Cpias de Segurana

Hardware  indeterminadamente confivel,
Software  indeterminadamente confivel,
Pessoas so indeterminadamente confiveis,
Natureza  determinadamente confivel.


O que  importante copiar?

Os dados so valiosos. Eles custam tempo e esforo para serem regerados, e
isso significam despesas ou no mnimo desgaste pessoal e lgrimas, sendo
que algumas vezes, sequer eles podem ser recriados, como por exemplo o
resultado de alguns experimentos. As sim sendo,  um bom investimento
proteger os dados e ter procedimentos que evitem a sua perda. 

H basicamente quatro razes que provocam a perda de dados: falhas de
hardware, problemas em programas, ao humana e desastres naturais. Apesar
dos hardwares modernos serem mais confiveis, eles ainda podem Ter panes
espontaneamente e sem aviso prvio. O componente mais crtico de hardware
para armazenamento de dados  o disco rgido, o qual  baseado em que
pequenos campos magnticos permaneam intactos em um mundo repleto de
rudos eletromagnticos. 

Softwares modernos no tendem a ser mais confiveis, um programa estvel
como uma rocha slida  uma exceo e no uma regra. Humanos so tambm
pouco confiveis, quer pelos erros que possam cometer, quer por tentativas
mal intencionadas de destruir os da dos. A natureza pode no ser
diablica, porm pode gerar danos, mesmo quando est sendo boa (chuvas,
excesso de calor,...). Bem, no final trata-se de um pequeno milagre que no
final as coisas consigam funcionar. 

Cpias de segurana  uma forma de proteger investimentos em dados.
Tendo-se diversas cpias dos dados, tornar de menor importncia se alguns
dados forem perdidos, pois o custo ser o de somente restaurar os dados de
uma das cpias. 

 importante fazer-se cpias de maneira adequada. Como tudo o mais
relacionado ao mundo fsico, cpias de segurana podem falhar mais cedo ou
mais tarde. Parte do trabalho da gerao das cpias de segurana  estar
seguro de que elas funcionam; ningum go staria de perceber que suas
cpias no funcionam, quando elas forem necessrias. Adicionar mais
problemas a uma perda de dados, somente pode agravar ainda mais a
emergncia. Caso se tenha somente uma mdia de cpia de segurana ela
tambm pode sofrer dano s, sobrando somente a lembrana do grande trabalho
realizado, como por exemplo o banco de dados de usurios com mais de
15.000 registros de clientes, que foi perdido. Mais ainda, a cpia deve
estar funcionando perfeitamente, porm a ltima unidade de fita s que
consegue ler o tipo de fita da cpia de segurana est cheia de gua. 

Quando o tema  cpia de segurana, parania  a melhor descrio deste
trabalho. 


Selecionando o dispositivo de cpia de segurana 

A deciso mais importante
sobre cpias de segurana  a opo da mdia a ser utilizada.  necessrio
considerar custos, confiabilidade, velocidade, disponibilidade e 
utilidade. 
 
A questo custos  importante, uma vez que  prefervel ter-se muitas
vezes mais capacidade de armazenamento das cpias do que a quantidade de
dados existentes. Uma mdia econmica  usualmente uma necessidade.

Confiabilidade  extremamente importante, desde que uma cpia com
problemas pode fazer um homem adulto chorar. Uma mdia de cpia de
segurana deve ser capaz de manter os dados em perfeito estado durante
anos. A foram de usar a mdia afeta a sua confiabil idade. Um disco rgido
 normalmente muito confivel, mas como uma mdia para cpias de segurana
pode no s-lo, caso o mesmo computador esteja gerando as cpias.

Velocidade no  usualmente muito importante, caso a cpia possa ser
realizada de forma no interativa, ou seja no importa que uma cpia de
segurana seja realizada em duas horas, desde que ela possa ser feita sem
assistncia. Por outro lado, caso a cpi a no possa ser realizada quando
o computados esteja disponvel, ento velocidade  um tema importante. 

Disponibilidade , obviamente, necessria, desde que no se pode usar uma
mdia de cpia de segurana, se ela no existir. Menos bvia  a
disponibilidade futura e em outros equipamentos diferentes dos que aonde
ela foi gerada. De outra forma pode no ser
 possvel  restaurar os dados aps algum acidente.
 
Utilidade  um fator abrangente e que se relaciona  periodicidade em que
as cpias so realizadas. A forma mais simples  realizar cpias da melhor
maneira possvel, isto  no menor perodo e com o maior conjunto de dados
possveis. Uma mdia de cpia n o deve ser difcil ou trabalhosa de ser
usada. 

