mentais_.

_Relaes entre o crescimento fsico e o crescimento psquico_.

_Influncias psquicas imediatas da escola_.

_Herana psicolgica e educao._

_Crianas visuais, auditivas e motoras_.--Os tipos mixtos.

_Fadiga intelectual_. _Generalidades_.

_Noes gerais dos processos de medio da fadiga intelectual_:

a) Processos directos. Ditado, leitura, clculo, cpia, memoriao, etc.

b) Processos indirectos. Estesiometria, algesimetria, dinamometria,
ergografia, etc.

Influncia de diversos factores sbre a fatigabilidade.

Influncia do trabalho fsico sobre a fadiga mental.

_Sobernal_.

_O repouso_. _O sono_.

Dextrismo, sinistrismo e ambidextrismo.

_Alunos preguiosos_.

_Ideas gerais sbre as crianas anormais_. _Sua diagnose e
classificao_.

_As relaes do professor com o mdico_.

_Puericultura_.--Puericultura intra-uterina. Primeiros cuidados a
dispensar aos recm-nascidos. Alimentao do 0 aos 2 anos. Noes gerais
da higiene da primeira infncia.


PROGRAMA DE HIGIENE ESCOLAR

_Histria da higiene escolar_.--Evoluo da higiene escolar em Portugal.

_Edifcio escolar_.--Suas condies higinicas. Salas de classe e
anexos, recreios, etc.

_Mobilirio escolar_.--Bases fisiolgicas do mobilirio racional.
Diferentes tipos de mobilirio.

_Iluminao das escolas_.--Iluminao natural e artificial.

Fotometria escolar.

_Aquecimento_.

_Ventilao das escolas_.--Diferentes processos de ventilao.

_Higiene da vista_.--Higiene da leitura e da escrita. Os livros e os
cadernos escolares. Condies higinicas da sua impresso.

_Higiene do ouvido_.

_Higiene do nariz e da bca_.

_Higiene da garganta_.--Fisiologia da voz. Afeces de laringe.
Profilaxia das perturbaes da fonao. Defeitos de pronncia. Sua
profilaxia e correco.

_Atitudes viciosas_.--Suas conseqncias.

_Doenas escolares no contagiosas_.

_Doenas contagiosas_.--Profilaxia das doenas contagiosas, na escola.
Desinfeco. Vacinaes e revacinaes.

_Relaes recprocas entre alunos e professores_, sob o duplo ponto de
vista das doenas contagiosas e das influncias morais.

_Educao fsica_.--Bases fiisiolgicas desta educao.

_Princpios a que deve obedecer a elaborao dum horrio_.

_Repartio das horas do trabalho e do repouso_.

_Cantinas escolares_. _Colnias escolares_. _Escolas e classes ao ar
livre_. _Internatos e externatos_. _Passeios e excurses escolares_.


PRESCRIES DE HIGIENE DENTARIA

I

Antes te esqueas de lavar a cara do que a bca e os dentes.

II

Habitua-te, tam cedo quanto possvel,  higiene dentria. Aquele que 
desleixado em criana, dificilmente se corrige mais tarde.

III

A conservao e o bem-estar dos dentes de leite  tam importante, como o
dos dentes permanentes.

IV

No abuses de doces e de alimentos muito moles. O melhor meio natural de
evitar a cria  mastigar com fra po com cdea espssa.

V

Nunca te esqueas de lavar a bca,  noite.

VI

A limpeza mecnica dos dentes, feita com uma escva e com um palito,
constitue a base de tda a higiene dentria.

VII

As lavagens da bca com lquidos antispticos inofensivos e um bom p ou
pasta dentifrcia so muito eficazes para completar a higiene dentria e
bocal. Os dentifrcios que so custicos para a mucosa, ou que
descalcificam os dentes, devem ser rejeitados. O sabo  um bom
dentifrcio.

VIII

Faze inspeccionar os dentes, uma ou duas vezes por ano, por um dentista,
a fim de que le descubra os focos mrbidos e os faa desaparecer, antes
que sejam muito extensos.

IX

O trtaro (pedra) deve ser extrado, de tempos a tempos.

X

Os dentes e as razes que no possam ser conservados e tratados, devem
ser extrados, sejam dolorosos ou no.


INSTRUES SOBRE PEDOMETRIA

_Condies gerais_:--As modificaes morfolgicas, fisiolgicas e
psquicas, produzidas pelos exerccios de educao fsica (exerccios
neuro-musculares e de adaptao aos meios) podem ser medidas ou
apreciadas e formarem dois grupos principais: somtico e
fsico-psquico.

As mensuraes constituem o processo mais racional de verificar os
efeitos dos exerccios, se nelas se observarem as indicaes seguintes:

O observador possur a tcnica de medir e conhecer a razo e o fim de
cada medida. Tomar as medidas  mesma hora, de preferncia de manh,
antes de qualquer exerccio ou refeio e tanto quanto possvel nas
mesmas condies e em perodos bem determinados, ex.: em Outubro e
Junho.

Estas medidas e observaes sero apontadas em colunas individuais no
livro das mensuraes, donde se tiraro tdas as notas para a
organizao das mdias e dos ndices de classificao individual
somtica e fisiolgica.

Os alunos sero medidos e observados de torso nu e descalos e as alunas
s com os fatos de gimnstica.

Para se assegurar bem da medida dever esta repetir-se, acto contnuo,
as vezes que forem necessrias.

_Nota_.--As mensuraes obtidas grficamente por bons instrumentos
oferecem mais confiana.


TCNICA:

_Para medir a altura_:--O examinando colocar-se h na craveira na
atitude de sentido.

_Para medir o pso_:--Torna-se necessrio uma balana decimal bem tarada
e de fcil manejo. Os alunos sero pesados em ceroulas; as alunas com os
seus fatos de gimnstica.

_Para medir a capacidade vital_:-- necessrio utilizar um espirmetro,
como o de Charles Verdin, coloc-lo a conveniente altura, usar duas
tubuladuras de borracha com as competentes embocaduras de vidro para se
poderem substituir a cada exame e desinfectar convenientemente.

_Modo de medir_:--O examinando, em face do aparelho, toma o tubo de
vidro (embocadura) na bca, depois de ter enchido quanto pode o pulmo,
cerra os lbios sbre o tubo para no perder ar e expira suavemente todo
o ar que possa, o que ser registado pelo espirmetro.

_Para medir a mobilizao torcica_:--O examinando, de calcanhares
juntos, mantm os braos laterais e horizontais. Fazem-se 3 provas e
tira-se a mdia.

_Dimetros xifodianos_:-- necessrio um compasso de espessura como o
grande de _Collin_.

_Modo de medir_:

_Dimetro transverso_:--Aplicam-se as pontas do compasso nos pontos mais
laterais do trax e no nvel do ponto esterno-xifodiano; o examinando
faz, ento, a maior inspirao e logo a seguir a mais completa expirao
e toma-se nota dos dimetros mximo e mnimo.

_Dimetro ntero-posterior_:--Aplica-se uma das pontas do compasso no
ponto esterno-xifodiano e a outra na linha das apfises espinhosas e ao
nvel daquele ponto; no resto procede-se como no transverso.

_Permetros xifodianos_:--Na falta dum instrumento que nos d com
preciso e facilidade grficamente o permetro torcico  mais prtico
usar, com o devido cuidado, a fita mtrica inextensvel.

_Modo de medir com a fita_:--Aplica-se esta horizontalmente ao nvel do
ponto esterno-xifodiano, o examinando faz a mxima inspirao e logo a
seguir a mxima expirao e o observador toma nota dos permetros mximo
e mnimo.

_Permetro umbilical_:--Procede-se como no permetro torcico.

_Nota_.--Os permetros tomam-se s aos alunos.

_Para medir a fra de presso e de traco_:--Para a de presso 
necessrio um dinammetro como o de _Collin_; para a de traco um
dinammetro como o de _Andrew_.

_Modos de medir_:--Na presso toma-se o dinammetro na concha da mo e
cerra-se esta com a mxima fra, repete-se duas vezes e toma-se a prova
maior; na traco tomam-se os anis das cadeias, um em cada mo,
tiram-se para os lados, repete-se e toma-se a maior prova.

_Para se obter o ritmo respiratrio_:--Na falta de um adequado
pneumgrafo, o nmero e o ritmo podem obter-se pela palpao; o
observador, colocado por detrs do examinando, aplica as mos sbre os
seus ombros, estendendo os quatro dedos sbre as clavculas e as
primeiras costelas e os polegares estendidos para o dorso, ou em face do
examinando, aplica-lhe as mos nos lados do trax e em presena de um
relgio observa o ritmo e conta as respiraes num minuto.

_Para tomar o ritmo cardaco_:--Na falta dum esfigmgrafo de uso e de
preciso, o professor, tomando o pulso, obter o nmero, o ritmo, a
forma e apreciar a presso em repouso e depois dum escolhido exerccio,
ex.: uma pequena carreira.

_Para classificar os desvios sseos da coluna vertebral_:--Na falta dum
raquigrafo conveniente, o professor pode chegar por uma observao
inteligente: dos movimentos da coluna, da sua forma na atitude de
sentido, das atitudes das espduas e da cabea, da forma torcica, etc.,
a conhecer os desvios.