As alternativas tpicas so disquetes e fitas. Disquetes so extremamente
baratos, relativamente confiveis, no muito rpidos, de alta
disponibilidade, mas no muito teis para grandes quantidades de dados.
Fitas so baratas e algumas nem tanto assim, re lativamente confiveis e
velozes, de mdia disponibilidade, e, dependendo do tamanho da fita,
bastante confortveis.

H algumas outras alternativas,, no muito comuns, mas caso isso no seja
um problema, podem ser uma melhor opo em muitos casos. Por exemplo,
discos ticos podem conter o melhor das duas opes anteriores: tm acesso
randmico, tornando a restaurao ma is simples e rpida como os
disquetes, e podem conter uma grande quantidade de dados como as fitas. 

Acrescentaramos ainda como opes viveis: discos rgido em outros
equipamentos, CD gravveis e zip drives e similares. 


Selecionando a ferramenta de cpia de segurana 

H diversas ferramentas
que podem ser utilizadas na gerao de cpias de segurana. Uma ferramenta
tradicional em Unix so os utilitrios tar, cpio e dump. Adicionalmente
uma srie de pacotes de terceiros (alguns de livre distribuio, outros
comerciais_ podem ser utilizados. A opo da mdia pode afetar na escolha
da ferramenta.

tar e cpio so similares, e equivalentes do ponto de vista da cpia de
segurana. Ambas so capazes de guardar dados em fitas, por exemplo, e
restaur-los. Podem gravar dados em praticamente qualquer mdia, desde que
os arquivos de controle de dispositivo s tomem conta dos acessos de baixo
nvel ao equipamento e permitam o acesso de programas de usurios  mdia.
Algumas verses destes programas em alguns sistemas Unix podem ter
dificuldades com arquivos menos usuais (como ligaes simblicas, arquivos
de dispositivos, arquivos com nomes muito longos, e assim por diante),
porm as verses de Linux podem lidar com isso corretamente.

dump  um pouco diferente pois l o sistema de arquivos diretamente, sem
uso dos mecanismos de indireo. Foi desenvolvido tambm para a gerao de
cpias de segurana; tar e cpio so ferramentas para o arquivamento de
arquivos, apesar de funcionarem tamb m para cpias de segurana.
 
Ler diretamente o sistema de arquivos traz algumas vantagens. Isso torna
possvel gerar as cpias sem afetar a data de acesso dos arquivos; no caso
de tar e cpio  necessrio antes montar o arquivo com permisses somente
de leitura.  tambm mais eficient e, caso seja necessrio copiar todo o
sistema de arquivos, uma vez que muito menos movimento das cabeas de
leitura e gravao do disco rgido ser exigido. A maior desvantagem  que
 um programa de cpia especfico para somente um tipo de sistema de arq
uivos; o programa dump do Linux entende somente os sistemas de tipo ext2. 
dump suporta ainda nveis de cpias, ao passo que tar e cpio tem essa
funcionalidade implementada por outras ferramentas. 

Uma comparao entre softwares fornecidos por terceiros est alm do
escopo deste livro, porm uma lista de softwares de livre distribuio
pode ser encontrada no Mapa de Softwares Linux. 



Cpias de segurana simples

Um esquema simples de cpia de segurana  copiar tudo uma nica vez e
aps copiar somente os arquivos que sofreram alteraes aps a cpia
inicial. A primeira cpia  denominada cpia total e as seguinte cpias
incrementais. Uma cpia total  normalmente
 mais trabalhosa que a incremental, uma vez que muito mais dados so
gravados e pode eventualmente no caber em uma nica fita, disquete, ou
qualquer que seja a mdia utilizada. A restaurao de uma cpia
incremental pode ser muitas vezes mais trabalhosa do que de uma cpia
total. A restaurao pode ser otimizada desde que sempre se copie tudo o
que foi alterado desde a ltima cpia total; desta forma as cpias podem
ser um pouco mais trabalhosas e demoradas, mas nunca ser necessrio
restaurar mais que d uas cpias (total e incremental). 

Caso se deseje realizar cpias dirias e se tenha seis fitas, por exemplo,
pode-se fazer uma cpia total inicialmente (digamos na sexta-feira), e
pode-se utilizar as fitas 2 a 5 para cpias incrementais (de segunda-feira
a quinta-feira). Faz-se ento uma nova cpia total com a fita 6 na segunda
sexta-feira, e reinicia-se o ciclo incremental com as fitas 2 a 5. No 
necessrio regravar a fita 1 at que uma nova cpia total seja gerada.
Aps a gerao da cpia total na fita 6, pode-se manter a fita 1 em al gum
outro local, assim se o conjunto de fitas for perdido em um incndio, por
exemplo, ao menos algo ter restado. Ao fazer-se uma nova cpia total ,
utiliza-se a fita 1 e a fita 6 toma o seu lugar. 
 
Caso se disponha de mais de 6 fitas, pode-se usar as fitas extras para
cpias completas. A cada vez que seja feito uma nova cpia total,
utiliza-se sempre a mais antiga. Desta forma pode se ter cpias de vrias
semanas anteriores , o que pode ser til cas o se deseje encontrar um
arquivo antigo que foi apagado ou uma verso antiga de algum arquivo
presente. 




Cpias de segurana com tar

Uma cpia de segurana completa pode ser facilmente gerada com o comando tar:

     # tar -create -file /dev/ftape /usr/src 
     tar: Removing leading / from absolute path names in the archive 
     # 

O exemplo acima utiliza a verso GNU do comando tar e sua opo para
utilizao de nomes longos. A verso tradicional de tar somente entende
opes descritas atravs de um nico caracter. A verso GNU pode ainda
lidar com cpias de segurana que no caiba m em uma nica fita ou
disquete, assim como com caminhos longos, porm nem todas as verses podem
fazer isso (Linux somente utiliza o GNU tar). 

Caso a cpia no caiba em uma nica fita, por exemplo,  necessrio ativar
a opo multi-volume (-M):

     # tar -cMf /dev/fd0H1440 /usr/src 
     tar: Removing leading / from absolute path names in the archive 
     Prepare volume #2 for /dev/fd0H1440 and hit return: 
     # 

Observe que deve-se formatar os disquetes antes de iniciar a cpia, ou
ainda usar outra janela ou terminal virtual e faz-lo assim que o tar
solicitar um novo disquete. 

Aps a gerao da cpia, deve-se verificar se tudo esta em perfeitas
condies. Pode-se fazer isso utilizando a opo -compare (-d):

     # tar -compare -verbose -f /dev/ftape 
     usr/src/ 
     usr/src/linux 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/ 
     .... 
     # 

No executar a checagem significa que no se perceber que as cpias no
funcionam at que elas sejam necessrias.  Uma cpia incremental pode ser
feita com o comando tar utilizando-se a opo newer (-N):

# tar -create -newer '8 Sep 1998' -file /dev/ftape /usr/src -verbose 
     tar: Removing leading / from absolute path names in the archive 
     usr/src/ 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/ 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/include/ 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/include/linux/ 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/include/linux/modules/ 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/include/asm-generic/ 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/include/asm-i386/ 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/include/asm-mips/ 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/include/asm-alpha/ 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/include/asm-m68k/ 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/include/asm-sparc/ 
     usr/src/patch-1.2.11.gz 
     # 

Infelizmente, tar no pode perceber quando somente uma informao no inode
foi modificada, como por exemplo, alterao de permisses de acesso, ou
quando somente o nome foi alterado. Isso pode ser feito usando-se o
comando find e comparando o sistema de a rquivos atual com a lista de
arquivos copiados previamente. Scripts e programas que executam essas
tarefas podem ser encontrados em sites FTP Linux. 



Restaurando arquivos com tar

Deve-se usar a opo -extract (-x) para restaurar arquivos copiados com o
comando tar. 

     # tar -extract -same-permissions -verbose -file /dev/fd0H1440 
     usr/src/ 
     usr/src/linux 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/ 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/include/ 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/include/linux/ 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/include/linux/hdreg.h 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/include/linux/kernel.h 
     ... 
     # 

Pode-se ainda extrair somente arquivos e diretrios especficos (inclusive
seus subdiretrios), bastando nomin-los na execuo do comando:

     # tar xpvf /dev/fd0H1440
usr/src/linux-1.2.10-includes/include/linux/hreg.h
     usr/src/linux-1.2.10-includes/include/linux/hreg.h 
     # 


Pode-se usar a opo -list (-t), caso se queira saber quais so os
arquivos presentes na cpia:

     # tar -list -file /dev/fd0H1440 
     usr/src/ 
     usr/src/linux 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/ 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/include/ 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/include/linux/ 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/include/linux/hdreg.h 
     usr/src/linux-1.2.10-includes/include/linux/kernel.h 
     ... 
     # 

Note-se que tar sempre l o volume seqencialmente, tornando-se um pouco
lento em grandes volumes. De qualquer forma, ao se utilizar mdias como
fitas ou outras seqenciais, no  possvel utilizar acessos randmicos. 

tar no consegue lidar adequadamente com arquivos apagados. Caso se
necessite restaurar um sistema de arquivos de uma cpia de segurana total
e de uma incremental, e algum arquivo foi apagado entre as duas cpias,
ele estar presente aps a restaurao. Isso pode ser um grande problema,
caso o arquivo contenha dados sensveis que no mais deveriam estar
disponveis. 