_Do trax_:--Na falta dum toracgrafo o observador pode usar o
cirtmetro de chumbo ou ainda, o compasso de espessura tirando os
dimetros necessrios para o que o examinando tomar a atitude de
sentido com os braos laterais e horizontais.




IV

DECRETO N.^o 4:900


Sendo urgente codificar e regulamentar tdas as disposies legais em
vigor, relativas s Escolas Normais Superiores das Universidades de
Coimbra e Lisboa;

Atendendo  autorizao concedida pelo  nico do artigo 42.^o do
decreto com fra de lei n.^o 4:649, de 13 de Julho de 1918;

Usando da faculdade que me confere o n.^o 3.^o do artigo 47.^o da
Constituio Poltica da Repblica Portuguesa;

Hei por bem, sob proposta do Secretrio de Estado da Instruo Pblica,
decretar o seguinte:

Artigo 1.^o  aprovado e mandado pr em execuo o Regulamento das
Escolas Normais Superiores das Universidades de Coimbra e Lisboa, que
faz parte integrante dste decreto, e vai assinado pelo Secretrio de
Estado da Instruo Pblica.

Art. 2.^o Ficam, pelo presente regulamento, codificadas tdas as
disposies legais em vigor, relativas s Escolas Normais Superiores,
substitudos os decretos regulamentares n.^o 2:117, de 27 de Novembro de
1915, n.^o 2:509, de 14 de Julho de 1916, n.^o 2:646, de 26 de Setembro
de 1916, n.^o 2:943, de 18 de Janeiro de 1917, n.^o 3:012, de 6 de Maro
de 1917, n.^o 3:097, de 18 de Abril de 1917, e n.^o 3:330, de 3 de
Setembro de 1917, e regulamentados os decretos com fra de lei, de 21
de Maio de 1911 e n.^o 4:649, de 13 de Julho de 1918.

Art. 3.^o Fica revogada a legislao em contrrio.

O Secretrio de Estado da Instruo Pblica o faa publicar. Paos do
Govrno da Repblica, 5 de Outubro de 1918.--Sidnio Pais--_Jos Alfredo
Mendes de Magalhes_.




V


ndice Analtico do 2.^o Volume desta Obra:

(NO PRELO)

*PEDOLOGIA PSQUICA*

(_A mentalidade da Criana_)

CAPTULO I


     1) rgos dos sentidos: sensibilidade cutnea; sua discriminao.
     2) Sensaes tcteis, de presso, trmicas, lgicas. 3) Sentido
     cinestsico e sentido estereognstico. 4) A cinestesia. 5) Acuidade
     do tacto; sua medida. 6) Estesiometria. 7) Educao dos sentidos
     cutneos.


CAPTULO II


     1) A viso; anatomia e fisiologia do bolbo ocular; mecanismo da
     viso. 2) Emetropia, ametropia e hipermetropia. 3) Medida da
     acuidade visual. 4) Sentido cromtico; suas anomalias. 5) Medida
     dste sentido; tbuas pseudo-isocromticas de Stilling.


CAPTULO III


     1) A audio; mecanismo das sensaes auditivas. 2) Medida da
     acuidade auditiva. 3) Sentido otoltico.


CAPTULO IV


     1) Os sentidos qumicos: olfacto e gsto. 2) Morfologia e
     funcionamento dos respectivos rgos. 3) Olfactometria e
     gustometria.


CAPTULO V


     1) A ateno; suas espcies. 2) Patologia da ateno. 3) Medida da
     ateno. 4) Educabilidade da ateno.


CAPTULO VI


     1) A memria; suas operaes fundamentais. 2) Patologia da memria.
     3) Anlise qualitativa da memria: processos; experincias. 4)
     Anlise quantitativa da memria. 5) Educao da memria.


CAPTULO VII


     1) A inteligncia; sua noo. 2) Nvel intelectual e nvel escolar.
     3) Medida da inteligncia: processos; escala mtrica da
     inteligncia. 4) Estudo scientfico do trabalho mental. 5) A fadiga
     fsica e a fadiga mental: sua medida.


CAPTULO VIII


     1) Noo da personalidade. 2) O carcter; seus elementos
     constitutivos e manifestaes. 3) Formao do carcter; princpios
     sobre que deve assentar. 4) Os estados mrbidos da personalidade: a
     mentira, a preguia, a timidez, a clera, as fobias das crianas.
     5) Patologia da vontade. 6) Os vcios da educao tradicional. 7)
     Educao moral e cvica das crianas, segundo os princpios da
     pedagogia moderna. 8) A moral na escola.




VI


     O estudo do crescimento, no Colgio Moderno de Coimbra, pela
     aplicao do mtodo auxanolgico


O estudo do crescimento, pelo _mtodo auxanolgico_, faz-se
presentemente, sob a nossa direco, em alunos internos do _Colgio
Moderno_, de Coimbra.

As primeiras _mensuraes_ foram realizadas, durante os meses de maio e
junho, do ano de 1918.

Em maio e junho, dste ano de 1919, ao prefazerem-se doze meses
completos, continuou-se ste _servio antropomtrico_, que no pde ser
executado em novembro e dezembro (fim do 1.^o semestre), como convinha,
merc das _ocorrncias polticas_, que perturbaram a _vida nacional_.

Foram _observados_ e _mensurados_ (e continu-lo ho a ser) 115 alunos,
de _idades_ que se acham compreendidas entre os dez e os dezoito anos.

As _medidas_ so tomadas, sempre, sobre o _corpo nu do aluno_; o
_material pedomtrico_ empregado  aquele que indicmos, a pgina 145
(_nota_); e a _tcnica_ regula-se, pelas _instrues_ do D.^r Paulo
Godin, publicadas, a pgina 243 e seguintes, do seu livro: _La
Croissance pendant l'ge scolaire_, Paris, 1913.

Alm das _medidas segmentares_, relativas ao _crescimento fsico_,
colhemos, nas _observaes_, todos os elementos necessrios para o
estudo da _puberdade_. E nem smente nos preocupou a _pedometria
somtica_, mas tambm iniciamos trabalhos, que aproveitem  _pedometria
psquica_, isto ,  _medida da acuidade sensorial_, e ao _exame
psquico, etolgico e psiquitrico_ dos alunos.

Nesta primeira exposio, limitar-nos hemos a divulgar os _resultados
antropomtricos_ obtidos, condensando-os, nos seguintes mapas: 1) das
_projeces verticais_; 2) do _pso_; 3) da _puberdade_.


I

+==================================================================+
|            Projeces Verticais Sintticas (mdias)              |
+-------------+-------------+------------+------------+------------+
|             |   Nmero    |   Altura   |    Busto   |B X 100     |
|Idades (anos)|de indivduos|(milmetros)|(milmetros)|-------[227]|
|             |             |            |            |   A        |
+-------------+-------------+------------+------------+------------+
|     10      |      9      |   1,273    |   0,680    |     53     |
|     11      |      5      |   1,382    |   0,716    |     51     |
|     12      |      7      |   1,412    |   0,724    |     51     |
|     13      |     14      |  *1,474*   |   0,737    |     50     |
|     14      |     32      |   1,496    |   0,765    |     51     |
|     15      |     25      |  *1,587*   |   0,800    |     50     |
|     16      |     15      |   1,614    |   0,810    |     50     |
|     17      |      7      |   1,649    |   0,850    |     51     |
|     18      |      1      |   1,635    |   0,844    |     51     |
| Total....   |    115      |    --      |    --      |     --     |
+=============+=============+============+============+============+

Verifica-se, pela _leitura_ dste primeiro _mapa_, que o crescimento
dstes alunos do _Colgio Moderno_ no se afasta sensivelmente dos
_resultados gerais_, a que chegmos, em relao  _criana portuguesa_.

Assim, a _macrosquelia_ (caracterstica da _adolescncia_ e da
_puberdade_)  evidente, do mesmo modo que tambm  normal o _ndice do
tronco_, que, como se v, oscila entre 50 e 53.


II

+======================================+
|                                      |
|              Pso (mdias)           |
|                                      |
+-------------+------------+-----------+
|             |  Nmero de |           |
|Idades (anos)| indivduos |Quilogramas|
+-------------+------------+-----------+
|     10      |      9     |    26     |
+-------------+------------+-----------+
|     11      |      5     |    33     |
+-------------+------------+-----------+
|     12      |      7     |    34     |
+-------------+------------+-----------+
|     13      |     14     |    38,5   |
+-------------+------------+-----------+
|     14      |     32     |    40,5   |
+-------------+------------+-----------+
|     15      |     25     |    42     |
+-------------+------------+-----------+
|     16      |     15     |    43     |
+-------------+------------+-----------+
|     17      |      7     |   *54,5*  |
+-------------+------------+-----------+
|     18      |      1     |    52     |
+-------------+------------+-----------+
| Total       |    115     |    --     |
+=============+============+===========+

E, quanto a _crises_ do crescimento, a conformidade com a _curva_, que
tramos[228]  absoluta: veja-se como o _ritmo_, em geral, se mantm, e
como o _paralelismo das aceleraes e das acalmias_ (relativas) se
acusa, em todo o percurso da _escala_.

Sobre _pso_, apenas h a observar que, de conformidade com as
concluses a que se tem chegado, a _marcha_ do _crescimento_ 
regular; e que tambm de harmonia com a _curva_ do _grfico_
respectivo[229], a _fisionomia_ desta  anloga.

Segue-se o _mapa da puberdade_, cuja _leitura_ ser, de grande intersse
e importncia, para todos quantos se interessem pelos estudos de
pedologia, entre ns.

+=======================================================+
|              Puberdade (sinais fsicos)               |
+--------+----------+-----------+-----------+-----------+
| Idades | Nmero de|P^{1, 2, 3 |  P^3 A^1  |  P^5 A^5  |
| (anos) |indivduos| ou 4}[230]|   [231]   |   [232]   |
+--------+----------+-----------+-----------+-----------+
|   10   |     9    |     0     |     0     |     0     |
+--------+----------+-----------+-----------+-----------+
|   11   |     5    |     0     |     0     |     0     |
+--------+----------+-----------+-----------+-----------+
|   12   |     7    |     1     |     0     |     0     |
+--------+----------+-----------+-----------+-----------+
|   13   |    14    |     5     |     1     |     0     |
+--------+----------+-----------+-----------+-----------+
|   14   |    32    |   *12*    |     3     |     2     |
+--------+----------+-----------+-----------+-----------+
|   15   |    25    |     5     |   *13*    |     4     |
+--------+----------+-----------+-----------+-----------+
|   16   |    15    |     5     |     4     |     5     |
+--------+----------+-----------+-----------+-----------+
|   17   |     7    |     0     |     1     |    *6*    |
+--------+----------+-----------+-----------+-----------+
|   18   |     1    |     0     |     0     |     1     |
+--------+----------+-----------+-----------+-----------+
| Total  |   115    |    --     |    --     |    --     |
+========+==========+===========+===========+============+

Verifica-se, em presena dste _mapa_ que, sem dvida por influncia do
_internato_, a _puberdade_, entre os alunos do _Colgio Moderno_,
manifesta-se, um pouco tardiamente, em relao a perto de 50% dstes
alunos.

Efectivamente, antes dos catorze anos, em trinta e cinco alunos, apenas
sete, de mais de doze anos, apresentam vestgios dos _sinais fsicos_,
caractersticos da _puberdade_.

Aos catorze anos, de trinta e dois alunos, s dezassete entram na _fase
pubertria_; e torna-se necessrio ultrapassar essa _idade_, para que
todos se submetam  eficincia da _lei_.

Importa, porm, notar que, dentre aqueles, em quem o crescimento se
afirma normal, a _puberdade_ aparece, de facto, pelos catorze anos, de
conformidade com o que se acha estabelecido, em relao  _criana
portuguesa_; instala-se, aos quinze; e encerra-se, pelos dezassete anos.




NDICE


                                                                   Pginas

Nota Preambular                                                          7


_Introduo_

I--A criana; sua concepo bio-psquica e social                       11

II--Scincias da criana: Pedologia, Psico-pedagogia, Pedagogia
experimental; outros ramos da Pedagogia                                 14

III--A vida da criana; fases que atravessa, durante o crescimento,
ou idades da evoluo do organismo humano                               18

IV--Elementos e subsdios, de que podemos dispor, para a
constituio de uma Pedologia nacional                                  25

V--Bibliografia portuguesa de assuntos relativos  psicologia
e  pedologia                                                           29


PEDOLOGIA SOMTICA

O CORPO DA CRIANA

Captulo I--Fases da vida dos organismos. Crescimento;
suas espcies, e modos de o estudar.
Leis do crescimento, e factores que o modificam                       35

Captulo II--Crescimento absoluto; sua determinao,
em relao  criana portuguesa; tabelas de
mdias, e respectivas curvas. O ritmo do
crescimento, em Portugal                                              39

Captulo III--Insuficincia do estudo do crescimento absoluto,
para a soluo de todos os problemas antropomtricos. Crescimento
relativo ou segmentar; sua determinao, tanto sinttica,
como analtica, pelo confronto dos respectivos elementos                59

Captulo IV--Medidas segmentares, para avaliao do crescimento
relativo, ou das propores do corpo, nas idades de evoluo.
Cnones antropomtricos da criana portuguesa                           69

Captulo V--Processo bio-qumico do crescimento: osteognese         105

Captulo VI--Frmulas antropomtricas do crescimento normal,
nas idades de evoluo. Anomalias do crescimento; sua
determinao, pelo processo antropomtrico                             110

Captulo VII--Doenas das crianas, nas idades de evoluo.
A mortalidade infantil, em Portugal. Crescimento
desequilibrado; suas consequncias                                     116

Captulo VIII--Higiene do crescimento; exerccios fsicos:
jogos e gimnstica                                                     120

Captulo IX--Evoluo geral da mentalidade; fases desta
evoluo e leis que a regulam. Os factores bio-psquicos do
crescimento                                                          125




APNDICES


                                                                   Pginas

I

Elementos para a organizao de uma _caderneta pedolgica_,
destinada a sistematizar o estudo do crescimento                     141


II

A _criana portuguesa_ (sumrio da tese apresentada, discutida
e integralmente adoptada pelo I _Congresso nacional de
educao fsica_, realizado em Lisboa, em 1916)                        151


III

Programas de Pedologia, e de higiene escolar; prescries
de higiene dentria; e instrues sbre pedometria, constantes
do decreto, n.^o 2.213, publicado no Dirio do Govrno
n.^o 24 de 10 de Fevereiro de 1916, que aprovou o
regulamento e programas para execuo da lei n.^o 233 de
7 de Julho de 1914 sbre o ensino normal primrio                      157


IV

Decreto n.^o 4.900, que reformou as escolas normais superiores         165


V

ndice analtico do 2.^o volume desta obra                             166


VI

O estudo do crescimento, no Colgio Moderno, de Coimbra,
pela aplicao do mtodo auxanolgico                                  168




Livrarias Aillaud e Bertrand

LISBOA--73, Rua Garrett, 75


ANTOLOGIA PORTUGUESA


Cada volume brochado .............. 1$20
          encadernado ........... 1$60



A srie da ANTOLOGIA PORTUGUESA, que vir a constar de uns trinta
volumes, pelo menos, no ser apresentada ao pblico com numerao
editorial. Cada possuidor a ordenar como entenda, ou cronolgicamente,
ou por poetas e prosadores, segundo o seu critrio e vontade.

       *       *       *       *       *

_Volumes no prlo e prestes a sar:_


*Manoel Bernardes*, 2 volumes.
  *Alexandre Herculano*, 2 volumes.
    *Frei Lus de Sousa*, 2 volumes.
      *Guerra Junqueiro*, 1 volume.


_Em preparao:_


*Cames lrico, Antonio Vieira
Ferno Lopes, Ea de Queiroz, Bocage,
Lucena, Damio de Gis, Castilho,
Antro de Figueiredo,
S de Miranda, Joo de Barros,
Camilo,
Os Cancioneiros, Ferno Mendes Pinto,
Gil Vicente, Garrett,
Garcia de Rezende, etc., etc.*




*Notas:*

[1] Cf. o _ndice analtico_, no fim dste livro.

[2] Cf. Ch. Richet, _Essai de psychologie gnrale_, Paris, 1912; G.
Bohn, _La nouvelle psychologie animale_, Paris, 1911; P. H. Souplet, _De
l'animal  l'enfant_, Paris, 1913.

[3] Cf. John Dewey, _L'cole et l'enfant_, Paris, 1913.

[4] Cf. Dewey, _Interpretation of the savage mind, apud Psychol.
Review_, 1902, pg. 217 e segs.

[5] Cf. Th. Ruyssen, _Essai sur l'volution psychlogique du jugement_,
Paris, 1904.

[6] Cf. G. Persigout, _Essais de Pdologie gnrale_, Paris, 1909.

[7] E. Claparde, _Psychologie de l'enfant et Pdagogie exprimentale_,
Paris, 1916.

[8] Cf. Preyer, _Physiologie de l'embryon_, Paris, 1885; Ch. Letourneau,
_La Biologie_ (origine et lois de la vie), Paris, 1912; A. Souli,
_Prcis d'anatomie topographique_, Paris, 1911.

[9] Cf. E. Claparde, _Psychologie de l'enfant et Pdagogie
exprimentale_, Paris, 1916.

[10] Cf. Prez, _La psychologie de l'enfant_, Paris, 1878; Preyer,
_L'me de l'enfant_, Paris, 1881.

[11] Cf. _The psychology of child development_, Chicago, 1903.

[12] Para o estudo de todos stes _problemas_, cf. E. Roehrich,
_Philosophie de l'ducation_ (essai de pdagogie gnrale), obra
premiada pelo _Instituto de Frana_, Paris, 1910; L. Cellerier,
_Esquisse d'une science pdagogique_, Paris, 1910; J. Dubois, _Le
problme pdagogique_, Paris, 1911; L. Dugas, _Le problme de
l'ducation_, Paris, 1911; J. de la Vaissire, _Psychol. Pdag._, Paris,
1916.