Cpias em diversos nveis

O mtodo de cpia simples descrito na seo anterior  muitas vezes
bastante adequado para uso pessoal ou pequenas corporaes. Para tarefas
mais complexas o uso de cpias multinvel pode ser mais adequada.

O mtodo simples tem dois nveis: cpia completa e cpias incrementais.
Isso pode ser generalizado para qualquer nmero de nveis. Uma cpia
completa pode ser de nvel 0, e os diferentes nveis incrementais podem
ser 1, 2, 3,... e assim por diante. A cada
 cpia incremental podem ser copiado tudo o que foi alterado desde a cpia
anterior de mesmo nvel. 

O propsito deste procedimento  permitir um maior histrico de cpias de
forma econmica. No exemplo da seo anterior o histrico das cpias
remontava  ltima cpia total. Isso pode ser estendido ao se ter mais
fitas disponveis, e mesmo com somente u ma nova fita por semana, pode ser
um pouco dispendioso. Um histrico maior pode ser til, uma vez que
arquivos corrompidos ou apagados podem passar desapercebidos por longos
perodos. Mesmo um averso no muito atualizada de um arquivo pode ser
melhor que
 nenhuma.   

Com cpias de segurana multinvel, o histrico pode ser estendido de
forma mais econmica. Por exemplo, caso se tenha 10 fitas disponveis,
pode-se usar as fitas 1 e 2 pata cpias mensais (primeira sexta-feira de
cada ms), fitas 3 a 6 para cpias semana is (as demais sextas-feiras do
ms; sendo mais quatro unidades uma vez que um ms pode conter at 5
sextas-feiras); e 7 a 10 para cpias dirias (de segunda-feira a
quinta-feira). Adicionando-se somente quatro fitas, pode-se estender o
histrico de cpias
 de duas semanas para dois meses.  verdade que no se pode restaurar
todas as verses de cada arquivo durante dois meses, mas o que  possvel
restaurar  normalmente bom o suficiente. 



A figura a seguir mostra qual o nvel de cpia usado em cada dia, e quais
cpias podem ser restauradas a partir do fim do ms

  
Figura 10.1: exemplo de esquema de cpia de segurana multinvel


Nveis de cpias podem tambm ser usados para minimizar o tempo de
restaurao de sistemas de arquivos. Caso se tenha muitas cpias
incrementais com um nmero de nveis muito grande, pode-se necessitar
restaurar todos eles para reconstruir um sistema de a rquivos. Ao invs
disso pode-se usar um nmero de nveis mais adequado ao nmero de cpias
necessrias para a restaurao. 

Para minimizar o nmero de fitas necessrias para restaurar, pode-se usar
um menor nvel de fitas incrementais. Porm o tempo necessrio para
realizaar as cpias cresce (a cada cpia pode ser copiado tudo que tenha
sido alterado desde a ltima cpia total ). Um esquema melhor  sugerido
na pgina de manual on-line da ferramenta dump e apresentado na tabela
acima. O uso de diferentes nveis de cpias: 3, 2, 5, 4, 7, 6, 9, 8,
9...mantm tanto o tempo de realizao das cpias e de restaurao em
nveis menore s.  O mximo que se copia so dois dias. O nmero de fitas a
serem restauradas depende do intervalo entre as cpias completas, mas
certamente ser menor que nos esquemas mais simples. 



  
Figura 10.2: esquema mais eficiente de cpias utilizando diferentes nveis
de cpias

Um esquema mais inteligente pode reduzir a quantidade de trabalho
necessrio, mas no significa que h menos coisas para acompanhar. O
administrador deve decidir se isso vale ou no  pena. 

A ferramenta dump tem suporte a cpias em multinvel, j os comandos tar e
cpio podem Ter essa facilidade implementada atravs de scripts. 



O que copiar

Pode-se desejar copiar tudo o que for possvel. A maior exceo so
softwares que podem ser facilmente restaurados, mas mesmo eles podem
conter arquivos de configurao que devem ser copiados, poupando a tarefa
de reconfigur-los. Outra exceo  o sistem a de arquivos /proc; uma vez
que ele contm somente informaes que o kernel gera automaticamente, logo
no  uma boa idia copi-lo, especialmente o arquivo /proc/kcore que 
somente uma cpia da memria fsica, al de ser bastante grande. 

reas cinzentas incluem filas de impresso, arquivos de histricos (logs)
e muitas outras coisas em /var. O administrador deve decidir sobre o tema,
uma vez que o seu contedo pode justificar a realizao de cpia. 

As coisas bvias que devem estar presentes so os arquivos de usurios
(/home) e os arquivos de configurao do sistema (/etc), mas certamente
haver outras coisas espalhadas por todos os sistemas de arquivos. 



Arquivos compactados

Cpias de segurana costumam utilizar muito espao, o que pode ser
dispendioso. Para reduzir o espao necessrio, as cpias podem ser
comprimidas. H diversas formas de se fazer isso. Alguns programas tem
suporte  compresso,; por exemplo a opo -gzip ( -z) do GNU tar conecta
ao arquivo gerado com o programa de compresso gzip, antes de gravar o
arquivo na midia. 

Infelizmente arquivos comprimidos podem causar certos problemas, dada 
natureza de como a compresso funciona. Caso um simples bit esteja com
problemas, todo o restante do arquivo comprimido pode estar inutilizado.
Alguns programas de cpias tem algumas facilidades de correo, mas no h
nenhum mtodo de lidar com um grande nmero de erros. O que significa que
se uma cpia  feita de forma comprimida atravs do GNU tar, com a sada
sendo um nico grande arquivo comprimido, um simples erro pode tornar to
do o restante da cpia intil. Cpias de segurana tm que ser confiveis,
e este mtodo de compresso no parece ser uma boa idia. 

Uma forma alternativa  comprimir os arquivos separadamente. Isso
significa que se um arquivo contiver, os demais no sofrero os efeitos
colaterais. O arquivo perdido poderia de qualquer forma conter algum tipo
de erro, ento essa situao no parece ser menos favorvel do que no
utilizar nenhuma compresso. O programa afio (uma variante do cpio) pode
trabalhar desta forma. 

Compresso leva algum tempo, o que pode tornar o programa de cpia incapaz
de gravar os dados com a velocidade suficiente em uma fita, por exemplo.
Isso pode ser evitado atravs do armazenamento temporrio da sada
(buffers de memria), de forma interna s e o programa de cpia tem essa
funcionalidade disponvel, ou atravs da utilizao de outro programa. 
Isso somente se aplica a computadores muito lentos ou sobrecarregados
durante a gerao da cpia de segurana. 



Manuteno de Data/Hora

  
"Terra,
Vagabundeando, matas o tempo,
Bailarina lctea, bria,
Giras com teus minsculos hspedes,
Debruados em tuas costas...."
A Nova Poesia Brasileira - Sandro N. Henrique - 1983

Este captulo explana como o sistema Linux mantm a data e a hora, e o que
 necessrio para evitar problemas. Usualmente, no  necessrio executar
qualquer atividade, mas  importante entender o seu funcionamento. 

           Zonas de Tempo
           Os relgios de hardware e software
           Apresentando e acertando a data e a hora
           Quando o relgio est errado




Zonas de tempo


A medio do tempo  baseada no fenmeno regular de alternncia de
perodos de luz e escurido causada pela rotao do planeta. O tempo total
decorrido entre os perodos  constante, porm os perodos de luz e
escurido podem variar. Uma constante simples
  o meio-dia.

O meio-dia  o ponto do dia em que o Sol est em sua posio culminante,
Uma vez que a terra  redonda, o meio-dia acontece em diferentes horrios
em diferentes lugares. Isso leva ao conceito de horrio local.. O homem
mede o tempo em muitas unidades, mui tas das quais esto atreladas a
fenmenos como o meio-dia. Quanto mais se esteja em um mesmo local menor
importncia tem as diferenas entre os horrios locais. 

Assim que seja necessrio comunicar-se com outros locais distantes,
notar-se- a necessidade de um horrio comum. Nos tempos modernos, muitos
locais no mundo passaram a comunicar-se entre si, sendo necessrio um
padro mundial de medida de tempo. O horrio conhecido como tempo ou
horrio universal (UT ou UTC), formalmente conhecido co mo o tempo medido
em Greenwich ou GMT (Greenwich Mean Time),  baseado no horrio local de
Greenwich, uma localidade da Inglaterra. Quando algum com um diferente
horrio local necessita comunicar-se, ele pode expressar o tempo atravs
do horrio universa l, ficando assim mais claro as informaes sobre seu
horrio local. 