[13] Cf. Paul Barth, _Principi di Pedagogia e didattica_, trad. ital.,
Milo, 1917.

[14] Cf. J. Carr et Roger Liquier, _Trait de Pdagogie scolaire_,
Paris, 1905.

[15] Cf. E. Brouard, _Inspection des coles primaires_, Paris, 1887.

[16] Cf. E. Claparde, _Ob. cit._; G. Persigout, _Ob. cit._; E. Blum,
_La pedologie_, apud _L'anne psychologique_, 5.^o Vol., Paris, 1899.

[17] A criana _pensa_ e _age_, segundo _leis diferentes_,  medida que
_evoluciona_ da _infncia_  _puercia_ e da  _puberdade_. Cf. Dr.
Alves dos Santos, _O Ensino primrio em Portugal_ (nas suas relaes com
a histria geral da Nao), Prto, 1913, pg. 201.

[18] Cf. J. M. Baldwin, _El desenvolvimiento mental en el nio y en la
raza_, trad. esp. , Barcelona, 1910; J. Wilbois, _Les nouvelles mthodes
d'ducation_, Paris, 1914; P. Hachet-Souplet, _De l'animal  l'enfant_,
Paris, 1913.

[19] Cf. Th. Ribot, _L'hrdit psychologique_, Paris, 1910; Davidson,
_The recapitulation theory and human infancy_, New-York, 1914; Jacques
Loeb, _Fisiologia comparata del cervello e psicologia comparata_, trad.
ital., Milo, 1908.

[20] H outros _critrios_ de classificao das _idades do crescimento_;
por exemplo: o _critrio psico-biolgico da apario dos interesses_; o
_critrio psicolgico da adaptao sensorial_; o _critrio didasclico_;
etc.; etc. Cf. E. Claparde, _Ob. cit._; G. Stanley Hall, _Adolescence
its psychology and its relations to physiology, anthropology, sociology,
sex, crime, religion and education_, New-York, 1911.

[21] Cf. Dr. Alves dos Santos, _O crescimento da criana portuguesa_,
Coimbra, 1917.

[22] Cf. _Anne psychologique_, 1911, pg. 48; Th. Ruyssen, _Essai sur
l'volution psychologique du jugement_, Paris, 1904, pg. 71 e segs.;
Ch. Letourneau, _La psychologie ethnique_, Paris, pg. 25 e segs.; E.
Apert, _Les maladies des enfants_, Paris, 1914.

[23] Cf. E. Cramaussel, _Le premier veil intellectuel de l'enfant_,
Paris, 1911.

[24] A _evoluo dentria_  um _fenmeno contnuo_, que tem a sua
origem no segundo ms da _vida intra-uterina_, embora a _erupo dos
dentes_ s principie, pelo sexto ms, depois do _nascimento_. Os
primeiros dentes so os _incisivos inferiores medianos_; entre os oito e
os dez meses, irrompem os _incisivos superiores medianos_; pelo dcimo
ms, os _incisivos superiores laterais_; do dcimo at ao dcimo segundo
ms, os _incisivos inferiores laterais_. Depois do _primeiro ano_,
aparece todo o _grupo dos oito incisivos_. At aos quinze meses, saem os
_quatro primeiros pr-molares_; pelos dois anos, os _quatro caninos_;
pelos dois anos e meio, os _quatro ltimos pr-molares_.

[25] Cf. Th. Ruyssen, _Ob. cit._; Ch. Letourneau, _La psychologie
ethnique_, cit.

[26] Cf. B. Perez, _Les trois premires annes de l'enfant_, Paris,
1911, pg. 289 e segs.

[27] Tda a criana que, aos dezasseis mses, _no andar_, deve ter-se
por suspeita de _raquitismo_, ou de _afeces crnicas do sistema
nervoso_. Cf. E. Apert. _Les maladies des enfants_, cit., pg. 16.

[28] Os _vinte dentes do leite_ comeam a car, pelos _sete anos_, sendo
substitudos, sucessivamente, pela mesma ordem da sua apario, por
_dentes definitivos_. Os _incisivos medianos_ so substitudos, dos sete
para os oito anos; os _laterais_, dos oito para os nove; os _primeiros
pr-molares_, pelos dez anos; os _caninos_, pelos onze; os _segundos
pr-molares_, dos doze para os treze anos. Ao mesmo tempo, completa-se o
_sistema dentrio_, pela erupo dos _grandes molares_, nos espaos
ainda livres das maxilas: pelos seis anos, os _quatro primeiros grandes
molares_; pelos doze anos, os _segundos grandes molares_; finalmente,
pelos vinte anos, os _ltimos grandes molares_ (_dentes do siso_). Cf.
Apert., _Ob. cit._, pg. 14.

[29] G. Compayr, _L'adolescence_, Paris, 1909, pg. 187.

[30] _La Croissance pendant l'ge scolaire_, Paris, 1913, pg. 114.

[31] Cf. Dr. Alves dos Santos, _O crescimento da criana portuguesa_,
Coimbra, 1917; e _apndice_ ao presente livro.

[32] Cf. Dr. Alves dos Santos, _Ob. cit._, pg. 64, nota 3.^a

[33] Esta _escola_ tem uma _aula de educao dos sentidos_, e publica,
actualmente, um _Boletim_, que  a continuao da _Revista de Pedagogia_
(_Educao_), da qual saram doze nmeros.

[34] Esta _Instituio_ publica _estudos_ e _trabalhos_ sobre as
_crianas_, numa _Revista_ mensal, que tem por ttulo _A Tutoria_.

[35] Esta _Sociedade_ tem por rgo um _Boletim_ trimestral (_Revista de
Educao Geral e Tcnica_), onde so publicados os resultados das
investigaes, a que procede, sobre _o desenvolvimento fsico e,
psquico da criana_.

[36] Cf. Dr. Alves dos Santos, _Psicologia e Pedologia_ (relatrio uma
_misso de estudo_, no estrangeiro), Combra, 1913.

[37] Cf. V. Houssay, _La forme et la vie_, Paris, 1900.

[38] Cf. Dr. Alves dos Santos, _O crescimento da criana portuguesa_
(subsdios para a constituo de uma pedologia nacional), Combra,
1917, pg. 63 e segs.

[39] Cf. Dr. Alves dos Santos, _Ob. cit._; P. Godin, _La croissance
pendant l'ge scolaire_, Paris, 1913; E. Apert, _Maladies des enfants_,
Paris, 1914; J. Comby, _Trait du rachitisme_, Paris, 1901; J. Philippe,
_Les anomalies mentales chez les coliers_, Paris, 1905.

[40] Cf. Dr. Alves dos Santos, _O crescimento da criana portuguesa_,
cit., pg. 7 e segs.

[41] Cf. Dr. Alves dos Santos, _O crescimento da criana portuguesa_,
Ob. cit., pg. 10 e segs.

[42] Cf. _Anurios_ do _Rial Colgio Militar_: anos de 1899-1900;
1900-1901; 1901-1902; 1902-1903; 1903-1904; 1904-1905.

[43] Cf. _La gymnastique mdicale au collge de Campolide_, 1910.

[44] Cf. Memria do _Terceiro Congresso Pedaggico_, promovido pela
_Liga Nacional de Instruo_, Lisboa, 1913, pg. 211 e segs.:
_Contribuio ao estudo do crescimento da criana portuguesa_.

[45] Cf. Alfredo da Costa, _Quelques renseignements statistiques sur la
maternit provisoire de Lisbonne_, Lisboa, 1906.

[46] Cf. _Relatrios dos servios mdicos e farmacuticos da Santa Casa
da Misericrdia de Lisboa_, anos econmicos de 1907-1908 a 1912-1913,
seis fascculos.

[47] Sobre as _medidas pedomtricas_, a que se referem os n.^{os} 6, 7,
8, 9 e 10, cf. o nosso livro, cit. _O crescimento da criana
portuguesa_.

[48] Cf. E. J. Marey, _La mthode graphique dans les sciences
exprimentales_, Paris, 1885; E. Claparde, _Psychologie de l'enfant et
pdagogie exprimentale_, Genve, 1916.

[49] Cf. _Anthropomtrie ou msure des diffrentes facults de l'homme_,
Bruxelles, 1871.

[50] TAILLE MOYENNE DES PORTUGAIS CONTEMPORAINS, DISTRIBUS PAR
PROVINCES

==============================================================================
                      |                         TAILLE
                      +-------------+-----------------------------------------
      Provinces       |   Hommes    |                 Femmes
     (Caractres      +=======================================================
    dmonstratifs)    |   Moyenne   |    Basse    |   Moyenne   |    Haute
                      | millimtres |             |             |
----------------------+-------------+-------------+-------------+-------------
  M = Minho           |   1627.95   |             |             |
  TM = Trs-os-Montes |   1645.53   |   Jusqu'         De            Au
  D = Douro           |   1652.64   |     1520    |  1521^{mm}  |  dessus de
  BA = Beira Alta     |   1630.15   |                jusqu'       1621^{mm}
  BB =  Beira Baixa   |   1646.83   |             |    1620     |
  E = Estremadura     |   1634.55   |
  A = Alentejo        |   1625.34   |             |             |
  Alg = Algarve       |   1633.20   |
  IA = Ile des Aores }             |             |             |
                      }   1651.45   |
  IM = Ile de Madre  }             |             |             |
                      |             |    33.33%        54%          12.67%
  Moyenne gnrale    |   1639      | ---------------------------------------
  Envergure gnrale  |   1673      |                 100.00
==============================================================================

[51] Cf. Th. Ruyssen, _Essai sur l'volution psychologique du jugement_,
Paris, 1904, pg. 72.

[52] Cf. _Psychologie de l'enfant et pdagogie exprimentale_, cit.,
pg. 419.

[53] Cf. Dr. A. Aurlio da Costa Ferreira, _O peso do corpo da criana_
(lio de encerramento do curso de pedologia, na escola normal de Lisboa
no ano lectivo de 1914-15) apud _Archivo de anatomia e anthropologia_,
Lisboa, 1915, vol. 3.^o, n.^o 2.

[54] O _permetro torcico_ ultrapassa, em mdia, a metade da _altura_,
no _adulto_; e fica inferior a essa metade, na criana, cuja idade se
ache compreendida entre os sete e os dezasseis anos.

[55] Cit. por Stanley Hall, _ob. cit._, vol. 1, pg. 99.

[56] Cf. Pierre Mendousse, _L'me de l'adolescent_, Paris, 1911; A.
Marro, _La pubert chez l'homme et chez la femme_, Paris, 1901.

[57] Cf. P. Godin, _La croissance pendant l'ge scolaire_, cit.; E.
Apert, _Les enfants retardataires_, Paris, 1902.

[58] Cf. Dr. E. Apert, _Les enfants retardataires_, Paris, 1902, pginas
10 e segs., donde se extrau esta fotogravura.

[59] Cf. Pierre Mendousse, _L'me de l'adolescent_, cit., P. Godin, _ob.
cit._, Stanley Hall, _ob. cit._

[60] Cf. _tude sur les rapports anthropomtriques en gnral et sur les
principales proportions du corps_ (_Mm. de la Soc. d'Anthrop. de
Paris_, 1902, vol. II, 3.^a srie, fasc. 3.^o).

[61] Cf. _Der Krper des Kindes_, Stuttgart, 1909.

[62] Segundo Deniker, a _puberdade_ faz a sua apario, nos _pases
quentes_, entre os onze e os catorze anos; nos _pases frios_, entre os
quinze e os dezoito; e nos _pases temperados_, entre os treze e os
dezasseis; acrescentando, porm, que  mistr contar com as _influncias
tnicas_, _gnero de vida_, _regime alimentar_, etc. Cf. _Les races et
les peuples de la terre_, pg. 132.

[63] P. e A. exprimem a _ecloso pilar_ do _pbis_ e das _axilas_. A
_mudana da voz_ e, no sexo feminino, o _fluxo menstrual_ tambm so
caractersticas da _puberdade_. Os expoentes referem-se  _quantidade_.

[64] Confrontem-se os _dados antropomtricos_ inscritos na figura n.^o
12, com as _tabelas_ que exprimem as mdias de quatro mil _mensuraes_
feitas por Variot e Chaumet, em escolas e creches da cidade de Paris.
Cf, pgs. 54 e 58 dste _trabalho_.

[65] Aida nasceu em 14 de dezembro de 1903. Estatura do pai, 1,474; da
me, 1,579. Doenas: 1) _sarampo_ (aos 2-1/2 anos); 2) _coqueluche_ (aos
3 anos); 3) _bronquite aguda_ (aos 3-1/2 anos); 4) _enterites
freqentes_ (dos 6 at aos 11 anos); 5) _variola benigna_ (aos 8 anos);
6) _trasorelho_ (aos 8 anos); 7) _escarlatina_ (aos 11-1/2 anos). Duas
_quedas_, aos 5 anos. Como o _grfico_ indica, o _crescimento, em
altura_, a partir dos seis anos, _diminue de intensidade_, para no
_recrudescer_, seno, pelo aparecimento da _puberdade_.

Aos onze anos (dezembro de 1914), _desenvolvimento dos seios_, e P.^1.
Em 10 de maro de 1915, _primeiras regras_, e P.^2. Em setembro, do
mesmo ano, P.^3 A.^1.

[66] Na organizao dos _cnones antropomtricos_, temos de acumular
esta lacuna, considerando, provisriamente, _valores estrangeiros_, que
sero substitudos por _valores nacionais_, quando os houver apurados.

[67] Cf. Prof. Alfredo da Costa, _Quelques renseignements_, etc., cit.,
pg. 96, donde so extrados os _elementos_ desta _tabela_.

[68] _O F_ designa o _dimetro occipito-frontal_ (ntero-posterior
mximo, da _glabela_  _parte posterior occipital_).

_B P_ significa o _dimetro bi-parietal_ (a maior distncia que separa
transversalmente as duas _bossas parietais_).

_S O F_ representa a _circunferncia do crnio_,  altura das _bossas
frontais_.

[69] Cf. _ob. cit._, pg. 95.

[70] Cf. Mies, _Le poids du cerveau des nouveau-ns_, apud _Revue
d'anthropologie_, 1889. Dr. G. Paul-Boncour, _Anthropologie anatomique_,
 3.^o. _Volume et capacit du crne_. _Indice cubique_, pg. 261 e
segs.

[71] Cf. _Quelques considrations sur les dimensions de la tte du
foetus  terme_, apud _Compte-rendu du Congrs intern. de md._,
Lisbonne, pg. 277 e segs.


[72] O _ndice ceflico_ varia, durante a _infncia_ e na _puercia_: a
sua _fixidez_ no se estabelece, seno a partir dos nove anos.
Ordinriamente, ao nascer, diz J. Deniker, as crianas parecem mais
dolicocfalas, do que os adultos da sua raa; mas, a partir do primeiro
ms, a cabea cresce mais de-pressa, em largura, do que em
comprimento.... As nossas investigaes pessoais convencem de que a
cabea do infante aumenta, a princpio, em largura, para chegar, em
seguida, gradualmente,  forma definitiva, que se estabelece, pelos dez,
doze ou quinze anos, segundo as raas. _Races et peuples de la terre_,
Paris, 1900, pgs. 88 e 89.

[73] Cf. _Contribuio para o estudo da bacia na mulher portuguesa_,
Prto, 1916, pg. 72 e segs.

[74] Cf. _Contribuio para o estudo da bacia_, etc., _cit._

[75] Cf. _Elementos elucidativos sbre a relao dos ndices ceflicos e
da estatura com a capacidade craniana_, apud _O Instituto_, 1900, ms de
setembro.

[76] Cf. _Crnios portugueses_, Combra, 1906.

[77] _ndices ceflicos dos portugueses_, Combra, 1898.

[78] _Estudo de antropometria portuguesa_, Lisboa, 1898.

[79] _Notas sbre Portugal_, Lisboa, 1908, tomo I.

[80] Cf. Fonseca Cardoso, _ob. cit._, pg. 66. Cf. tambm sobre ste
assunto, Bento Carqueja, _O Povo Portugus_, pgs. 47 e segs.

[81] Em Frana, H. Muffang, professor do liceu de Saint-Brieuc,
procedeu, em vrios estabelecimentos de ensino do seu pas, a
_investigaes cefalomtricas_, no intuito de verificar, se as _leis da
antropo-sociologia_ so ou no aplicveis a _determinados grupos de
populao_; e se existe alguma relao entre as _aptides intelectuais
das crianas e as suas dimenses cranianas, ou seu ndice ceflico_. As
concluses que formulou so as seguintes: Il semble qu'il existe une
rlation entre les formes du crne et certaines tendances, novatrices ou
conservatrices, en matire d'enseignement, et une rlation entre les
succs scolaires et les dimensions absolues du crne. Une plus forte
longueur cranienne semble concider soit avec plus d'nergie, soit avec
plus d'aptitude intellectuele. Cf. _tudes d'anthropo-sociologie_,
Paris, 1897, pgs. 2 e 3.

[82] Cf. _L'homme dans la nature_, Paris, 1891, pg. 149.

[83] Cf. G. de Lapouge, _Les lois de l'anthropo-sociologie_, apud _Revue
Scientifique_, fasc. de outubro de 1897.

[84] ste dimetro  o _sacro-pbico_.

[85] Cf. H. Vierordt, _Anatomische, physiologische und physikalische
Daten und Tabellen_, Iena, 1906.

[86] Alm das _mensuraes_, que temos indicado, existem outras,
pertencentes  _Escola de alunos marinheiros do Norte_, sobre
_permetros do brao_, do _antebrao_, da _cxa_, da _perna_, do
_pesco_, da _bacia_; sobre a _distncia inter-mamilar_, e outras;
sobre a _capacidade vital_; _fra muscular_, etc.

[87] O _ndice torcico_, que calculamos para cada _idade_,  o que
exprime _a relao do dimetro transverso mximo, multiplicado por 100,
com o dimetro ntero-posterior mximo_.

[88] Em _Campolide_, tambm se empregava esta mesma _tcnica_. No _livro
das mensuraes_, a oitava coluna tinha a seguinte rubrica:

_Dimetros xifoidianos_ (transversal e ntero-posterior) tomados
durante a inspirao, a expirao e o tempo mdio.