Cada horrio local  chamado de fuso horrio. Enquanto que
geograficamente seja possvel que vrios locais tenham o meio-dia ao mesmo
tempo e portanto tenham a mesma fuso horrio, politicamente nem sempre
isso  possvel. Por diversas razes pases adot am diferentes horrios,
como por exemplo horrios de vero, para atender a demandas econmicas.
Porm alguns pases podem no adotar estes procedimentos, e outros podem
mudar suas regras de ano para ano. Isso faz com que algumas converses de
zonas de tem po no sejam definitivamente triviais. 

Zonas de tempo so melhor denominadas atravs da localizao ou da
diferena entre o local e o horrio universal. Nos Estados Unidos e em
alguns outros pases, as fusos horrios tem um nome e trs letras na sua
abreviao. As abreviaes no so nicas, p orm no deveriam ser
utilizadas desacompanhadas do nome do pas.  melhor referir-se ao
horrio, digamos em Helsinki, do que no horrio do Leste Europeu, uma vez
que nem todos os pases daquela regio adotam as mesmas regras. 
 
Linux tem um pacote de fusos horrios que reconhece todas as zonas de
tempo existentes, e pode ser mudado facilmente  medida que as regras
mudem. Todos os administradores de sistemas necessitam selecionar uma zona
de tempo apropriada. Cada usurio tambm pode configurar sua fuso horrio
prpria, o que pode ser importante uma vez que muitas pessoas trabalham
com computadores atravs da Internet. Quando as regras, por exemplo de
horrio de vero, mudam mo horrio local  importante ajustar o horrio
tamb m no sistema. 




Os relgios de hardware e software

Um computador pessoal tem uma relgio mantido por uma bateria. Essa
bateria garante que o relgio funcionar mesmo que o restante do
computador esteja desligado ou no haja eletricidade disponvel. O relgio
de hardware pode ser ajustado atravs da tela d e configurao da BIOS ou
de qualquer sistema operacional que esteja sendo executado. 

O kernel do Linux acompanha o tempo independentemente do relgio de
hardware. Durante a inicializao, o Linux configura seu prprio relgio
para o mesmo horrio que o relgio de hardware. Aps isso o relgio do
sistema corre independentemente. Linux mant m o seu prprio relgio
porque  complicado e lento verificar o horrio no relgio de hardware a
todo instante. 

O relgio do kernel apresenta sempre o horrio universal. Desta forma no
tem que saber absolutamente nada sobre as fusos horrios, fazendo com que
a simplicidade torne o tempo do sistema mais confivel e fcil de
atualizar. Cada processo lida com as conv erses de fusos horrios de
forma independente (utilizando ferramentas padres que fazem parte do
pacote de fusos horrios).

O relgio de hardware pode estar nos formatos de horrio local e horrio
universal. Normalmente,  melhor mant-lo no formato de horrio universal,
porque no ser necessrio atualizar o hardware quando o horrio de vero
comear ou terminar (UTC no tem horrio de vero). Infelizmente alguns
sistemas operacionais para PCs, incluindo MS-DOS, Windows, OS/2, assumem
que o hardware mostra o horrio local, tendo-se ento que alterar o
relgio do hardware para apresentar o horrio correto.


Apresentando e acertando a data e a hora

Em um sistema Debian, o sistema de fuso horrio  definido por uma
ligao simblica com o arquivo /etc/localtime. Essa ligao aponta para
um arquivo de dados de fuso horrio que descreve a zona de horrio local.
Os arquivos de dados de fuso horrio e sto armazenados em
/usr/lib/zoneinfo. Outras distribuies podem apresentar diferenas
(CRHL?).

Um usurio pode alterar a sua fuso horrio privada atravs da varivel de
ambiente TZ. Caso ela no esteja inicializada, a fuso horrio do sistema
 assumida. A sintaxe da varivel TZ  descrita na pgina de manual do
comando tzset (3). 

O comando date apresenta a data atual e o horrio corrente. Por exemplo:
 

     $ date 
     Sun Oct 14 21:53:41 EET DST 1998 
     $ 


Isso significa Domingo, 14 de outubro de 1998, aproximadamente 10 minutos
para as 10 horas da noite, e a fuso horrio EET DST significa Leste
Europeu em Horrio de Vero (East European Daylight Savings Time). O
comando date pode apresentar ainda o horri o universal. 