[89] Cf. A. Souli, _Prcis d'anatomie topographique_, Paris, 1911, pg.
8-12; Godin, _ob. cit._, P. Topinard, _L'anthropologie_, pgs. 311 e
segs.

[90] _Propores_ de Topinard.

[91] Os _valores mtricos absolutos dos segmentos_ so referidos 
_estatura_ (1^{m},66, no _homem_; 1^{m},54, na _mulher_).

[92] Do _Vrtex_ ao _Queixo_.

[93] Do _Queixo_  _Frcula esternal_.

[94] [95] e [96] Da _Frcula esternal_  _base da Bacia_.

[97] (_Espdua_, _brao_ e _cotovlo_) do _acrmion_ ao _cotovlo_;
(_antebrao_, _punho_ e _mo_) do _cotovlo_  _apfise estilide_.

[98] (_Anca_, _cxa_ e _joelho_) da _base da bacia_ ao _centro do
joelho_; (_Perna_ e _tornozlo_) do _joelho_ ao _tornozlo_; (P) do
_tornozlo_ ao solo.

[99] _Circunferncia mxima_.

[100] Permetro _xifoidiano_.

[101] [102] [103] [104]: Sobre estas _medidas_, cf. P. Godin, _ob.
cit._, pgs. 252 e 253.

[105] No plano compreendido entre o _ponto metpico_ e a _convexidade
occipital_ (a parte mais saliente).

[106] Entre os _parietais, ubicumque inveniatur_, de modo a obter o
mximo afastamento das pontas do _compasso_.

[107] Ao nvel da extremidade inferior do esterno.  o dimetro
_esterno-vertebral_.

[108] Ao nvel da 8.^a _costela_.

[109] _Sacro-pbico_.

[110] _Biilaco_ (distncia entre as cristas ilacas).

[111] _Frmula do ndice plvico_:

_ndice_= Dimetro sacro-pbico da _Bacia_X100 / Distncia entre as
_cristas ilacas_

[112] Cf. _L'homme dans la nature_, cit., pg. 126.

[113] O desenho destas figuras pertence ao sr. Eduardo Ferraz, que o
executou, sob a nossa direco.

[114] Cf. Antnio Arroio, _O povo portugus_, apud _Notas sbre
Portugal_, t. II, pgs. 73 e segs.; Marques Braga, _Ensaio sbre a
psicologia do povo portugus_, Coimbra, 1902.

[115] Cf. J. Augusto Coelho, _Evoluo geral das sociedades ibricas_,
Lisboa, 1908, t. II.

[116] As _percentagens_ e os _valores mtricos_ so referidos  _altura
mdia do recm-nascido_ (0^m,50).

[117] Qusi a quarta parte da _altura_.

[118] Qusi dois teros da _altura_.

[119] Brao, antebrao, mo.

[120] Cxa, perna, p. Pouco mais de um tro da _altura_.

[121] ste _ndice_ exprime a relao do _dimetro transverso_,
multiplicado por 100, com o _dimetro ntero-posterior_.

[122] ste 2.^o _ndice_ exprime a relao do _permetro torcico_,
multiplicado por 100, com a _altura do corpo_.

[123] Ambos os _sexos_.

[124] Cf. Charlton Bastian, _Le cerveau organe de la pense_, t. II,
cap. 1.^o.

[125] Cf. Ch. Letourneau, _La psychologie ethniqne_, Paris, pgs. 25 e
segs.

[126] Cf. Bernard Perez, _Les trois premires annes de l'enfant_,
Paris, 1911, pgs. 10 e segs.

[127] Cf. P. Hachet-Souplet, _De l'animal  l'enfant_, Paris, 1913, pg.
127 e segs.

[128] Cf. P. Hachet-Souplet, _ob. cit._, pg. 127.

[129] _Altura_ total do corpo: 83^{cm} (s. m.); 81^{cm} (s. fem.).

[130] J. J. Rousseau, _mile, ou de l'ducation_, 4 vols., La Haye,
1762.

[131] Cf. Th. Ruyssen, _Essai sur l'volution psychologique du
jugement_, _cit._, pgs. 67 e segs.

[132] Cf. P. Hachet-Souplet, _ob. cit._, pgs. 70 e segs.

[133] Cf. Ed. Cramaussel, _Le premier veil intellectuel de l'enfant_,
Paris, 1911.

[134] _Altura_ total do corpo: 114^{cm},5 (s. m.); 106^{cm} (s. fem.).

[135] Cf. M.^{me} Necker de Saussure, _L'ducation progressive_, L. II,
cap. IV; Fr. Queyrat, _La logique chez l'enfant_, Paris, 1907; B. Perez,
_L'enfant de trois a sept ans_, Paris, 1907.

[136] Cf. _Le dveloppement mental chez l'enfant et dans la race_, trad.
fr., pgs. 15 e 16.

[137] Cf. E. Claparde, _Psychologie de l'enfant et pedagogie
exprimentale_, Paris, 1916, pgs. 515 e segs.

[138] _Altura_ total do corpo: 154^{cm},8 (s. m.); 152^{cm} (s. fem.)

[139] Cf. _L'me de l'adolescent_, _cit._, pg. 21.

[140] Cf. _Adolescence_, _etc._, _cit._, t. II, pgs. 75 e segs.

[141] _L'adolescence_ est l'ge de la _pubert_, l'ge o la sexualit
s'tablit dfinitivement, o le garon devient homme, o la fille
devient femme. Et personne ne saurait contester que la pubert marque
une tape importante et dcisive dans le cours de la vie humaine. Cf.
G. Compayr, _L'adolescence_, Paris, 1909, pg. 5.

[142] Cf. J. Laumonier, _La physiologie gnrale_ cit.

[143] Cf. Paul-Boncour, _Anthropologie anatomique_, cit., pg. 56 e
segs.

[144] Cf. Topinard, _L'anthropologie_, cit.; Qutelet, _Anthropomtrie_,
Paris, 1871; Paul-Boncour, _Ob. cit._, pg. 60.

[145] Cf. J. Deniker, _Les races et les peuples de la terre_, Paris,
1900.

[146] Lannois depois de explicar essa _transformao_, pelo estudo das
_modificaes estruturais_ que a _lmina cartilaginosa_ sofre, a partir
do seu centro para o _sso diafisirio_, desde o _tecido hialino
tpico_, at  _zona osteide ou de ossificao_, escreve: assim se
forma o tecido sseo, primitivamente esponjoso, que se juxtape e
assimila ao do corpo e da extremidade dos ossos. O modo de ossificao
indicado  activo e contnuo, prosseguindo, durante a infncia, e
exagerando-se na adolescncia, muitas vezes, por forma brusca,
determinando um crescimento mais ou menos rpido; que, todavia,
definitivamente se extingue, dos vinte aos vinte e cinco anos. Se,
ento, examinarmos a regio que corresponde  faixa cartilagnea
juxta-epifisiria, nenhuns vestgios encontraremos dela: a cartilagem
substituu o sso, sendo completa a fuso da epfise com a difise. Cf.
_tudes biologiques sur les gants_, cit., pgs. 333, 334 e 335.

[147] Cf. _L'Anthropologie_, cit., pg. 143; cf. mais: Papillaut,
_L'homme moyen  Paris_, apud _Bull. et Mm. de la Soc. d'Anthrop._,
1902; P. E. Launois, _Causes et consquences de la prolongation de
l'ossification des cartilages de conjugaison_, apud _Compt. rendus de
l'association des anatomistes_, Lige, 1903; Alexis Julien, _Loi de
l'apparition du premier point piphysaire des os longs_, 1892.

[148] Cf. Dr. G. Paul-Boncour, _Anthropologie anatomique_, cit, pg. 117
e seg.

[149] Cf. Alves dos Santos, _O Crescimento da Criana portuguesa_, cit.,
pg. 78-80 e 90; 71-77.

[150] As _notaes_ que apresentamos, representativas alis de grande
nmero de _mensuraes_, divergem muito do _ndice torcico_ de
Weisgerber, pelo que respeita ao _adulto_, pois que o fixa em 118. Cf.
P. Topinard, _L'homme dans la nature_, cit., pg. 260.

[151] Cf. Dr. L. Manouvrier, _tude sur les rapports anthropomtriques
en gnral et sur les principales proportions du corps_, apud _Mm. de
la Soc. anthr._, Paris, 1902, T. II.

[152] Cf. Dr. E. Apert, _Les enfants retardataires_, Paris, 1902; J.
Comby, _Trait du rachitisme_, Paris, 1901.

[153] Cf. E. Regis, _Prcis de psychiatrie_, Paris, 1914; Barty, _De
l'infantilisme, du snilisme, du fminisme, du masculisme et du facies
scrofuleux_, _Nice mdical_, 1876.

[154] Cf. L. Testut, _Trait d'anatomie humaine_, Paris, 1911, T. III,
6.^a ed., pgs. 762 e segs.

[155] Cf. _La physiologie gnrale_, cit., pgs. 424-426.