     $ date -u 
     Sun Oct 14 18:53:42 UTC 1998 
     $ 

date  tambm usado para obter o horrio do relgio do kernel do sistema: 

     # date 07142157 
     Sun Oct 14 21:57:00 EET DST 1998 
     # date 
     Sun Oct 14 21:57:02 EET DST 1998 
     # 

Veja a pgina de manual on-line do comando date para maiores detalhes - a
sintaxe pode ser um pouco complexa. Somente o superusurio (root) pode
ajustar a hora do sistema. Enquanto cada usurio pode ter a sua prpria
fuso horrio, o relgio  o mesmo par a todos.

date apresenta somente as configuraes do relgio do sistema. O comando
clock sincroniza os relgios de software e hardware. Ele  utilizado
quando o sistema  inicializado, para ler o relgio do hardware e
atualizar o relgio do sistema. Caso seja nece ssrio ajustar ambos os
relgio, primeiro deve-se ajustar o relgio do software atravs do comando
date e aps o relgio de hardware atravs do comando clock -w.

A opo -u diz ao relgio que o que o relgio de hardware est no formato
universal. Deve-se usar a opo -u com cuidado, caso contrrio o
computador ficar um tanto confuso sobre o horrio correto. 

O relgio deve ser alterado com cuidado. Muitas partes de um sistema Unix
necessitam do relgio para funcionarem corretamente. Por exemplo, o
programa residente cron executa comandos periodicamente. Caso o relgio
seja alterado, ele pode ficar um pouco co nfuso sobre a necessidade ou no
de executar determinado comando. Nos sistemas Unix mais antigos, quando
algum mudasse o relgio para vinte anos no futuro, o cron tentaria
executar todos os comandos peridicos dos prximos vinte anos de uma nica
vez. V erses atualizadas do cron podem lidar com isso corretamente, mas
ainda deve-se Ter muito cuidado. Grandes saltos ou atrasos no relgio
podem ser mais perigoso que pequenos adiantamentos no relgio. 




Quando o relgio est errado

O relgio de software do Linux no est sempre exatamente correto. Ele 
mantido por interrupes de tempo peridicas geradas pelo hardware. Caso o
sistema tenha muitos processos sendo executados, pode levar um intervalo
de tempo maior at que a interrup o de tempo seja gerada, e o relgio de
software pode estar ligeiramente atrasado. O relgio de hardware 
executado de forma independente do sistema e estar portanto funcionando
de maneira mais acurada. Caso o sistema seja inicializado freqentemente
(e neste caso ele provavelmente no esteja funcionando como um servidor),
o relgio deve estar praticamente correto. 

Caso seja necessrio ajustar o
relgio de hardware, o mais simples ser reinicializar o computador,
acessar a tela da configurao da BIOS e
 ajust-lo. Isso evita qualquer problema que a mudana de tempo possa
causar ao sistema. Caso executar a mudana via BIOS no seja uma
alternativa vivel, ajuste o novo horrio com os comandos date e clock
(nesta ordem), porm prepare-se para reinicializa r o sistema, casos
alguns procedimentos estranhos comecem a ocorrer.  

Um computador conectado
em rede (mesmo que somente atravs de um modem) pode checar o relgio
automaticamente, comparando-o com o horrio de outros computadores. Caso o
outro computador seja conhecido pela acuidade de seu horrio, ento ambos
podem manter um horrio ajustado. Isso pode ser feito atravs dos comandos
rdate e netdate. Ambos verificam o horrio de um computador remoto
(netdate pode lidar com diversos computadores remotos), e podem ajustar o
horrio do computador local. Ao executar um desses comandos regularmente,
o computador local ter um horrio to ajustado quanto o computador
remoto. 

Veja ainda informaes sobre o comando NTP. 



Medidas de Segurana   

Este apndice contm uma parte de um interessante programa para medir
potenciais problemas em um sistema de arquivos. O livro contm os fontes
completos do programa (sag/measure-holes/measure-holes.c).

int process(FILE *f, char *filename) {
        static char *buf = NULL;
        static long prev_block_size = -1;
        long zeroes;
        char *p;

        if (buf == NULL || prev_block_size != block_size) {
                free(buf);
                buf = xmalloc(block_size + 1);
                buf[block_size] = 1;
                prev_block_size = block_size;
        }
        zeroes = 0;
        while (fread(buf, block_size, 1, f) == 1) {
                for (p = buf; *p == '\0'; )
                        ++p;
                if (p == buf+block_size)
                        zeroes += block_size;
        }
        if (zeroes > 0)
                printf("%ld %s\n", zeroes, filename);
        if (ferror(f)) {
                errormsg(0, -1, "read failed for `%s'", filename);
                return -1;
        }
        return 0;
}