J. Hricourt atribue tambm  insuficincia funcional da _glndula
tiroide_ outros acidentes e perturbaes, que pertencem ao _reumatismo
crnico_: dres nervosas e musculares, retraces aponevrticas,
cefalalgias, molstias de pele, etc.

Cf. _L'hygine moderne_, Paris, 1907, pg. 12.

[156] O sr. Dr. A. Aurlio da Costa Ferrera, num artigo publicado na
_Medicina Moderna_ (fevereiro de 1917) atribue a _gaguez_ a excessos de
secreo da _glndula tiroide_. Cf. _Anurio da Casa-Pia_, 1916-1917,
pg. 544-546; cf. tambm do mesmo autor, _Dois sphygmogramas de gagos_,
Lisboa, 1918.

Sobre as relaes do _corpo tiroide_ com as perturbaes da
_ossificao_, cf. C. Denis, _De l'influence de la glande thyride sur
le dveloppement du squelette_, Lyon, 1896; Boullenger, _De l'action de
la glande thyride sur la croissance_, Paris, 1896; Rogowitch, _Effets
de l'ablation du corps thyride_, apud _Arch. de Physiol._, nov. de
1888; Gley, _Sur les fonctions du corps thyride_, apud _Arch. de
physiol. norm. et pathol._, Paris, 1892; P. E. Launois, _tudes
biologiques sur les gants_, cit., pgs. 340 e segs.; _Iunta para
ampliacion de estudios_... _Anales_, T. XVII, _memoria 3.^a,
Investigaciones acerca de la inervacin del pncreas como glndula de
secrecin interna_, por Jos Maria de Corral, Madrid, 1918.

[157] Cf. E. Apert, _Maladies des enfants_, cit., M. Springer, _tudes
sur la croissance et son rle en pathologie_, Paris, 1890; J. Comby,
_Trait des maladies de l'enfance_, Paris, 1899; _Maladies de
croissance_, apud _Arch. de Mdc._, 1890.

[158] Cf. Dr. lvaro F. de Novais e Sousa, _Assistncia e Maternidade_,
Combra, 1915; Sobral Cid, _Mortalit infantile en Portugal--XV Congrs
International de Mdicine_, Lisboa, 1906.

[159] Cf. _Boletim mensal de estatstica demogrfico-sanitria_, Lisboa,
Impr. Nacional.

[160] Cf. _Anurio estatstico de Portugal_ (vol.^{es} de 1903 a 1916),
Lisboa, Impr. Nac.

[161] Cf. Dr. Novas e Sousa, _ob. cit._, pgs. 5 e segs.

[162] ste _grfico_ foi-nos amavelmente cedido pelo snr. Dr. Novais e
Sousa, que o publicou, pela primeira vez, na _Assistncia e
Maternidade_, cit.

[163] Cf. Pierre Mendousse, _L'me de l'adolescent_, cit.

[164] Cf. Paul Godin, _ob. cit._, pg. 143 e segs.

[165] Cf. Paul Godin, _ob. cit._, pg. 152 e segs.

[166] Cf. Dr. E. Claparde, _Psychologie de l'enfant_, etc., cit., pg.
429 e segs.; Frd. Queyrat, _Les jeux des enfants_, Paris, 2.^a ed.,
1908; Dr. Alves dos Santos, _O ensino primrio em Portugal_, cit.;
Stanley Hall, _Adolescence_, etc., cit.; Colozza, _Psychol. und
Pdagogik des Kinderspiels_, Altenburg, 1900.

[167] Cf. J. Wilbois, _Les nouvelles mthodes de l'ducation_, Paris,
1914.

[168] Cf. P. Hachet-Souplet, _De l'animal  l'enfant_, Paris, 1913; Th.
Ribot, _L'hrdit psychologique_, Paris, 1910.

[169] Cf. para conhecimento dessas _classificaes_, Dr. E. Claparde,
_ob. cit._, pgs. 462 e segs.; Queyrat, _Les jeux de l'enfant_, Paris,
1905.

[170] Cf. Antnio Alfredo Alves, _Jogos infantis_, apud _Revista de
educao_, Lisboa, julho de 1912; F. Adolfo Coelho, _Jogos e rimas
infantis_, Prto; Augusto Pires de Lima, _Jogos e canes infantis_,
Prto, 1916.

[171] Pertencem a Mosso estas palavras concludentes: At h pouco
tempo, os educadores e os fisiologistas limitavam-se a dizer que a
gimnstica alem era intil e perigosa; comea-se a dizer agora que essa
gimnstica  prejudicial. Cf. _ducation physique de la jeunesse_,
Paris, 1895, pg. 256. E Cellrier acrescenta: A gimnstica no passa
de uma abstraco do jgo; tiraram-lhe os atractivos dste para lhe
conservarem apenas o esfro e a fadiga, que importa. Cf. _Esquisse
d'une science pdagogique_, Paris, 1910, pgs. 192 e 193.

[172] O homem nasce, vive e morre, num _meio areo_; por isso, o _ciclo
da vida_ compreende-se entre uma _inspirao inicial_ e uma _expirao
final_. A vida , portanto, uma _oxidao_, assegurada pelo jgo
elstico dos pulmes e do corao. Donde resulta que tda a _gimnstica_
(para ser racional) deve facilitar aquele jgo, isto , _ser
respiratria_. Cf. Dr. Tissi, _Prcis de gymnstique rationelle_,
Paris, 1900.

[173] Cf. Dr. Desfosss, _La gymnastique respiratoire chez les enfants_,
Paris, 1900. Cf. Tambm P. Barth, _Pedagogia e Didatica_, trad. ital.,
Turim, 1917, pg. 453 e segs.

[174] Cf. Dr. E. Toulouse, _Le Cerveau_, Paris, 1901; Th. Ribot, _Les
maladies de la mmoire_, Paris, 1900; Ch. Richet, _Essai de psychologie
gnrale_, Paris, 1912.

[175] Cf. Claude Bernard, _La science exprimentale_, Paris, 1878, pgs.
367-403; K. Pearson, _La grammaire de la science_, trad. fran. do
ingls, Paris, 1912, pg. 49 e segs.

[176] Cf. R. Turro, _La mthode objective_, apud _Revue philosophique_,
n.^{os} 10 e 11, de out. e nov. de 1916.

[177] Cf. G. Bohn, _La nouvelle psychologie animale_, cit., pg. 17 e
segs.

[178] Cf. Jacques Loeb, _Die Bedeutung der Tropismen fr die
Tierpsycholog._; E. Gley, _tudes de psychologie physiol. et pathol._,
Paris, 1903.

[179] Cf. Ch. Richet, _Dictionnaire de physiol._, pal. _cerveau_; W.
James, _Principii d psicologia_, trad. ital., Milo, 1909, pg. 10-91.

[180] Cf. James Sully, _tudes sur l'enfance_, trad. fran., Paris,
1898; Ch. Letourneau, _La psychologie thnique_, Paris, 1900.

[181] Cf. _Trait International de Psychologie Pathologique_, Paris,
1911-1912, T. I, cit.; P. Flechsig, _tudes sur le cerveau_, trad.
fran., Paris, 1898; J. P. Morat, _Trait de physiologie_ (Fonctions
d'innervation), Paris, 1902; W. Bechterew, _La psychologie objective_,
Paris, 1913; Meumann, _Experimentelle Pdagogik_, 1907; W. James,
_Principii di psicologia_, cit.

[182] Cf. Ch. Letourneau, _La psychol. thn._, cit.

[183] Cf. J. Deniker, _Les races et les peuples de la terre_, cit., pg.
119 e segs.

[184] Cf. _Trait Intern. de psychol. pathol._ T. I, cit., pg. 472.

[185] As _notaes_ que o _diagrama_ (fig. n.^o 19) exprime, pertencem
aos _cnones antropomtricos_, expostos a pginas 85-104.

[186] Cf. J. Deniker, _Ob. cit._, pg. 123; _Trait intern. de psych.
pathol._, cit. T. I, pgs. 297--314; H. Hffding, _Esquisse d'une
psychologie fonde sur l'exprience_, Paris, 1909, pgs. 39-94; 118-122;
W. James, _Ob. cit._; Preyer, _L'me de l'enfant_, pgs. 298-304.

[187] Os _elementos_ que consideramos para a _concepo_ desta _curva_,
assim como os da _curva da conscincia_ (fig. n.^o 22) so hauridos dos
_testemunhos dos psiclogos e dos fisiologistas_, dispersos pelos
_livros de scincia_, e tambm da _observao e da experincia pessoal_.
A _forma grfica dessa concepo_  absolutamente original.

[188] Cf. o pref. do T. II do _Trait international de psychologie
pathologique_, cit.

[189] Cf. Ch. Fer, _Sensation et mouvement_, Paris, 1900, pg. 94 e
segs.

[190] Cf. B. Perez, _Les trois premires annes de l'enfant_, Paris,
1911, com pref. de James Sully; pgs. 1-9.

[191] Cf. pginas 18 e segs. Cf. Preyer, _L'me de l'enfant_, trad.
fran. cit; B. Perez, _Les trois premires annes de l'enfant_, Paris,
1911; A criana, quando _nasce_, exerce duas espcies de _actividades_
(ambas inconscientes): 1) _reaces_, consecutivas a _excitaes_
(reflexas); 2) _actos hereditrios_, necessrios  manuteno da vida
(instintos). Os _centros nervosos_ dstes _movimentos_ encontram-se no
_eixo cinzento_ (medula) e nos _centros sub-corticais_.