Glossrio

" A Biblioteca da Universidade de Unseen
decidiu unilateralmente ajudar o entendimento
produzindo um dicionrio Orangotango/Humano
Ele trabalhou nisso por trs meses
No foi fcil e ele chegou at `Oook`."
 (Terry Pratchett, ``Men At Arms'')

Este  uma pequena lista de palavras e definies relacionados com o Linux
e com administrao de sistema.  Ambio O ato de escrever frases
interessantes na esperana de v-las nos arquivos Linux. 
 
aplicativo 

Software que executa alguma atividade til. Os resultados de um
programa aplicativo so a razo primeira de usar-se um computador. Veja
tambm programas de sistema e sistema operacional. 

Programa residente

(daemon)  Um processo executado em segundo plano, normalmente sem ser
notado, at que algum evento acione a sua ao. Por exemplo, o programa de
atualizao acorda a cada trinta segundo e esvazia o cache de dados, e o
programa residente de correio eletrnico (sendmail) acorda toda vez que
uma mensagem  enviada. 

Sistema de arquivos (file system) 

Os mtodos e as
estruturas de dados que um sistema operacional utiliza para manter
controle dos arquivos em um disco ou partio; a forma pela qual os dados
esto organizados no disco. Tambm usado para referenciar-se uma partio
ou disco que  usado par a armazenar os arquivos de um determinado tipo de
sistema de arquivos.  

Glossrio 
Lista de palavras sobre um determinado
tema e suas respectivas explanaes sobre seus conceitos. No confundir
com um dicionrio que pode ser mais abrangente.  

Ncleo (kernel) 

Parte do
sistema operacional que implementa a interao entre o hardware e rotinas
de compartilhamento de recursos. Veja tambm programas de sistema. 


Sistema Operacional 
Software capaz de administrar o compartilhamento dos
recursos do computador (processador, memria, espao em disco, banda de
rede, e assim por diante) entre os diversos usurios e os programas
aplicativos que eles executam. Veja tambm kernel, programas d e sistema,
aplicativos.  

Chamadas de sistema 

Os servios disponibilizados pelo kernel
para os programas aplicativos, e a forma como eles so chamados. Veja a
seo 2 das pginas de manual on-line.  

Programas do sistema 

Programas que
implementam funcionalidades de alto nvel de um sistema operacional, como
por exemplo, coisas que no dependem diretamente do hardware. Podem
requerer algumas vezes privilgios especiais para sua execuo (por
exemplo, a entrega de correio e letrnico), mas que freqentemente agem
como parte do sistema operacional (por exemplo um compilador). Veja tambm
aplicativos, kernel, sistema operacional. 

Referncias

Lista de Dispositivos Linux de Peter Anvin: uma lista dos dispositivos
Linux , incluindo os fontes do kernel. 

Bootdisk HOWTO de Graham Chapman. Disponvel na lista de HOWTOs Linux.

Guia de Administrao de Rede de Olaf Kirch. 

Estrutura de Sistemas de Arquivos Linux de Daniel Quinlan, Release 1.2,
Maro de 1995. Uma descrio e uma proposta da rvore de diretrios Linux,
com a inteno De tronar mais simples o empacotamento de softwares e a
administrao de sistemas Linux, fazendo com que arquivos apaream em
locais padres. Segue muito de perto os sistemas Unix tradicionais, e
obteve suporte de vrias distribuies. Disponvel via FTP em
ftp.funet.fi, diretrio /pub/Linux/doc/fsstnd

Defragmentador de Sistemas de Arquivos Linux. Disponvel eletronicamente
em ftp://sunsite.unc.edu/pub/Linux/system/Filesystems/defrag-0.6.tar.gz. 

Guia de Instalao e Primeiros Passos com Linux 





Sobre este documento

Guia de Administrao de Sistemas Linux Este documento foi gerado
usando-se o conversoe LaTeX2HTML, verso 96.1-h (30 de Setembro de 1996)
Copyright (c) 1993, 1994, 1995, 1996, Nikos Drakos, Computer Based
Learning Unit, University of Leeds. 

Esta verso foi iniciada por Lars Wirzenius em 15 de novembro de 1997.

A traduo, adaptaes e incluses foram realizadas pela Conectiva
Consultoria e Desenvolvimento de Sistemas Ltda. e esto disponveis sob as
clusulas da Licena Pblica GNU.