[192] A _linguagem_  funo do _sistema nervoso_. Depois dos _centros
nervosos hereditrios_, e dos _centros corticais sensoriais_, o primeiro
_centro_ que se organiza  o da _linguagem falada_; mas esta s existir
verdadeiramente, quando existir uma perfeita _imagem cerebral_, isto ,
uma _idea_ ou um _smbolo_, de que seja expresso.

Aos _sons inarticulados_ do _recm-nascido_ (puras _reflexas_ do
_sistema nervoso_), segue-se a _linguagem imitativa_ e _balbuciada_ do
_infante_; depois a _palavra rudimentar_ da criana que atinge o fim do
_primeiro ano_; e s, por ltimo,  que surge a _linguagem propriamente
dita_, isto , a _linguagem, como expresso do pensamento_. Cf. Dr.
Alves dos Santos, _Elementos de Filosofia scientfica_, 2.^a ed.,
Lisboa, 1918, pg. 221 e segs.; _Revue Philosophique_, Jan. de 1918,
fasc. n.^o 1.

[193] Pertencem  _adolescncia_ e ao _perodo peri-pubertrio_, como
caractersticas, que lhes so _especficas_:

     1) _esprito combativo_ e _audaz_;

     2) _optimismo_; _ingenuidade_; _conscincia do prprio valor_;

     3) _coragem_; _luta contra o mdo_;

     4) _egotismo_ ou _egocentrismo_ (expanso da _personalidade_; _amor
     de si_);

     5) _sociabilidade_;

     6) _instabilidade_ (mental e moral);

     7) _superactividade e dinamogenia dos sentimentos_; _etc._, _etc._

Cf. Pierre Mendousse, _L'me de l'adolescent_, Paris, 1911; G. Compayr,
_L'adolescence_, Paris, 1909.

[194] A ste _paralelismo_ chama A. Marie: _lei da simultaneidade e da
correlao necessria entre a energia nervosa e a actividade mental_.

[195] _Meios de fortuna_ ou _recursos materiais dos pais ou tutores_.

[196] _Conduta_ (normal ou anormal) _da famlia_.

[197] _Profisso dos progenitores ou tutores._

[198] _Oficial, particular ou domstico._

[199] _Fisiolgicos e patolgicos._

[200] _Dentio, marcha, fala_ (pocas em que se produziram).

[201] _Acidentes_ (doenas, quedas, traumatismos, assimetrias).

[202] Bom, mau, pssimo; grande, pequeno, mdio; nutrido, magro,
esqueltico; esbelto, atarracado.

[203] Estado da _pele_; sua colorao e dos _cabelos_.

[204] Crescimento (normal ou anormal) do _sistema sseo_.

[205] Estado da _bca_ e dos _dentes_.

[206] Determinao da _capacidade vital_ (quantidade de ar que podem
conter os _pulmes_ dilatados): 3 a 4,^{m3} no adulto, normal.
_Freqncia de respirao_: a) no _adulto_, normal, 14 a 18
_respiraes_, por minuto; b) no _recm-nascido_, 50; c) nas _idades_
intermedirias, entre 15 e 45, caminhando para sses extremos, consoante
a _criana_, pela sua idade, se aproxima ou afasta da _recm-nascena_.
Cada _respirao_ compreende uma _inspirao_ e uma _expirao_. A
_capacidade vital_ mede-se com o _espirmetro_.

[207] O estado da _circulao sangunea_ pode apreciar-se, por meio do
_cardigrafo_ (que mede ou regista as _pulsaes do corao_), do
_pneumgrafo_ (que avalia a _amplitude torcica_), e do _esfigmgrafo_
(que mede as _pulsaes da artria radial_ (pulso). Segundo Mathias
Duval, o nmero mdio de _pulsaes_, por minuto (medidas com o auxlio
dum _relgio_, _de segundos_), em regra, :  _nascena_, 160 a 180; 2)
no _fim do primeiro ano_, 100 a 115; 3) na _puercia_ (pelos 7 anos), 90
a 100; 4) no _perodo peri-pubertrio_, de 80 a 90; 5) na _idade
adulta_, 70 a 75.

[208] Desenvolvimento dos _rgos genitais_; e sinais da _puberdade_.

[209] Desenvolvimento da _musculatura_.

[210] _Tonus_ ou _capacidade de reaco_.

[211] Defeitos de _construo orgnica_.

[212] _Modificaes_ sobrevindas, durante o crescimento.

[213] _Fra muscular_ (das mos, dos rins, etc.), medida pelos
_dinammetros_.

[214] _Fadiga fsica_ e _fadiga mental_; sua medida, por _processos
directos_ e _indirectos_.

[215] _Observao geral_: Tdas as _medidas_ so tomadas sbre a
_criana nua_. O _material pedomtrico_  o _auxanmetro de Paul Godin_:
dois _compassos de espessura_ (um, mais pequeno, para _medidas
cranianas_; outro, maior, para os _dimetros torcicos_); uma _fita
mtrica inextensvel_, para as _circunferncias_; e uma _balana de
preciso_, para as _pesagens_.

O _permetro torcico_ mede-se  altura da extremidade inferior do
_esterno_, na sua articulao com o _apndice xifide_.

O _dimetro vertical do crnio_ toma-se, desde o _vrtex_ ao
_anti-tragus_.

O _dimetro vertical do tronco_ mede-se, desde a _frcula esternal_ at
ao _grande-trocnter_.

Antebrao (mximo) representa a _grossura muscular_; (mnimo) representa
a _grossura ssea_ (pulso).

[216] E (estatura) B (busto).

[217] C (crebro) V (vsceras).

[218] O (ossatura).

[219] S (superfcie do corpo) E (estatura) D (dimetro ntero-posterior
mximo do crnio) d (dimetro bi-acromial).

[220] _Ecloso pilar do pbis_. Primeiros sinais da _Puberdade_.

[221] _Instalao da Puberdade_. P (pbis) A (axilas).

[222] Encerramento do _perodo pubertrio_.

[223] D. tr. (dimetro transverso do crnio) D. ant. p. m. (dimetro
ntero-posterior mximo do crnio).

[224] D. transv. (dimetro transverso do trax) D. ant. post. (dimetro
ntero-posterior do trax).

[225] D. s. p. b. (dimetro sacro-pbico da bacia) Dist. cr. ilacas
(distncia entre as _cristas ilacas_).

[226]  a _frmula de Pignet_.--C. R. (coeficiente de robustez fsica) E
(estatura) P (pso) Per. T. (permetro torcio) insp. (inspirao) exp.
(expirao).

[227] _ndice do tronco_.

[228] Cf. pg. 48.

[229] Cf. pg. 53.

[230] Apario da _Puberdade_.

[231] Instalao da _Puberdade_.

[232] Encerramento da _Puberdade_.




Lista de erros corrigidos


Aqui encontram-se listados todos os erros encontrados e corrigidos:


  +----------+-------------------------+---------------------------+
  |          |        Original         |         Correco         |
  +----------+-------------------------+---------------------------+
  |#pg.  59 | semgentares             | segmentares               |
  |#pg. 113 | _crescimento anormal_, | _crescimento anormal_,  |
  +----------+-------------------------+---------------------------+

No quadro 5, na linha 13 da ltima coluna, o nmero surge sumido na obra
original.

Sendo esse nmero resultado da mdia de valores apresentados
anteriormente, conclui que esse seja "133".





End of Project Gutenberg's Educao nova, by Augusto Joaquim Alves dos Santos

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electronic works in formats readable by the widest variety of computers
including obsolete, old, middle-aged and new computers.  It exists
because of the efforts of hundreds of volunteers and donations from
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Volunteers and financial support to provide volunteers with the
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remain freely available for generations to come.  In 2001, the Project
Gutenberg Literary Archive Foundation was created to provide a secure
and permanent future for Project Gutenberg-tm and future generations.
To learn more about the Project Gutenberg Literary Archive Foundation
and how your efforts and donations can help, see Sections 3 and 4
and the Foundation web page at http://www.pglaf.org.


Section 3.  Information about the Project Gutenberg Literary Archive
Foundation

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501(c)(3) educational corporation organized under the laws of the
state of Mississippi and granted tax exempt status by the Internal
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number is 64-6221541.  Its 501(c)(3) letter is posted at
http://pglaf.org/fundraising.  Contributions to the Project Gutenberg
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permitted by U.S. federal laws and your state's laws.

The Foundation's principal office is located at 4557 Melan Dr. S.
Fairbanks, AK, 99712., but its volunteers and employees are scattered
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809 North 1500 West, Salt Lake City, UT 84116, (801) 596-1887, email
business@pglaf.org.  Email contact links and up to date contact
information can be found at the Foundation's web site and official
page at http://pglaf.org

For additional contact information:
     Dr. Gregory B. Newby
     Chief Executive and Director
     gbnewby@pglaf.org


Section 4.  Information about Donations to the Project Gutenberg
Literary Archive Foundation

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